estatística - ficha

Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Como funciona na sua escola pública?

Educação: Possibilidade de escolhas e expectativas sobre o futuro

Ao se falar sobre preparação e formação dos jovens, o Colégio Marista João Paulo II acredita que é importante olhar a partir do projeto de vida do Estudante



"A chegada do fim do ano letivo para os estudantes do ensino médio acaba trazendo certa ansiedade com relação ao futuro. A preparação para a formatura, a entrega dos resultados finais, as inscrições em vestibulares acabam ganhando uma dimensão maior e junto vem a conclusão de que uma nova fase está a caminho. É a hora de responder aquela velha e boa pergunta: o que eu vou ser quando crescer? São tantas dúvidas que surgem na cabeça dos jovens no final do ensino médio."

"Segundo levantamento realizado pelo Portal Educacional, cerca de 52% dos estudantes do terceiro ano de escolas particulares não decidiram ainda qual profissão seguir. É onde a escola tem um papel fundamental: cabe a ela oportunizar espaços e metodologia própria para o processo de construção das escolhas, em que o jovem possa conhecer suas expectativas em relação ao futuro e ter apoio  para encontrar opções que mais se encaixem e proporcionem diferentes experiências de vida."

"...no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, é visto como agente de sua aprendizagem, construtor e protagonista do seu saber, pesquisador, criativo, autônomo e empreendedor, capaz de identificar e solucionar problemas e de trabalhar em equipe."


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/parceiros/marista-joao-paulo-ii/2019/11/04/noticia-publicidade-marista-joao-paulo-ii,803593/educacao-possibilidade-de-escolhas-e-expectativas-sobre-o-futuro.shtml










domingo, 18 de agosto de 2019

Militarização das escolas da rede pública - 2

Qual o sentido de mobilizar a comunidade e incentivar que compareçam para votar e desconsiderar o resultado das urnas?

Ibaneis levará gestão compartilhada para escolas que rejeitaram a medida

Segundo governador, militarização será implementada até mesmo nos dois colégios onde votação foi desfavorável ao modelo: o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 407 de Samambaia e o Gisno, na Asa Norte


"Resultado 

Entre as cinco escolas que promoveram a consulta pública no sábado, três disseram "sim" à gestão compartilhada: o Centro de Ensino 1 do Itapoã (CED 1), o Centro de Ensino Fundamental 19 de Taguatinga (CEF 19) e o Centro de Ensino Fundamental 1 do Núcleo Bandeirante (CEF 1)."



https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/08/18/interna_cidadesdf,777885/ibaneis-levara-gestao-compartilhada-para-escolas-que-rejeitam-a-medida.shtml.

sábado, 17 de agosto de 2019

Educação x militarização nas escolas da rede pública.

Cinco escolas decidem hoje se aceitam gestão compartilhada com PM

Alunos, pais ou responsáveis e servidores de cinco colégios da rede pública vão às urnas neste sábado (17/8) para votar a favor ou contra a adoção do regime compartilhado com a Secretaria de Segurança, implementado em outras quatro unidades desde o início do ano.




"Por outro lado, o professor de língua portuguesa na unidade Luiz Mathias diz que as soluções apresentadas pelo governo são imediatistas e não valorizam os profissionais da sala de aula. “Somos constantemente massacrados e não temos as condições mínimas de trabalho; então, é claro que assim surgem problemas. Mas o ideal seria dar aos professores as ferramentas para melhorar os índices, não trazer militares para que eles resolvam do jeito deles”, ressalta. Fundado em 2015, o centro de ensino não tem psicólogo nem monitor."


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/08/17/interna_cidadesdf,777624/cinco-escolas-decidem-hoje-se-aceitam-gestao-compartilhada-com-pm.shtml

domingo, 8 de novembro de 2015

Gostar do que faz.

