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sábado, 4 de julho de 2026

Formatura EJA 2026.1 - Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz

"Só quem vivencia o dia-dia de uma turma da EJA sabe o valor final de um trabalho. Assim, para eles (estudantes) fecha-se um ciclo. Por outra, para os professores da Escola Doutor Francisco tem início a formação de novas turmas e construção de novas histórias de vitórias."

Folder divulgação para chamada e formação de novas turmas EJA 2026.2 (Crédito: Evelyn Santos)

    No último dia 03 de julho (Sexta-feira), tive a imensa felicidade de participar de mais uma cerimônia de formatura das turmas Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Doutor Francisco Pessoa de Queiroz (EDFPQ). São exatos dois anos (desde julho de 2024) que vivencio toda uma expectativa e vejo o zelo e o enorme carinho da parte de todos envolvidos (na mobilização, organização e realização) e, neste ano de 2026 não foi diferente quanto resultado.

    Presenciei a formatura dos estudantes das turmas dos terceiros anos e, não apenas o final, mas pude ver ao longo de um ano e meio (2025/2026) o "fechamento de um ciclo" e conhecer de perto a luta de cada estudante que somaram tempo de trabalho, família e outros afazeres ao desejo de concluir o Ensino Médio.

    Parabenizo todas (os) estudantes por tamanha vitória e, principalmente, ofertar a mim esta oportunidade de conhecer um pouquinho desse momento de conquista e também a trajetória. Felicitar aos docentes envolvidos diretamente  na organização (Paulo Carthagenes, Adelina, Wilbert) e a coordenação (Evelyn e Walênia) da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz. Afirmar também que, cada estudante vitorioso é fruto ainda do expressivo trabalho da equipe de professores que, apesar das dificuldades que surgiam, fizeram um trabalho que possibilitou "refazer vidas" e "histórias".

                                

                                                           EJA 2026.2 (Crédito: Maria Alda)

   Assim, só quem vivencia o dia-dia de uma turma da EJA e passa numa sala de aula sabe o valor final de um trabalho. Para eles (estudantes) fecha-se um ciclo. Por outra, para os professores da Escola Doutor Francisco tem início a formação de novas turmas e construção de novas histórias de  futuras vitórias.


Equipe de professora da Educação de Jovens e Adultos / EJA:

Adelina (Química); Cícero Calixto (Língua Inglesa - Língua Porguesa); Graça (Artes); June (Língua Inglesa); Paulo (História - Geografia - Sociologia); Rogério (Matemática); Silvana (Ed. Física); Vides (Geografia). Wilbert (Matemática). 

Coordeanação: Evelyn Santos e Walênia Leão. Gestor-Adjunto: José Cleoval Spíndola. Secretário - Emerson. Psicóloga: Janiele Busca Ativa: Maria Alda / Maria da Conceição.

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"Boa tarde! Quero parabenizar a nossa gestão e a nossa educadora de apoio @Evelyn - Coordenadora - Fernando Pessoa Rodrigues pela organização de mais uma linda formatura! Ver a felicidade e a gratidão dos nossos estudantes e das famílias deles não tem preço! A Formatura e a Aula da Saudade são verdadeiras celebrações da vida, confraternizações e também praticamente são um evento de ação de graças. São momentos antológicos e que ficam registrados nas memórias, nos corações, nas mentes, nas fotos e vídeos. Parabenizo e agradeço! Os depoimentos dos nossos estudantes foram de muita gratidão a todos que fazem a Equipe Dr. Francisco Pessoa de Queiroz (a qual eu me orgulho e me identifico de fazer parte há exatos 20 anos)" 
                                                                      (Professor Paulo Carthagenes - História)

"Bom dia companheiros e companheiros. Quero deixar registrado meu agradecimento e meus parabéns a toda a equipe gestora, professores, funcionários e colaboradores que contribuíram para a realização da formatura da EJA. Foi uma noite muito especial, marcada por emoção, fé, gratidão e pela certeza de que a educação transforma vidas. Ver o sorriso dos nossos estudantes, a alegria estampada em seus rostos e o sentimento de conquista de cada formando foi algo verdadeiramente gratificante. Cada história ali representava esforço, superação e perseverança.

