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terça-feira, 21 de abril de 2015
domingo, 29 de março de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
quinta-feira, 6 de março de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Jovens professores sem apoio no País
De imediato poderia fazer uso de vários argumentos para reforçar a veracidade da matéria abaixo, poderia também fazer uma auto-critica e lançar todas as minhas frustrações sobre você leitor; Jamais farei !.
Sou professor, ao longo de todos os meus anos de docência não vou dizer que foi fácil, mas de imediato posso dizer que é muito prazeroso. Não é novidade para mim que não somos valorizados, afinal, procure ler um pouco e verás na literatura inúmeras obras que apresentam o "caos" em que nossa educação esta mergulhado; Se desejar aprofundar um pouco, vai verificar que a própria Academia anualmente tem teses e dissertações em que a tônica do debate é a educação pública.
António Nóvoa (Profissão professor); Edilson Fernandes (História e memória da Educação em Pernambuco); Paula Perin Vicentini (História da profissão docente no Brasil: representação em disputa) são apenas algumas publicações que resgatam a historiagrafia da nossa educação (em especial do professor).
Mas, voltando a minha experiência (pouca ainda) confesso que amo o que faço, afinal, enfrentei um vestibular disputado e prestei concurso acreditando que poderia fazer a diferença. Digo para vocês, já vi alunos perderem o horário da aula, perderem o dia de aula, perderem semanas e também perderem a vida. Já vi aluno trocarem agressões (verbais e físicas), presenciei agredirem professores, roubar objetos no interior da escola e no final ainda tinham apoio dos seu pais. Confesso que "lutei por eles", não escolhi apenas aqueles "amáveis"; perdi, mas confesso que tentei.
Mas quero aqui deixar a informação das conquistas que obtive junto ao meu trabalho em sala de aula. Durante todo meu trabalho (Projetos didáticos, debates, viagens) eu conquistei mais do que um salário, recebo quase sempre mensagens, encontro alunos no dia-dia e sei que fiz o meu melhor. Vários estão em seus empregos (estáveis ou não), outros já na universidade (cursando o que sempre sonharam e que talvez apenas naquela aula de História ou de Filosofia ainda fazia sentido). Encontro alunos que teriam tudo para "darem errado" mas por um simples gesto durante uma aula perceberam que poderiam também fazer a diferença. Sei que gestores públicos pouco acreditam e valorizam o trabalho de um professor, sei também que para muitos proprietários de escolas vale mais o "pagamento da mensalidade" do que a (re) construção do ser cidadão, no entanto, não quero que veja o ser professor como um "sacerdócio", quero que busque sim valorização e tenha o retorno que merece, mas por outro lado, pense bem, pouco será valioso se você não tiver amor ao ato de lecionar. Ser professor é sentir prazer maior nas conquistas do discente.
Agora quanto escolher a carreira que deverá seguir? Conheça a dinâmica de cada profissão; Converse com profissionais que atuam na área (jovens e os mais experientes); Avalie o salário, a jornada de trabalho e veja que perfil de profissional você melhor se enquadra. O resultado? Um belo sorriso ou uma bela matéria no jornal da cidade daquele ex. aluno que um dia você ofereceu um minuto do seu trabalho honesto e competente.
Não sou o único, há milhares de professores que buscam a valorização do seu trabalho mas que não abrem mão de uma postura competente.
Forte abraço aos antigos, atuais e futuros professores!
Cícero Souza - Professor da SEE / Responsável setorial DOPS/APEJE e pesquisador (Repressão ao sindicalismo docente) - ULHT- Portugal.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Vivenciando Turismo - Nossos casarões x verticalização.
Pernambuco, "a Veneza brasileira" é um patrimônio aberto para o mundo, contando com centenas de atrativos turísticos, cheio de paisagens naturais e de uma grande riqueza histórico-cultural. Observamos e falamos tanto de cenários como Boa Viagem e Porto de Galinhas; belas igrejas; o Instituto Brennand; Fortes que nos cercam, e acabamos esquecendo de uma riqueza tão próxima e um tanto ameaçada pela dita verticalização e novo padrão de arquitetura; estou aqui alertando para contemplarmos um pouco os antigos Casarões.Poucos por sinal, que ainda encontramos em alguns bairros da Cidade, atrativos que deveriam preservar para valorização do nosso espaço urbano e também apresentarmos aos turistas, aos moradores apressados que passam sem ao menos conhecerem um pouco do valor histórico e sociocultural. Quem não gostaria de visitar um casarão em que há grandes curiosidades e que residiu um ilustres da nossa historiografia ou até mesmo anônimos mas que deixaram suas raízes fincadas nos quatro cantos das velhas residências? Casarões existentes na Rosa e Silva, Rui Barbosa, no Recife Antigo e em Olinda, que poderiam ser melhor utilizados, afinal, são nesses lugares onde podemos encontrar um pouco da história de nosso povo. Para isso, sociedade civil, setores de preservação, gestores, Academia e profissionais da área devem enxergar além de sol, mar e Igrejas, necessitam sim, buscar nossas histórias, nossas raízes e olhar para o passado fruto de um valor que não fica restrito ao aspecto econômico e sim, o aspecto memória que constrói valores, marca identidade de uma cidade que é feita acima de tudo de gente genuinamente pernambucana.
Autores: César Lui / Léah Silva / Cícero Souza.

(IMAGENS COPIADAS - Blenda Souto Maior )DP- 02/12/2012 - Vida Urbana / C4
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