Hoje desejo mostrar para vocês por qual motivo tinha tanta convicção quando afirmava que havia avaliado os alunos plenamente. Durante todo tempo que estive em sala sempre procurei olhar todas as possíveis habilidades para considerar meu aluno apto ou não na minha disciplina, mesmo assim, muitos colegas, alunos e pais duvidavam que realmente avaliava o meu aluno com tanto detalhes. Lembro que em sala sempre falava: " só fica reprovado em História quem realmente pedir por favor. Porém,  não pense que terão vida fácil comigo. Eu quero de vocês, no mínimo, esforço para chegar a próxima série". Pois bem, faz alguns anos que estou fora da sala de aula e acredito que já vejo resultado da minha leitura no tocante avaliar um aluno. A Poucos dias  recebi a visita de uma ex. aluna (hoje cursando Fisioterapia) e ela ficou surpresa pela forma como lembrei dela. Na verdade,  seu nome não lembrava, mas, foi possível lembrar a posição que ela sentava, o grupo de trabalho, o nível de participação e colegas ao seu redor. Talvez você não acredite mas quando fazemos algo que realmente temos noção do "fruto " que vamos oferecer, ai sim, temos que fazer com responsabilidade. Hoje, muitos daqueles alunos já estão no mercado de trabalho,  alguns jamais precisarão  daqueles conteúdos de História,  porém,  acredito que carregam as minhas "broncas", risos, cantos e conselhos. Quero dizer para vocês que, se era exaustivo, puxado e chato para a turma, no entanto, para mim não era diferente, pois, bem que eu poderia ter lançado uma nota e pronto! Mas eu valorizo o meu trabalho e acredito no meu aluno sempre.
Deixo anexo um planilha pessoal que elaborava para fazer um acompanhamento a mais de cada aluno. Na que segue (2007) destaque para o nome de Adriana Souza que atualmente cursa História. Também estao nesta lista Ana Caroline e Maria Clara, Mayara Chaves.
É isso!  Assim acredito que um trabalho feito com respeito pode ser somado as cobranças para que gestores realmente valorizem o trabalho do professor.
Eu acreditei em vocês e muitos jovens hoje esperam que vocês acreditem neles também!


Prof. Cicero Souza.


Fonte: arquivo pessoal (2007).

Fonte: arquivo pessoal (2007).


Fonte: arquivo pessoal (2007).

sábado, 5 de abril de 2014

Pernambuco: Daqui para frente com João Lyra


                 O agora que  ex-governador Eduardo Campos (PSB) finalmente passou o cargo ao seu vice João Lyra - PSB); afinal, nos últimos meses pouco era possível sabermos se o antigo titular estava gerindo o estado ou mesmo fazendo sua pré-campanha política a presidência da república.
                Não pretendo aqui tentar convencer o leitor para a questão "se" o estado de Pernambuco avançou ou não nos últimos sete anos da gestão socialista, quero sim, desejar a todos os pernambucanos que o novo ocupante da pasta, o agora governador João  Lyra, nos próximos nove meses em exercício faça um gestão com plenos êxitos. No entanto, lanço aqui três pontos principais:

1 - Educação  - Apesar dos fartos recurso federais (FUNDEB) nosso sistema esteve mais respaldado na farta propaganda midiática. Os noteboocks  entregues aos professores em 2008 (ao custo de R$-2.300,00) hoje estão obsoletos; os tablets entregue aos alunos pouco uso didáticos atendem; escolas continuam com problemas estruturais (das periferias principalmente); raras unidades escolares dispõem de quadras poliesportivas apropriadas (isto em um país que sediará uma Copa e uma Olimpíada); professores da rede oficial continuam recebendo o pior salário do Brasil e sendo exigidos como os docentes de unidades privilegiadas.

2 - Saúde - Apesar dos avanços apresentados, ainda é uma realidade vermos pacientes (principalmente idosos) penando em enormes filas nas unidades de atendimento e nos dois grandes hospitais da cidade (Agamenon Magalhães e Restauração).

3 - Mesmo com avanço do programa Pacto pela Vida temos ainda altos índices de violência na região da Zona Norte; carência estrutural e salarial dos nossos agentes públicos (fornecimento de coletes e armamento de qualidade para o combate a criminalidade); maior qualificação dos policiais (civis e militares) visando melhor atuação frente as mobilizações sociais e no trato direto com comunidade durante abordagens e atendimentos nas delegacias.

              Pois bem, apesar do tempo ser bastante curto nosso governador João Lyra terá uma missão gloriosa. Caberá  a ele, tirar Pernambuco do amplo discurso midiático dos últimos sete anos e colocá-lo no patamar de realizações concretas. Nos últimos vinte anos apenas o governador Carlos Wilson (vice do governador Miguel Arraes - 1990) conseguiu imprimir um ritmo trabalho e deixar sua marca que entrou para a história dos verdadeiros gestores preocupados com o povo pernambucano.
            Boa sorte governador, forte abraço e conte com apoio de todo o povo pernambucano!


Cícero Souza - Professor / pequisador - acervo DOPS/PE



Fonte: Arquivo do autor

terça-feira, 11 de março de 2014

Devemos comemorar os 477 anos do Recife?


