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segunda-feira, 3 de março de 2014

Um Arquivo que forma gerações!





             O Arquivo Público Estadual próximo de completar 70 anos de existência é hoje mais do que uma parada obrigatória para milhares de pesquisadores realizarem suas pesquisas, é um espaço aberto também para que professores, estudantes conheçam a estrutura e contribuição social; como também é o local para que muitos façam resgates da própria história e busquem junto aos órgãos competentes o atendimento a condição de cidadão.
          Aproveitando as comemorações que se aproximam, dois eventos registraram a importância dessa instituição septuagenária pertencente não apenas aos pernambucanos, mas que hoje alcançou reconhecimento internacional.

          Em fevereiro de 1977 o APEJE abria suas portas para um evento que mobilizou não apenas os pesquisadores mas também a intelectualidade  pernambucana. A palestra proferida pelo professor Gilberto Osório tinha por objetivo comemorar os  150 em que Recife assumiu o posto de Capital do Estado. O evento foi realizado com êxito e destacou a relevância  do Arquivo Estadual e de todos que faziam parte do quadro funcional naquele momento.
           Em março de 1982 mais uma vez o APEJE marcava o cenário cultural pernambucano, desta vez com a realização do lançamento do Inventario da coleção do Conde Ernesto Pereira Carneiro. Desta vez o evento teve a presença do Secretário Francisco de Paula Bandeira de Melo, do escritor Mauro Mota. Ficou assim mais uma vez o registro para a história de um dos momentos sublimes da formação cultural em nosso estado. 
         Hoje, o APEJE ainda tem em seu quadro funcional profissionais que contribuíram  para realização dos dois expressivos eventos citados acima, como também a chegada de novos colaboradores que juntos formam o que há de melhor naquela instituição; A lição que fica é a troca de experiência existente.
      Como pensar em Arquivo representativo hoje se não buscarmos resgatar as bases de uma formação estrutural e cultural? E como pensar se não agregarmos ao nosso quadro hoje uma visão atualizada mas focada numa missão que foi construída a quase sete décadas. Todos nós pesquisadores que buscamos os serviços do Arquivo Público Jordão Emerenciano sabemos ser ela hoje uma instituição de respeito e que preza  pela qualidade em seus serviços, acesso a informação e a integração maior com o conjunto da sociedade pernambucana.
         Parabéns a todos os funcionários que integram o APEJE, aos pesquisadores que confiam no trabalho realizado, aos professores (faculdades, escolas públicas) por perceberem a importância em apresentar as gerações mais jovens um trabalho que não começou hoje e  com certeza não pretende parar nem tão cedo.

              
Diário Oficial - 1977)




(março - 1982 - Diário Oficial)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vivenciando Turismo - Nossos casarões x verticalização.



Pernambuco, "a Veneza brasileira" é um patrimônio aberto  para o mundo, contando  com centenas de atrativos turísticos, cheio de paisagens naturais e de uma grande riqueza histórico-cultural. Observamos e falamos tanto de cenários como Boa Viagem e Porto de Galinhas; belas igrejas; o Instituto Brennand; Fortes que nos cercam, e acabamos esquecendo de uma riqueza tão próxima e um tanto ameaçada pela dita verticalização e novo padrão de arquitetura; estou aqui alertando para contemplarmos um pouco  os antigos Casarões.Poucos por sinal, que ainda encontramos em alguns bairros da Cidade, atrativos  que deveriam preservar para valorização do nosso espaço urbano e também apresentarmos aos turistas, aos moradores apressados que passam sem ao menos conhecerem um pouco do valor histórico e sociocultural. Quem não gostaria de visitar um casarão em que há grandes curiosidades e que residiu um ilustres  da nossa historiografia ou até mesmo anônimos mas que deixaram suas raízes fincadas nos quatro cantos das velhas residências? Casarões existentes na Rosa e Silva, Rui Barbosa, no Recife Antigo e em Olinda, que poderiam ser melhor utilizados, afinal, são nesses lugares onde podemos encontrar um pouco da história de nosso povo. Para isso, sociedade civil, setores de preservação, gestores, Academia e profissionais da área  devem enxergar além de sol, mar e Igrejas, necessitam sim,  buscar nossas histórias, nossas raízes e olhar para o passado fruto de um valor que não fica restrito ao aspecto econômico e sim, o aspecto memória que constrói valores, marca identidade de uma cidade que é feita acima de tudo de gente genuinamente pernambucana.

Autores: César Lui / Léah Silva / Cícero Souza.


















(IMAGENS COPIADAS - Blenda Souto Maior )DP- 02/12/2012 - Vida Urbana / C4




terça-feira, 18 de junho de 2013

Um poste.



A trágica morte do músico e advogado Davi Santigo em Boa viagem, vitimado ao ser atingido por um fio de alta tensão, não reflete apenas o descaso já denunciado pela mídia a vários anos, mas também destaca outras mazelas de setores essenciais e onerosos para o conjunto da sociedade. Há uma  enorme  burocracia para atendimento de chamadas emergenciais, como também uma quase ausência na fiscalização dos trabalhos realizados por empresas terceirizadas. Infelizmente, enquanto setores chaves de gestão forem ocupados por mera indicação política-partidária continuaremos com péssimos serviços de (transportes, água e energia) e  teremos sempre mais um "poste" comandando setores vitais para a população.

* Publicada no DP (17/06/2013).