    Tudo foi preparado com muito carinho, organização e dedicação, desde a decoração até cada detalhe da cerimônia, proporcionando um momento inesquecível para nossos alunos e suas famílias. Tive a honra de conduzir a cerimônia como mestre de cerimônias, e isso tornou a noite ainda mais especial para mim. Também fui surpreendido com o sorteio da cesta junina, o que aumentou ainda mais minha alegria. Mas, sem dúvida, o maior presente foi participar de um evento tão bonito e significativo. Saí da escola ontem com o coração feliz e renovado, com a certeza de que todo esforço vale a pena quando vemos nossos estudantes alcançando seus objetivos.

    Parabéns a todos que fizeram parte desse momento tão incrível. Que Deus continue abençoando nossa escola, nossa equipe e nossos estudantes."

 (Prof. Wilbert - Matemática)


"Mas uma formatura 🎓 formidável 👏 sem dúvidas cada formatura que realizamos tem uma essência diferenciada e nos faz acreditar que a educação ainda é o melhor caminho a segur. Passando para agradecer a TODOS os envolvidos na realização desse evento.. desde a gestão @Cícero Souza @Cleoval - Adjunto Francisco Pessoa Filho @⁨Walênia Ed. de Apoio⁩ por toda construção desse evento, aos professores da EJA @⁨Adelina EDFPQ⁩ @⁨PAULO EDFPQ⁩ @⁨Prof. Cícero EJA⁩ @⁨Rogério DFPQ⁩ que se fizeram presente nesse momento tão importante na vida de nossos estudantes. Agradecer em especial ao meu amigo e companheiro de labuta @⁨Wilbert EDFPQ⁩ enquanto professor e também atendendo sempre ao meu pedido para ser mestre de cerimônia sempre incrível na sua locução, gratidão amigo! E aqueles que mesmo nos bastidores fazem um papel importante na organização e manutenção desse evento @Cleide - Manutenção ESCOLA , @Cristiane -Manutenção EDFPQ  e seu Fernando. Minhas queridas merendeiras @Claudinha EDFPQ - cozinha e @Elizabete -Cozinha d Edfpq  pela dedicação e preparo no jantar, vocês arrasam 👏. E não menos importante nossos querida (os) @Rosana @~Cauã pereira  e seu @Luciano - EDFPQ Vigilância Souza  por manterem nossa segurança e vigilância no evento. Por fim,  agradecer a todos os estudantes EJA que participaram desse evento que foi preparado especialmente para eles. Muito feliz e realizada por mais um ano por ter dado certo 👏👏 que venham mais formaturas... Para que possamos fechar ciclos e abrir novos." 

(Coordenadora - Evelyn Santos)

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Entrega de brinde  (Crédito: Cícero Souza)

Fala do gestor aos Formandos EJA/2026.1 (Crédito: Maria Alda)

Certificação formandos - EJA/2026.1 (Crédito: Cícero Souza)

Formandos EJA/2026.1 (Crédito: Maria Alda)

PROJE PILOTO REALIZADO JUNTO AOS ESTUDANTES DA EJA.

Fonte: Logo do Projeto "Dr. Chico na Cozinha" - da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Crédito: Evelyn Santos.


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Certificado em Gestão Escolar na Perspectiva  da Educação Inclusiva - IFUSULDEMINAS.
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)

sábado, 30 de maio de 2026

Educação Estudo aponta que leitura em papel tem vantagens cognitivas em relação aos dispositivos digitais

 "Além dos efeitos na memória e a compreensão, de acordo com a Psicologia a leitura em papel também apresenta benefícios emocionais."

    A conclusão reforçou uma percepção que vem ganhando espaço entre os especialistas: apesar dos avanços das telas e dos dispositivos digitais, os livros físicos continuam oferecendo benefícios importantes para o cérebro e para saúde mental. Pesquisadores explicam que a leitura impressa favorece um estado de concentração profunda, no qual a mente permanece focada por mais tempo e absorve informações de maneira mais eficiente.

    Durante a leitura, o cérebro cria referências especiais, associando trechos importantes a posições específicas das página. Essa espécie de "mapa mental" facilita memorização e possibilita o leitor a recuperar o leitor posteriormente.

