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sexta-feira, 8 de maio de 2020
sábado, 31 de janeiro de 2015
sábado, 5 de abril de 2014
Pernambuco: Daqui para frente com João Lyra
O agora que ex-governador Eduardo Campos (PSB) finalmente passou o cargo ao seu vice João Lyra - PSB); afinal, nos últimos meses pouco era possível sabermos se o antigo titular estava gerindo o estado ou mesmo fazendo sua pré-campanha política a presidência da república.
Não pretendo aqui tentar convencer o leitor para a questão "se" o estado de Pernambuco avançou ou não nos últimos sete anos da gestão socialista, quero sim, desejar a todos os pernambucanos que o novo ocupante da pasta, o agora governador João Lyra, nos próximos nove meses em exercício faça um gestão com plenos êxitos. No entanto, lanço aqui três pontos principais:
1 - Educação - Apesar dos fartos recurso federais (FUNDEB) nosso sistema esteve mais respaldado na farta propaganda midiática. Os noteboocks entregues aos professores em 2008 (ao custo de R$-2.300,00) hoje estão obsoletos; os tablets entregue aos alunos pouco uso didáticos atendem; escolas continuam com problemas estruturais (das periferias principalmente); raras unidades escolares dispõem de quadras poliesportivas apropriadas (isto em um país que sediará uma Copa e uma Olimpíada); professores da rede oficial continuam recebendo o pior salário do Brasil e sendo exigidos como os docentes de unidades privilegiadas.
2 - Saúde - Apesar dos avanços apresentados, ainda é uma realidade vermos pacientes (principalmente idosos) penando em enormes filas nas unidades de atendimento e nos dois grandes hospitais da cidade (Agamenon Magalhães e Restauração).
3 - Mesmo com avanço do programa Pacto pela Vida temos ainda altos índices de violência na região da Zona Norte; carência estrutural e salarial dos nossos agentes públicos (fornecimento de coletes e armamento de qualidade para o combate a criminalidade); maior qualificação dos policiais (civis e militares) visando melhor atuação frente as mobilizações sociais e no trato direto com comunidade durante abordagens e atendimentos nas delegacias.
Pois bem, apesar do tempo ser bastante curto nosso governador João Lyra terá uma missão gloriosa. Caberá a ele, tirar Pernambuco do amplo discurso midiático dos últimos sete anos e colocá-lo no patamar de realizações concretas. Nos últimos vinte anos apenas o governador Carlos Wilson (vice do governador Miguel Arraes - 1990) conseguiu imprimir um ritmo trabalho e deixar sua marca que entrou para a história dos verdadeiros gestores preocupados com o povo pernambucano.
Boa sorte governador, forte abraço e conte com apoio de todo o povo pernambucano!
Cícero Souza - Professor / pequisador - acervo DOPS/PE
Fonte: Arquivo do autor
terça-feira, 11 de março de 2014
Devemos comemorar os 477 anos do Recife?
Mais um ano, novas comemorações e praticamente os mesmos problemas. A cidade do Recife em especial, é cantada e declamada nos velhos tempos. Será que ainda podemos dizer em que " Em minha terra tem palmeiras...."? Afinal, o que tem feito o secretário Danilo Cabral e o projeto de mobilidade da avenida Caxangá e Agamenon Magalhães? Quase todas as nossa palmeiras imperiais foram arrancadas. E cantar? Será que Recife tem encantos mil?
Pois bem, fazendo um resgate nas produções acadêmicas cito um trecho do livro A construção da Verdade autoritária, escrita em 2001 e de autoria da professora e pesquisadora Graça Ataíde. A pesquisadora procura assim retratar o Recife na década de 30, tendo como destaque o período de Interventoria de Agamenon Magalhães 1937-1945.
No capitulo III, em nome da modernidade, a leitura nos possibilita "enxergarmos" um pouco do que era a cidade do Recife na primeira metade do século XX:
1 -"Umas das metas da Interventoria Agamenon Magalhães consistia em erradicar tudo que simbolizasse o velho..." 2 - Neste sentido, uma das primeiras medidas da Interventoria foi formular um plano de remodelação da cidade segundo o qual a miséria - em todas as nuances - deveria ser extirpada, porque por ela se expressava o retrato da feiúra de Recife". p.126
3 - " A medida que o Recife se modernizava e se higienizava, tornou-se preocupação constante da Prefeitura o controle dos passeios turísticos". p.132.
4 - "Tornou-se comum a prisão de turistas que ousavam fotografar locais proibidos, tidos como ambientes "feios e sem higiene...". p.134
Fonte: Google
Ou será que devemos manter vivas as primeiras discrições feitas por Henry Koster ainda em 1809? Na obra Viagens ao Nordeste do Brasil o viajante inglês apresentava a visão mais que "primitiva" de uma vila que já nascera grandiosa. Cita o "Henrique Costa" :
"Ainda era meio dia. O mar estava calmo. O sol brilhava com todo seu esplendor, e tudo que nos cercava tinha um aspecto agradável. Todas as casas eram branqueadas a cal. O sol, ferindo-as com seus raios, dava-lhe um brilho faiscante".p.65
"Não se encontra no Recife e Olinda albergues nem casas de cômodos, um amigo do meu companheiro de viagem procurou imediatamente alguns quartos e nos forneceu cousas de que tinhamos necessidade. Eis-nos, portanto, tranquilamente instalados em nossa nova residência, tão tranquilamente como possa estar alguém quando uma vintena de negras grita sob a janela, em todo os tons de que a voz humana é capaz, laranja, banana, doces e outras mercadorias para vender". p.67
Pois bem, voltando aos dias atuais sabemos sim que tivemos avanços, no entanto as iniciativas adotadas são muitos pontuais e por vezes atendem setores econômicos, e ao que deveria, não atende os setores sociais.