      Mais um ano, novas comemorações e praticamente os mesmos problemas. A cidade do Recife em especial, é cantada e declamada nos velhos tempos. Será que ainda podemos dizer em que " Em minha terra tem palmeiras...."? Afinal, o que tem feito o secretário Danilo Cabral  e o projeto de mobilidade da avenida Caxangá e Agamenon Magalhães? Quase todas as nossa palmeiras imperiais foram arrancadas. E cantar? Será que Recife tem encantos mil?
    Pois bem, fazendo um resgate nas produções acadêmicas cito um trecho do livro A construção da Verdade autoritária, escrita em 2001 e de autoria da professora e pesquisadora Graça Ataíde. A pesquisadora procura assim retratar o Recife na década de 30, tendo como destaque o período de Interventoria de Agamenon Magalhães 1937-1945. 
     No capitulo III, em nome da modernidade, a leitura nos possibilita "enxergarmos" um pouco do que era a cidade do Recife na primeira metade do século XX:

1 -"Umas das metas da Interventoria Agamenon Magalhães consistia em erradicar tudo que simbolizasse o velho..."  2 - Neste sentido, uma das primeiras medidas da Interventoria foi formular um plano de remodelação da cidade segundo o qual a miséria - em todas as nuances - deveria ser extirpada, porque por ela se expressava o retrato da feiúra de Recife". p.126

3 - " A medida que o Recife se modernizava e se higienizava, tornou-se preocupação constante da Prefeitura o controle dos passeios turísticos". p.132.
4 - "Tornou-se comum a prisão de turistas que ousavam fotografar locais proibidos, tidos como ambientes "feios e sem higiene...". p.134

Fonte: Google


         Ou será que devemos manter vivas as primeiras discrições feitas por Henry Koster ainda em 1809? Na obra Viagens ao Nordeste do Brasil o viajante inglês apresentava a visão mais que "primitiva" de uma vila que já nascera grandiosa. Cita o "Henrique Costa" :

"Ainda era meio dia. O mar estava calmo. O sol brilhava com todo seu esplendor, e tudo que nos cercava tinha um aspecto agradável. Todas as casas eram branqueadas a cal.  O sol, ferindo-as com seus raios, dava-lhe um brilho faiscante".p.65
"Não se encontra no Recife e Olinda albergues nem casas de cômodos, um amigo do meu companheiro de viagem procurou imediatamente alguns quartos e nos forneceu cousas de que tinhamos necessidade. Eis-nos, portanto, tranquilamente instalados em nossa nova residência, tão tranquilamente como possa estar alguém quando uma vintena de negras grita sob a janela, em todo os tons de que a voz humana é capaz, laranja, banana, doces e outras mercadorias para vender". p.67

         Pois bem, voltando aos dias atuais sabemos sim que tivemos avanços, no entanto as iniciativas adotadas são muitos pontuais e por vezes atendem setores econômicos, e ao que deveria, não atende os setores sociais.
      No campo do transporte público basta você fazer uma pesquisa nos jornais dos anos 70 e 80 e as matérias dos jornalistas já apontavam estudos de especialistas para o crescimento da frota de veículos, o sucateamento do transporte público.
     Quanto ao comércio e a decadência do centro do Recife? Não é novidade que já nos anos 90 tivemos tentativas fracassadas de requalificação do comércio, porém, com o "advento" dos shoppings o distanciamento dos nossos gestores para as principais vias foi cada vez maior.
    E os morros? Historicamente, a ocupação da Zona Norte e áreas de morros ganhou força  as durante as gestões de Agamenon e de Augusto Lucena; viver nas áreas centrais era "crime" a nova estética pensada. No mais, Meio ambiente, educação, habitação e esportes ficaram em segundo plano.
    Talvez então você diga, finalmente hoje a cidade é pensada para as pessoas! será?
 Que contribuição real o projeto "Novo Recife" trará para o conjunto da população que transita pelos bairros de São José e Santo Antônio? e o incentivo de utilização das bicicletas? Quanto realmente custou e que classe econômica é beneficiada quando trechos são praticamente interditados para um trânsito já precário? e que grupo é prejudicado por esta muitas vezes naquele momento em deslocamento para o trabalho? Afinal, o que nossos gestores querem dizer mesmo ao classificar o ato de transitar a noite sob escolta dos guias municipais de "Pedalada do bem"? E que pedala suas magrelas pela manhã? É do mal?
      Ao acompanhar os festejos dos 477 anos da cidade do Recife bem que gostaria de apenas parabenizar, no entanto, não suportaria esconder realidades que teimam em bater a minha consciência toda noite que tento adormecer. E de quem é a culpa? A resposta eu prefiro que você construa e envie para postagem no nosso blog.