    Já a leitura digital, segundo os estudos, costuma ocorrer de forma mais rápida e fragmentada, marcada por distrações constantes, notificações e excesso de estímulos visuais.

    Para a cientista cognitiva Maryanne Wolf , o hábito de consumir textos nas telas pode enfraquecer a capacidade ligada a reflexão, à empatia e ao pensamento analítico quando está lendo. Além dos efeitos na memória e a compreensão, de acordo com a Psicologia a leitura em papel também apresenta benefícios emocionais.

"Durante a leitura, o cérebro cria referências especiais, associando trechos importantes a posições específicas das página."

    Uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido, mostrou que poucos minutos de leitura ajudam a reduzir significativamente o estrese. O resultado superou atividades relaxantes como ouvir música, caminhar ou tomar chá. Psicólogos destacam que os livros oferecem uma pausa diante do ritmo do ambiente digital e contribuem para o equilíbrio mental.

Jornal Estado de Minas - 30/05/2026


Para assistir e aprofundar leitura:

Fonte: Por que cientistas defendem livros didáticos em papel e não digitais.

"O PISA confirma que o acesso a capital cultural, como livros, é um forte preditor de desempenho do estudante."


Fonte: Como as escolas suíças já usam inteligência artificial  em sala de aula.


Fonte: O uso da inteligência artificial em sala de aula.

Fonte: Biblioteca do Estado de Pernambuco; um espaço de referência e acesso a leitura.


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)

terça-feira, 26 de maio de 2026

Como anda a nossa Educação?

 Atenção aos professores precisa começar na formação

"Considerando apenas as licenciaturas na modalidade de educação a distância (EAD), mais da metade, 52%, é enquadrada na lista de desempenho insuficiente. "

        Os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 20, são prova inconteste de que os avanços na educação brasileira exigem uma atenção ao corpo docente que não se limita às condições de trabalho. É consenso que a carreira de professor precisa ser atrativa, mas há de se reforçar mecanismos que melhorem a qualidade da formação de quem se envereda por ela.

    O Enade avalia as graduações com base no desempenho dos alunos concluintes. A versão mais recente das licenciaturas considerou 4.948 cursos — responsáveis pela formação de pouco mais de 293 mil profissionais para atuar na linha de frente da educação brasileira. Dessas, 35% foram reprovadas — não conseguiram ter mais de 60% dos estudantes com a proficiência considerada básica. Um olhar mais apurado nos números deixa a situação ainda mais preocupante. Considerando apenas as licenciaturas na modalidade de educação a distância (EAD), mais da metade, 52%, é enquadrada na lista de desempenho insuficiente. No caso dos cursos presenciais, o número cai para 29%. E a formação que se dá nos chamados ambientes virtuais de aprendizagem impera entre os avaliados: 194.433  — quase sete em cada 10 — concluíram a graduação nesse formato.

        A possibilidade de ampliar o acesso ao ensino superior é apontada como um dos principais benefícios do avanço da EAD no país. Educação que restringe é, de fato, um contrassenso. Mas não se pode cair na armadilha do mais por menos, do diploma de graduação a qualquer custo. Um dos riscos é de que esses licenciados sequer consigam entrar em sala de aula — balizados, por exemplo, nos processos seletivos. Outro é de que sigam carreira, despertando preocupação quanto à qualidade dos serviços prestados, como se deu recentemente diante do alto índice de reprovados nos cursos de medicina. 

"Tão importante quanto mantê-los nas salas de aula, é fazer com que quem chegue a elas esteja, de fato, preparado para tamanha responsabilidade."

        Cursos com as notas 1 e 2 no Enade podem sofrer ações de regulação por parte do MEC — entre elas, a suspensão de novas vagas ou matrículas. No caso das licenciaturas, existe um processo de reformulação em curso há um ano, incluindo a extinção de todas as formações EAD até maio de 2027 e a migração dos cursos dessa modalidade para a semipresencialidade ou presencialidade. Ainda assim, o boletim da semana passada evidencia um contingente de recém-formados com o diploma para docência e a necessidade de aprimorar o currículo. 

    Virar as costas para esses milhares de iniciantes é uma decisão delicada, sobretudo em um momento de baixo interesse pela profissão. A porta de entrada desses professores é a educação básica, onde se dá o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e se pode iniciar a ruptura dos ciclos de desigualdade. Tão importante quanto mantê-los nas salas de aula, é fazer com que quem chegue a elas esteja, de fato, preparado para tamanha responsabilidade.

