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domingo, 2 de julho de 2017

Escola Sem Partido



("Então você lê, hein?" Cartum de Herblock no Washington Post, 1949)

Fonte: http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/como-macarthismo-perseguiu-professores-exatamente-como-quer-o-escola-sem-partido/

domingo, 8 de novembro de 2015

Gostar do que faz.

Hoje desejo mostrar para vocês por qual motivo tinha tanta convicção quando afirmava que havia avaliado os alunos plenamente. Durante todo tempo que estive em sala sempre procurei olhar todas as possíveis habilidades para considerar meu aluno apto ou não na minha disciplina, mesmo assim, muitos colegas, alunos e pais duvidavam que realmente avaliava o meu aluno com tanto detalhes. Lembro que em sala sempre falava: " só fica reprovado em História quem realmente pedir por favor. Porém,  não pense que terão vida fácil comigo. Eu quero de vocês, no mínimo, esforço para chegar a próxima série". Pois bem, faz alguns anos que estou fora da sala de aula e acredito que já vejo resultado da minha leitura no tocante avaliar um aluno. A Poucos dias  recebi a visita de uma ex. aluna (hoje cursando Fisioterapia) e ela ficou surpresa pela forma como lembrei dela. Na verdade,  seu nome não lembrava, mas, foi possível lembrar a posição que ela sentava, o grupo de trabalho, o nível de participação e colegas ao seu redor. Talvez você não acredite mas quando fazemos algo que realmente temos noção do "fruto " que vamos oferecer, ai sim, temos que fazer com responsabilidade. Hoje, muitos daqueles alunos já estão no mercado de trabalho,  alguns jamais precisarão  daqueles conteúdos de História,  porém,  acredito que carregam as minhas "broncas", risos, cantos e conselhos. Quero dizer para vocês que, se era exaustivo, puxado e chato para a turma, no entanto, para mim não era diferente, pois, bem que eu poderia ter lançado uma nota e pronto! Mas eu valorizo o meu trabalho e acredito no meu aluno sempre.
Deixo anexo um planilha pessoal que elaborava para fazer um acompanhamento a mais de cada aluno. Na que segue (2007) destaque para o nome de Adriana Souza que atualmente cursa História. Também estao nesta lista Ana Caroline e Maria Clara, Mayara Chaves.
É isso!  Assim acredito que um trabalho feito com respeito pode ser somado as cobranças para que gestores realmente valorizem o trabalho do professor.
Eu acreditei em vocês e muitos jovens hoje esperam que vocês acreditem neles também!


Prof. Cicero Souza.


Fonte: arquivo pessoal (2007).

Fonte: arquivo pessoal (2007).


Fonte: arquivo pessoal (2007).

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Jovens professores sem apoio no País


De imediato  poderia fazer uso de vários argumentos para reforçar a veracidade da matéria abaixo, poderia também fazer uma auto-critica e lançar todas as minhas frustrações sobre você leitor; Jamais farei !.
       Sou professor, ao longo de todos os meus anos de docência não vou dizer que foi fácil, mas de imediato posso dizer que é muito prazeroso. Não é novidade para mim que não somos valorizados, afinal, procure ler um pouco e verás na literatura inúmeras obras  que apresentam o "caos" em que nossa educação esta mergulhado; Se desejar aprofundar um pouco, vai verificar que a própria Academia anualmente tem teses e dissertações em que a tônica do debate é a educação pública.
     António Nóvoa (Profissão professor); Edilson Fernandes (História e memória da Educação em Pernambuco); Paula Perin Vicentini (História da profissão docente no Brasil: representação em disputa) são apenas algumas publicações que resgatam a historiagrafia da nossa educação (em especial do professor).
       Mas, voltando a minha experiência (pouca ainda) confesso que amo o que faço, afinal, enfrentei um vestibular disputado e prestei concurso acreditando que poderia fazer a diferença. Digo para vocês, já vi alunos perderem o horário da aula, perderem o dia de aula, perderem semanas e também perderem a vida. Já vi aluno trocarem agressões (verbais e físicas), presenciei agredirem professores, roubar objetos no interior da escola e no final ainda tinham apoio dos seu pais. Confesso que "lutei por eles", não escolhi apenas aqueles "amáveis"; perdi, mas confesso que tentei.
      Mas quero aqui deixar a informação das conquistas que obtive junto ao meu trabalho em sala de aula. Durante todo meu trabalho (Projetos didáticos, debates, viagens) eu conquistei mais do que um salário, recebo quase sempre mensagens, encontro alunos no dia-dia e sei que fiz o meu melhor. Vários estão em seus empregos (estáveis ou não), outros já na universidade (cursando o que sempre sonharam e que talvez apenas naquela aula de História ou de Filosofia ainda fazia sentido). Encontro alunos que teriam tudo para "darem errado" mas por um simples gesto durante uma aula perceberam que poderiam também fazer a diferença. Sei que gestores públicos pouco acreditam e valorizam o trabalho de um professor, sei também que para muitos proprietários de escolas vale mais o "pagamento da mensalidade" do que a (re) construção do ser cidadão, no entanto, não quero que veja o ser professor como um "sacerdócio", quero que busque sim valorização e tenha o retorno que merece, mas por outro lado, pense bem, pouco será valioso se você não tiver amor ao ato de lecionar. Ser professor é sentir prazer maior nas conquistas do discente.
      Agora quanto escolher a carreira que deverá seguir? Conheça a dinâmica de cada profissão; Converse com profissionais que atuam na área (jovens e os mais experientes); Avalie o salário, a jornada de trabalho e veja que perfil de profissional você melhor se enquadra. O resultado? Um belo sorriso ou uma bela matéria no jornal da cidade daquele ex. aluno que um dia você ofereceu um minuto do seu trabalho honesto e competente. 
    Não sou o único, há milhares de professores que buscam a valorização do seu trabalho mas que não abrem mão de uma postura competente.

Forte abraço aos antigos, atuais e futuros professores!

Cícero Souza - Professor da SEE  / Responsável setorial DOPS/APEJE e pesquisador  (Repressão ao sindicalismo docente) - ULHT- Portugal.