Parabéns Recife e recifenses; Parabéns Olinda e olindenses.




Créditos: Cícero Souza ( acervo pessoal)











Livros consultados : 

* Koster, Henry. Viagens ao nordeste do Brasil. Recife: Fundaj, Ed. Massangana. 2002.
* Almeida, Maria das Graças Andrade  Ataíde de. A construção da verdade autoritária. São Paulo: Humanitas, 2001.


Cícero Souza - Pesquisador do acervo DOPS.

E ainda dizem que é FANTASTICO!


"Alunos de Geografia da USP, dava aulas como precários em escolas estauduais da periferia. Saía de casa logo cedo, com uma mochila carregada de livros da faculdade e de trabalho dos seus alunos. E até a meia-noite, ele se dividia com alunos e professor. Magro, barbudo, roupas amassadas, sempre duro, mas dedicado, profundamente dedicado ao magistério, ele representava o modelo de professor, da década de 70". 
 (Vicentini & Lugli.História da profissão docente: representações em disputa. São Paulo: Cortez. 2009. p.200).

              No último domingo o programa FANTASTICO fez o que tenta fazer de melhor "espetacularizar" uma realidade que é mais do que real no Brasil e que até para eles mesmo seria simplesmente solucionada a partir de projeto como o "Amigos da escola". 
          O descaso com a nossa educação é sim escandaloso, e  definir quando chegaremos a uma solução é o que pouco sabemos. Diante os descasos da falta de estrutura e ausência na qualificação e remuneração dos atuais professores temos também a cumplicidade de grande empresas que visando fazer vantajosas parcerias com o estado vendem produtos que interessam a poucos. Diante altos índices de analfabetos funcionais o que temos são programas implantados por empresas privadas bancadas com recursos públicos onde os resultados são mais do do duvidosos.                Como esperar que uma criança deixe o fundamental I alfabetizada e dominando as principais disciplinas que serão exigidas no fundamental II? Como trabalhar com uma criança do 6º ano se ela foi aprovada simplesmente por que a escola precisa dos números para continuar recebendo o Projeto nivelamento e manter no quadro os professores (amigos) contratados? E como não manter um projeto se os pais precisam da declaração para o Bolsa família e assim receber o benefício mesmo que o filho não saiba escrever o próprio nome? Quanto o professor? e dai que ele seja obrigado a manter o aluno em sala, mesmo que aquele garoto permaneça dormindo na carteira o achincalhando o coleguinha; afinal, o bullying não é mais grave do que números positivos para o governo e a própria escola.
     Continuamos preparando mal os professores, continuamos preparando mal nossos jovens, permanecemos sem um projeto de Política educacional e pior ainda, continuamos elegendo as mesma pessoas e eles nomeando os mesmo amigos para brincarem de "educar as pessoas".

Cícero Souza - Professor /pesquisador do acervo DOPS


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Jovens professores sem apoio no País


De imediato  poderia fazer uso de vários argumentos para reforçar a veracidade da matéria abaixo, poderia também fazer uma auto-critica e lançar todas as minhas frustrações sobre você leitor; Jamais farei !.
       Sou professor, ao longo de todos os meus anos de docência não vou dizer que foi fácil, mas de imediato posso dizer que é muito prazeroso. Não é novidade para mim que não somos valorizados, afinal, procure ler um pouco e verás na literatura inúmeras obras  que apresentam o "caos" em que nossa educação esta mergulhado; Se desejar aprofundar um pouco, vai verificar que a própria Academia anualmente tem teses e dissertações em que a tônica do debate é a educação pública.
     António Nóvoa (Profissão professor); Edilson Fernandes (História e memória da Educação em Pernambuco); Paula Perin Vicentini (História da profissão docente no Brasil: representação em disputa) são apenas algumas publicações que resgatam a historiagrafia da nossa educação (em especial do professor).
       Mas, voltando a minha experiência (pouca ainda) confesso que amo o que faço, afinal, enfrentei um vestibular disputado e prestei concurso acreditando que poderia fazer a diferença. Digo para vocês, já vi alunos perderem o horário da aula, perderem o dia de aula, perderem semanas e também perderem a vida. Já vi aluno trocarem agressões (verbais e físicas), presenciei agredirem professores, roubar objetos no interior da escola e no final ainda tinham apoio dos seu pais. Confesso que "lutei por eles", não escolhi apenas aqueles "amáveis"; perdi, mas confesso que tentei.
      Mas quero aqui deixar a informação das conquistas que obtive junto ao meu trabalho em sala de aula. Durante todo meu trabalho (Projetos didáticos, debates, viagens) eu conquistei mais do que um salário, recebo quase sempre mensagens, encontro alunos no dia-dia e sei que fiz o meu melhor. Vários estão em seus empregos (estáveis ou não), outros já na universidade (cursando o que sempre sonharam e que talvez apenas naquela aula de História ou de Filosofia ainda fazia sentido). Encontro alunos que teriam tudo para "darem errado" mas por um simples gesto durante uma aula perceberam que poderiam também fazer a diferença. Sei que gestores públicos pouco acreditam e valorizam o trabalho de um professor, sei também que para muitos proprietários de escolas vale mais o "pagamento da mensalidade" do que a (re) construção do ser cidadão, no entanto, não quero que veja o ser professor como um "sacerdócio", quero que busque sim valorização e tenha o retorno que merece, mas por outro lado, pense bem, pouco será valioso se você não tiver amor ao ato de lecionar. Ser professor é sentir prazer maior nas conquistas do discente.
      Agora quanto escolher a carreira que deverá seguir? Conheça a dinâmica de cada profissão; Converse com profissionais que atuam na área (jovens e os mais experientes); Avalie o salário, a jornada de trabalho e veja que perfil de profissional você melhor se enquadra. O resultado? Um belo sorriso ou uma bela matéria no jornal da cidade daquele ex. aluno que um dia você ofereceu um minuto do seu trabalho honesto e competente. 
    Não sou o único, há milhares de professores que buscam a valorização do seu trabalho mas que não abrem mão de uma postura competente.

