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domingo, 9 de março de 2014

Toque feminino no DOPS/PE..



   Como pesquisador da temática repressão  e funcionamento do DOPS em Pernambuco, acordei muito feliz ao receber meu exemplar do Diário de Pernambuco dominical, no Caderno de Política encontrei dois momentos especiais; o primeiro, a homenagem as mulheres  pela passagem do dia Internacional. Por outro lado, mais uma vez o jornalista Tércio Amaral e a fotógrafa Alcione Ferreira presentearam não apenas as leitoras, como também todos os pesquisadores com excelente material jornalístico.
     Apenas para historiar, tive o prazer de compartilhar ao jornalista a "descoberta" que havia feito ainda em meados de 2013. Ao iniciar limpeza de uma gaveta procurei organizar um conjunto de fichas que pouca atenção recebiam dos pesquisadores talvez por contarem "apenas" com nomes de homens e poucos dados para desenvolvimento de uma pesquisa acadêmica. Durante semanas realizei a organização de cerca de 3.914 fichas de identificação funcional, porém, com muito cuidado percebi que não havia apenas dados de agentes (homens), no conjunto percebi haver aproximadamente cerca de 31 fichas de  mulheres que atuaram no setor administrativo do DOPS entre os anos 30 a 60. Diante percepção, todo material foi prontamente disponibilizado para pesquisa e comentado por mim a vários pesquisadores que compareciam ao setor no período; infelizmente pouco interesse despertou e ficaram adormecidas nos gavetários do Arquivo Público.
     Hoje, o DP faz uma homenagem e ao mesmo tempo divulga mais um objeto de pesquisa como sugestão. Como pesquisador de um acervo tão rico não poderia deixar passar esse breve comentários.
    Aos estudantes de graduação, mestrandos e doutorando fica a matéria publicada hoje no DP como uma grande contribuição para historiografia. Uma matéria competente, suave e de confiança como as mulheres homenageadas.




"Como colaboradoras ou perseguidas, muitas mulheres tiveram prontuários abertos pelo órgão da repressão". (Tércio Amaral)







Cícero Souza - Pesquisador do acervo DOPS.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Um Arquivo que forma gerações!





             O Arquivo Público Estadual próximo de completar 70 anos de existência é hoje mais do que uma parada obrigatória para milhares de pesquisadores realizarem suas pesquisas, é um espaço aberto também para que professores, estudantes conheçam a estrutura e contribuição social; como também é o local para que muitos façam resgates da própria história e busquem junto aos órgãos competentes o atendimento a condição de cidadão.
          Aproveitando as comemorações que se aproximam, dois eventos registraram a importância dessa instituição septuagenária pertencente não apenas aos pernambucanos, mas que hoje alcançou reconhecimento internacional.

          Em fevereiro de 1977 o APEJE abria suas portas para um evento que mobilizou não apenas os pesquisadores mas também a intelectualidade  pernambucana. A palestra proferida pelo professor Gilberto Osório tinha por objetivo comemorar os  150 em que Recife assumiu o posto de Capital do Estado. O evento foi realizado com êxito e destacou a relevância  do Arquivo Estadual e de todos que faziam parte do quadro funcional naquele momento.
           Em março de 1982 mais uma vez o APEJE marcava o cenário cultural pernambucano, desta vez com a realização do lançamento do Inventario da coleção do Conde Ernesto Pereira Carneiro. Desta vez o evento teve a presença do Secretário Francisco de Paula Bandeira de Melo, do escritor Mauro Mota. Ficou assim mais uma vez o registro para a história de um dos momentos sublimes da formação cultural em nosso estado. 
         Hoje, o APEJE ainda tem em seu quadro funcional profissionais que contribuíram  para realização dos dois expressivos eventos citados acima, como também a chegada de novos colaboradores que juntos formam o que há de melhor naquela instituição; A lição que fica é a troca de experiência existente.
      Como pensar em Arquivo representativo hoje se não buscarmos resgatar as bases de uma formação estrutural e cultural? E como pensar se não agregarmos ao nosso quadro hoje uma visão atualizada mas focada numa missão que foi construída a quase sete décadas. Todos nós pesquisadores que buscamos os serviços do Arquivo Público Jordão Emerenciano sabemos ser ela hoje uma instituição de respeito e que preza  pela qualidade em seus serviços, acesso a informação e a integração maior com o conjunto da sociedade pernambucana.
         Parabéns a todos os funcionários que integram o APEJE, aos pesquisadores que confiam no trabalho realizado, aos professores (faculdades, escolas públicas) por perceberem a importância em apresentar as gerações mais jovens um trabalho que não começou hoje e  com certeza não pretende parar nem tão cedo.

              
Diário Oficial - 1977)




(março - 1982 - Diário Oficial)