Fonte: Jornal Correio Braziliense - 26/05/2026


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)


terça-feira, 21 de abril de 2026

Punimos o Brasil?


"Assim, que os "mitos da política" ocupem lugar na escuridão e possamos trazer a partir de uma real consciência política da sociedade melhores condições para a maioria da população." 

        Exatos 234 anos uma sentença era definida e até os dias atuais repercute enquanto o peso "real" de uma sociedade. Mas, para entender que país construímos ou que país ainda "esperamos conhecer" faz-se importante um breve mergulho e para compreender a formação de "mitos e lideres" no campo do poder. É nesse horizonte que temos o dia 21 de abril voltado a reverenciar a figura (de imagem incerta) de "Tiradentes" como um dos símbolos da nossa "identidade nacional".


"Depois de um julgamento de fachada, seis acusados foram condenados à forca. Tiradentes foi o bode expiatório. Outros cinco receberam clemência e foram banidos para Angola. Tiradentes foi levado ao cadafalso em 21 de abril de 1792. Após ser enforcado, foi decapitado e teve a cabeça exibida numa estaca de Ouro Preto. 
(Skidmore, p.54)


FONTE:http://dombarreto.g12.br/portal/tiradentes-o-21-de-abril-e-a-construcao-de-uma-identidade-nacional/


"Mesmo expulsos do Brasil, alguns inconfidentes conseguiram construir suas vidas com sucesso.Tomás Antonio Gonzaga foi condenado ao degredo em Moçambique, mas recebeu tratamento especial: ficou hospedado na casa do Ouvidor." 
(Rodrigues, André. p. 24, 2011).

Fonte: Revista Nossa História. 2005, nº18, p.43

"A trajetória desses personagens  prova  que o degredo não foi drástico para todos os inconfidentes, como conta nos livros. Para alguns, ele foi  o estopim para uma retomada de suas vidas." 
(Rodrigues, André, p. 25, 2011).

        Dessa forma, quase cem anos depois e em plena República, a figura de um "mártir" é consolidada para legitimar um regime que surgia (1889) para "unir" brasileiros em nome de uma única causa. Pensar nossos heróis é acima de tudo fazermos perguntas sobre suas trajetórias; não apenas o motivo de terem fim tão trágicos, mas, a partir da história conhecermos porque estavam ali e quais interesses representavam. Pensarmos historicamente Tiradentes é saber também que depois da sua prisão e devassa se descobriu que aquele homem (que a historiografia apresentou como pobre) possuía bastante posses para a época. 
     Você sabia? 
    Pois bem, segundo historiadores "o cidadão" Joaquim da Silva Xavier era dono:  de sítios, várias cabeças de gado, explorava cerca de 43 jazidas e ocultando a maioria dos bens (como faziam homens da elite local) da Coroa portuguesa para não pagar os impostos devidos. No entanto,  ficou no imaginário coletivo (e assim foi trabalhado ao longo de séculos nas bancas escolares) a ideia que na Inconfidência Mineira havia entre tantos componentes das elites mineradoras um simples alferes pobre e agora mártir. Fazia nascer no imaginário popular um homem que simbolizaria novos tempos republicanos em construção.


                                       FONTE:  https://www.todamateria.com.br/fernando-collor/


FONTE: https://escola.britannica.com.br/artigo/Luiz-Inácio-Lula-da-Silva/483342


FONTE: https://www.contatoonline.com.br/produtores-rurais-declaram-apoio-ao-presidente-bolsonaro/



                Portanto, pensar 21 de abril não consiste apenas saber que um "homem pobre" foi enforcado, que ele lembrava Jesus (há uma explicação histórica para essa semelhança). Mas, é demais importante entender que país  estamos ajudando a construir e qual modelo de sociedade desejamos.
     Se você já tem sua renda e estrutura garantida está na hora de deixar de negar a importância de fazer política e lutar para que possamos ter um país melhor e nunca forjado em figuras que vão ocupar o poder, "sangrar recursos públicos" e usar de uma retórica salvacionista (política ou mesmo religiosa) para chegar ao poder. 