No campo do transporte público basta você fazer uma pesquisa nos jornais dos anos 70 e 80 e as matérias dos jornalistas já apontavam estudos de especialistas para o crescimento da frota de veículos, o sucateamento do transporte público.
Quanto ao comércio e a decadência do centro do Recife? Não é novidade que já nos anos 90 tivemos tentativas fracassadas de requalificação do comércio, porém, com o "advento" dos shoppings o distanciamento dos nossos gestores para as principais vias foi cada vez maior.
E os morros? Historicamente, a ocupação da Zona Norte e áreas de morros ganhou força as durante as gestões de Agamenon e de Augusto Lucena; viver nas áreas centrais era "crime" a nova estética pensada. No mais, Meio ambiente, educação, habitação e esportes ficaram em segundo plano.
Talvez então você diga, finalmente hoje a cidade é pensada para as pessoas! será?
Que contribuição real o projeto "Novo Recife" trará para o conjunto da população que transita pelos bairros de São José e Santo Antônio? e o incentivo de utilização das bicicletas? Quanto realmente custou e que classe econômica é beneficiada quando trechos são praticamente interditados para um trânsito já precário? e que grupo é prejudicado por esta muitas vezes naquele momento em deslocamento para o trabalho? Afinal, o que nossos gestores querem dizer mesmo ao classificar o ato de transitar a noite sob escolta dos guias municipais de "Pedalada do bem"? E que pedala suas magrelas pela manhã? É do mal?
Ao acompanhar os festejos dos 477 anos da cidade do Recife bem que gostaria de apenas parabenizar, no entanto, não suportaria esconder realidades que teimam em bater a minha consciência toda noite que tento adormecer. E de quem é a culpa? A resposta eu prefiro que você construa e envie para postagem no nosso blog.
Parabéns Recife e recifenses; Parabéns Olinda e olindenses.
Créditos: Cícero Souza ( acervo pessoal)
Livros consultados :
* Koster, Henry. Viagens ao nordeste do Brasil. Recife: Fundaj, Ed. Massangana. 2002.
* Almeida, Maria das Graças Andrade Ataíde de. A construção da verdade autoritária. São Paulo: Humanitas, 2001.
Cícero Souza - Pesquisador do acervo DOPS.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Protestos no Brasil - "Mais saúde e menos Copa do Mundo
Vamos fazer mais e teclar menos!
Aos amigos (repasse) até breve!
Desde o ano de 1992 não vejo um movimento das massas tão significativo, um mobilização que não tem uma marca (Partido político, slogan prontinho ou dia certo para acabar), vejo sim, jovens, adultos e idosos mais preocupados com o seu dia de hoje e também o de amanhã. Muitos dizem que "agora é tarde", discordo. O dia apenas começou. Os amigos que acompanham minhas cartas envidadas aos veículos de comunicação, aqueles que conversam comigo sabem muito bem o que critico e o que defendo, assim, pouco adiantaria justamente agora ficar em casa, sentadinho esperando tudo acontecer para depois escrever para os jornais. Assim como vocês também acredito que chegou a hora (mais que na hora), não podemos aceitar vereadores reajustando o próprio salários em até 62% e o trabalhador receber 4% a 6%; A Constituição estadual ser alterada inúmeras vezes para atender interesses dos grupos políticos; advogados falecendo em via pública vitimado por uma descarga elétrica pelo fato que a empresa responsável não atendeu a chamada no tempo, mas sabe muito bem cortar o fornecimento do pobre que atrasou a conta por esta desempregado. Amanhã vou protestar, protestarei por ter sido obrigado pagar a educação do meu filho duas vezes (pública e a privada), pago saúde duas vezes e já quanto a segurança somos obrigados a ficar em casa trancados para não sermos vitimados pela negligência dos gestores públicos.
Minha luta amanhã é a sua luta, não custa R$ 0,10 ou mais centavos, mas sim por respeito. É Muito bom sentir os ares de 1992, no entanto, agora mais revigorado. Minha geração não precisou quebrar nada, precisou apenas resistir ao sol, sede e desprezo de alguns incrédulos que acreditavam naquele momento que Collor era "intocável", sei que não tiramos sozinho um presidente do poder, porém, aqueles (esses ainda) "profissionais da política tremeram" com o grito da juventude.
Amanhã vamos em paz, com segurança lutar pela nossa Constituição Federal, pelo Estatuto do Idoso e por nosso futuro. hoje aos 40 anos volto a sentir aquele frio na barriga da ansiedade dos 20 passados. Estarei lá na Praça do Derby esperando por vocês, pelas mudanças que virão e por um Brasil mais justo e que seja capaz de começar a mudar seja nas ruas como nas urnas.
Praça do Derby - 16h - dia 20/06/2013
Aos amigos (repasse) até breve!
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