Forte abraço aos antigos, atuais e futuros professores!

Cícero Souza - Professor da SEE  / Responsável setorial DOPS/APEJE e pesquisador  (Repressão ao sindicalismo docente) - ULHT- Portugal.
      







terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Para 2014 - Educação.



Infelizmente para o conjunto da sociedade civil, menos politizada e principal necessitada de um serviço público de qualidade 2013 ficou muito a desejar no campo da Saúde, Segurança e Educação. O Executivo estadual teve praticamente oito anos para tornar real a que se propôs, no entanto, para aqueles que trabalham no setor educacional ou mesmo  aquele que faz uso sabe que os números de conquistas e satisfação é pura ficção. Gastamos milhões em tablets que até o momento na maioria das escolas não há uso pedagógico; professores além de enfrentarem "capacitações" são obrigados a registrar uma mesma informação duas vezes; por sinal, as cadernetas continuam aquelas adaptadas de 2007. E os alunos, 90% foram excluídos da sonhada viagem ao exterior, onde outros nem sala de aula podem contar por falta de estrutura. Se  nossos gestores públicos e possíveis candidatos dizem que "ganhamos 2013", acabo muitas vezes imaginando se "perdermos 2014" a educação pública em Pernambuco finalmente chegará ao nível mínimo de qualidade necessária para termos um futuro mais justo.

Publicada no Diario de Pernambuco - 31/12/2013, Caderno Economia - Cartas B6.

sábado, 27 de julho de 2013

Professor é gente!




Professor é gente!

               Diariamente leio nesta secção apelos ou denúncias feitas por gestores, educadores e alunos quanto o descaso que sofrem suas unidades escolares. Quanto respostas, as notas enviadas pela SEDUC  resumem-se apenas a afirmar que a situação não procede ou que estão estudando o caso. Assim, pelo que vejo, aqueles que fazem a gestão do nosso sistema de ensino estão desatualizados com a grande contribuição que a nossa academia vem apresentando a cada ano, negando, realidade que nem carece grandes estudos mas que esta aos olhos de qualquer pai que compareça as unidades escolares (maioria não Integrais) a perceber o desprezo oferecidos. Visivelmente temos: alunos certos de aprovação sem menor preparo; professores agredidos ou desestimulados; ausência de um ensino que ofereça integração do discente ao mercado e para piorar, temos uma maioria de gestores que estão apenas ali para cobrar números e esperar o triste bônus. A docente Maria de Cássia Santos escreveu em sua dissertação  (A construção da identidade do profissional docente pg. 51) uma observação real e ainda negada por nosso secretário : "O reconhecimento de seu trabalho é fundamental para a motivação do docente. A partir do momento que ele é valorizado ele é capaz de responder com iniciativa e criatividade. Porém, quando essa valorização não acontece, conseqüentemente a motivação não se concretiza, fazendo com que o trabalhador responda com desinteresse e desprezo pelo que realiza e não veja qualquer sentido na sua atividade, apresenta-se desmotivado para a função que exerce". 




Um amigo e pai de aluno (a).