"Será que valeu a pena tudo isso para pagar um salário de fome às empregadas domésticas e não ver mais pobres nos aeroportos, nos shopping centers e, principalmente, nas universidades? Afinal a Educação, a Saúde e a Previdência, agora sucateada pelo Estado capturado, abrem caminho para que essas áreas se tornem o novo negócios dos bancos, que controlam agora crescentemente essas áreas também." (Souza, Jessé. p.234, 2017)

    Assim, que os "mitos da política" ocupem lugar na escuridão e possamos trazer a partir de uma real consciência política da sociedade melhores condições para a maioria da população. 

Para leitura:

1- A elite do atraso: Da escravidão à Lava Jato. Souza, Jessé. 2017, ed. Leya.
2- Uma História do Brasil. Skidmore, Thomas. 2003, ed. Paz e Terra.
3- Revista  de História da Biblioteca Nacional. 2011, nº 67.
4- Revista Nossa História. 2005, nº18.

Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Jesus Cristo

 

 Fonte: Ator José Pimentel (interpretando Jesus Cristo). Google imagens.

    Hoje eu trago registros de uma revista presente no meu acervo e guardada a quase 20 anos, você acredita? O melhor é que a matéria é de uma riqueza histórica e também espiritual, capaz de fazer você refletir a partir de cada argumento posto. Mas, se o tema é Jesus Cristo não há como não inquietarmos. Assim, apresento fragmentos da matéria publicada na Revista Super Interessante (Editora Abril - 2004) e, lembro bem deu muito o que falar!

    Mas, a proposta aqui é termos nosso momento de pensar científico e também o nosso lado espiritual mas, acima de tudo, perceber a completude das ideias e discursos de um homem que marca a humanidade (Ocidental principalmente) há mais de 2 mil anos.  Uma boa leitura e belo dia de Páscoa! 

                         

                              Fonte: Revista Super Interessante. Nº 199, abril 2004, p.42.

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"Um assassinato cometido há 2 mil anos ainda hoje provoca polêmica. Saiba quem são os acusados por esse crime e por que ele gerou um banho de sangue que durou milênios.

(Revista Super Interessante. Ed. Abril cultural. Nº 199, abril 2004, p.43. ).

    Para maioria dos cristãos,  a crucificação é o episódio mais importante da vida de Jesus. Conforme diz a Bíblia, foi ela que trouxe a todos os seres humanos o perdão pelos seus pecados. Também mostrou que existe um tipo de vida além desta aqui na terra. Também para os historiadores, a crucificação é o episódio mais importante, sendo o único ponto da história de Jesus que podemos dar como certo. Mesmo que não existisse os Evangelhos, temos nas palavras de  Flavio Josefo e do romano  Cornélio Tácito registros da existência de Jesus.

"Esta morte tão importante para religiosos e historiadores não foi um acidente. Alguém matou Jesus, e faz sentido, querer saber quem foi, E é aí que o problema começa. Josefo e Tácito escreveram suas obras décadas depois dessa morte e não viram o episódio. A mesma coisa ocorre com os discípulos de  Jesus. "Os cristãos não acompanharam o julgamento. Eles tinham fugidos quando seu messias foi capturado. Nada foi registrado pela elite sacerdotal ou pelo poder romano - Jesus era insignificante para eles." - diz o historiador Gabrielle Cornelli, da Universidade Metodista de São Paulo."

(Revista Super Interessante. Ed. Abril cultural. Nº 199, abril 2004, p.44).

    

    A elite judaica - "Tanto pelos relatos de Josefo quanto pelos Evangelhos, sabemos que Jesus foi levado ao Imperador por ordem de autoridades judaicas. Os Romanos - Como as Legiões romanos não podiam dar conta de duas ou três grandes rebeliões ao mesmo tempo, Roma governava em conluio com as elites locais.

                          Fonte: Revista Super Interessante. Nº 199, abril 2004, p.46.

   O povo Judeu - O Pilatos que está na Bíblia propõe que os judeus escolham entre soltar Cristo ou um bandido, Barrabas...

"O episódio é tido como um dos menos verossímeis  do Novo Testamento. "Não existe nenhum outro caso conhecido em que um Procurador romano fosse ouvir o que a população achava."

                     (Revista Super Interessante.Ed. Abril cultural. Nº 199, abril 2004, p.47).

    "Em 70 d.C, quando acaba a guerra contra os romanos, a elite judaica havia deixado de existir, o Templo está destruído e mais de 1 milhão de judeus mortos. Para os cristãos, que não se engajaram na guerra era como se Deus tivesse penalizado os judeus pela morte de Jesus." (Revista Super Interessante.Ed. Abril cultural. Nº 199, abril 2004, p.47)


    Jesus Cristo - "A história não tem como desvendar o que se passava na cabeça de Jesus quando ele resolveu desafiar os poderes de seu tempo. Só uma coisa não dá para discutir: deu certo."

                                       (Revista Super Interessante. Nº 199, abril 2004, p.47)
 Para ouvir: 

Oração de um jovem triste (Antônio Marcos)

Jesus Cristo (R. Carlos)



Para assistir: 
                          


 *Para ler:  




4- Quem matou Jesu? Revista Super Interessante. Editora Abril Cultural. Edição nº 199, abril 2004, p.42 a 51).

5- El Nuevo testamento. Version Recobro. 1994.




Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)

sexta-feira, 6 de março de 2026

Nossa Revolução de 1817

"... pouco interessava avanço de um movimento revolucionário que buscava impactar em toda estrutura vigente ( econômica, política e principalmente social)."

             06 de março não é apenas uma data que marca um feriado e descanso. A "data Magna de Pernambuco de 1817" tem como marco a eclosão de um importante movimento de resistência e ruptura vivenciado ao longo de toda nossa história. Importante contar para todos que por aqui tivemos 75 dias de tomada do poder das mãos do staff português estabelecido (foi implantada uma República). Nossa elite e  expressiva parte da nascente "burguesia" local que trazia desejos de "liberdade" fossem civis ou econômicas foram os responsáveis pela primeira e única revolução ocorrida em terras brasileiras. Tomando por base leitura do historiador Machado (p.85, 1990) podemos entender que "A Insurreição Pernambucana de 1817, ao que tudo indica, foi um movimento liderado pela camada média, de pequenos e médios comerciantes, parte do clero, militares, funcionários públicos e profissionais liberais*

      Compreender o movimento de "força única" ocorrida ainda no século XIX é reconhecer bastante o país que vivemos, a política local e as próprias condições de vida hoje de milhares de pernambucanos enquanto distribuição de renda, condições de moradia e emprego. Conhecer a nossa História é refletir sobre o Estado que desejamos para nós e também para os  nossos filhos.

    Importante também destacar que, ainda é possível você visitar o acervo da  BPE e ainda encontrar no hall Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE)  (para apreciação) um fragmento do painel "Revoluções" de autoria do artista plástico Corbiniano Lins (1924/2018). Esta homenagem e copilagem do painel original (localizado na avenida Cruz Cabugá) foi montado no período de 2016/2017 pela equipe da BPE sob a gestão da professora Roberta Alcoforado ao que paralelo homenageou o artista e importante cerimônia dirigida pela SEE. A equipe de trabalho (Hélio Monteiro, Andréa Batista, Marcos Mendes, Dernires Romualdo e Cícero Souza) também elaborou o Catálogo Histórico Cultural de Pernambuco, material publicado pela CEPE em 2017. Como também além de um painel ilustrativo da história da revolução você também encontrará no acervo atual da BPE uma literatura reservada esperando sua consulta. 

Adeus, Corbiniano Lins – Revista Algomais – a revista de Pernambuco

Fragmento do painel de Corbiniano Lins localizada na Praça Gal. Abreu e Lima, na Avenida Cruz Cabugá.


      Importante ainda destacarmos que, via um olhar mais profundo quanto rumos da Revolução de 1817, todo arcabouço de ideário levantado pelos revolucionários,  na verdade não se "ajustavam ao pensamento da classe" mais aristocrática rural uma vez que, pouco interessava avanço de um movimento revolucionário que buscava impactar em toda estrutura vigente (econômica, política e principalmente social).

."... é possível você visitar o acervo da  BPE e ainda encontrar no hall Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE)  para apreciar um fragmento do painel "Revoluções" de autoria do artista plástico Corbiniano Lins."

  Desta forma, segue para sua apreciação vídeos ("Revolução de 1817").  Assista o filme completo que está disponível no link e confira.


Para ler:

Romualdo, Dernires. O filho de 1817. Editora Livro Rápido, 2017.

MACHADO, Teobaldo. As insurreições liberais em Goiana. CEPE, 1990.*

Caixa Cultural São Paulo apresenta exposição 100 de Corbiniano Lins - A festa!

Artista Corbiniano Lins morre aos 94 anos, no Recife


 Para assistir:


A Revolução Pernambucana de 1817

A Revolução Pernambucana de 1817

Revolução Pernambucana: 74 dias de liberdade

Revolução Pernambucana: 200 anos do marco republicano

                          

Booktrailler - O filho de 1817

A Revolução de 1817 e a independência do Crato Ceará


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)

sábado, 28 de fevereiro de 2026

EUA x Irã: O dia em que o futebol combateu a guerra entregando flores

"Será que o clima respeitoso de 1998 e de 2022 se repetirá nos gramados norte-americanos na Copa de 2026 ou a geopolítica?"

      Um dos três países sede da Copa do Mundo de 2026 ataca um dos 48 classificados para o torneio desde a manhã deste sábado. Não era assim em 21 de junho de 1998. Naquele dia, o planeta testemunhou uma das maiores demonstrações de afeto, respeito e tolerância em um jogo de futebol: EUA x Irã.

    Estádio Gerland, Lyon. Irã e Estados Unidos se enfrentavam pela segunda rodada do Grupo F da Copa do Mundo da França. Um dos dias mais aguardados do evento desde o sorteio realizado em dezembro de 1997. Foram seis meses de tensão até a entrada das duas seleções no gramado. Culpa do campo de batalha que se tornou a relação diplomática entre as duas nações ao longo dos anos 1970 e 1980. Em 1979, a embaixada dos Estados Unidos em Teerã foi invadida com o apoio do governo iraniano. Na sequência, houve a guerra Irã-Iraque. A Casa Branca escolheu ficar ao lado dos iraquianos. A queda de braço só terminou em 1988. A Fifa aproveitou os 10 anos do fim da guerra para promover o fair play justamente no duelo entre Irã e Estados Unidos na Copa. 

"Há possibilidade de EUA e Irã duelarem na Copa se ambos ficarem em segundo lugar nos respectivos grupos."

Enquanto o governo do Irã tratava a partida como mais uma guerra, os jogadores escolheram a contramão. Em 1984, o regime imposto no país matou o então capitão da seleção iraniana, Habib Khabiri. Ele era acusado de ter ligações com os Estados Unidos.

     O Irã deu de ombros para o governo e entrou em campo para jogar futebol. Venceu a partida por 2 x 1, gols de Estili e Mahdavikia. McBride descontou para os Estados Unidos. O duelo mediado pelo suíço Urs Meier ficou em segundo plano. A entrada das duas seleções no gramado do Estádio Gerland foi histórica.

"Culpa do campo de batalha que se tornou a relação diplomática entre as duas nações ao longo dos anos 1970 e 1980. Em 1979, a embaixada dos Estados Unidos em Teerã foi invadida com o apoio do governo iraniano."

    Depois daquele histórico 21 de junho de 1998, Irã e Estados Unidos se enfrentaram duas vezes. A primeira em um amistoso em solo norte-americano com empate por 1 x 1. A última na Copa de 2022. Os EUA venceram por 1 x 0. O craque Christian Pulicic fez o gol da vitória no Al Thumana Stadium, em Doha, diante 42.127 torcedores. A maioria iranianos. O país é um dos grandes aliados do Catar, fica próximo e tem uma imensa colônia no país. Será que o clima respeitoso de 1998 e de 2022 se repetirá nos gramados norte-americanos na Copa de 2026 ou a geopolítica? O Irã está no Grupo G na primeira fase. Enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles; e o Egito em Seattle. Há possibilidade de EUA e Irã duelarem na Copa se ambos ficarem em segundo lugar nos respectivos grupos.

                                                                                     Autor: Marcos Paulo Lima


Para assistir:

(EUA x Irã - Copa do Mundo 1998)

Para ouvir:
Paz pela paz (Nando Cordel)

Para ler:




Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)