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segunda-feira, 17 de março de 2014

Rocim ou Rocinante?

Muitas vezes acordamos e nos deparamos com pessoas que se fossemos associá-las as mais expressivas produções da nossa literatura poderíamos denominá-las de um ser com a capacidade  ROCINANTE. Mas, porquê?
      Não é fácil você esta sempre se perguntando, apresentando respostas, analisar o outro e deixar ser analisado. Como também, construir um mundo fantástico dentro de uma realidade que mais prevalece o caos.
     Se, ser um "Rocinante" já é demais, por que não começar sendo um simples Rocim? aceitando os limites, aprendendo com acertos e também com os erros (seus e dos outros). Não é simples buscar uma resposta; porém, para muitos mais complexo ainda é construir um questionamento.
     Quem é você? Onde pretende chegar? O que produziu até agora?.
      O dia é isso! Há sempre espaço para novas descobertas, novas pessoas e novas dúvidas.
      O espelho é o que você consegue não apenas refletir, mas também, o espelho é o que o outro acaba por descobrir sobre você; mesmo que o reflexo do raiar ao termina o dia deixe aquele espelho embaçado.
     Complexa nossa comunicação? Talvez seja o nossa leitura "Rocim".




http://caneteando.blogspot.com.br/2010/09/dom-quixote-de-la-mancha-seu-lindo.html



* Miguel de Cervantes Saavedra foi um importante poeta, dramaturgo e novelista espanhol. Nasceu em 29 de setembro de 1547 (data suposta) na cidade espanhola de Alcalá de Henares. A sua obra-prima, Dom Quixote de La Mancha, muitas vezes considerado o primeiro romance moderno, é um clássico da literatura ocidental e é regularmente considerado um dos melhores romances já escritos. Seu trabalho é considerado entre os mais importantes em toda a literatura. A sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes).
Cervantes morreu na cidade de Madri, em 22 de abril de 1616. Considerado um dos maiores escritores da literatura espanhola, destacou-se pela novela, mundialmente conhecida, Dom Quixote de La Mancha.


http://www.psicoloucos.com/Resenhas-e-Resumos/dom-quixote-de-la-mancha-miguel-de-cervantes.html.

3º dia Paralisação Nacional dos professores da Rede Pública: Conheça a história real.


                    Termina hoje a paralisação nacional deflagrada na Rede de ensino pública ( 19/03), todas unidades pública de ensino estiveram exatamente como a maioria encontra-se, "abandonada"; ou seja sem a presença dos seus efetivos professores; digo efetivos por que, algumas continuaram funcionando precariamente ainda devido aos milhares de estagiários que recebem salários irrisórios para preencher um espaço já caótico. Também, ao ler os jornais, você nada encontrou de matéria relevante, afinal, qual importância há que os professores lutam a décadas por um valorizar que chega quase em "contra-gotas?
                 Por parte do governo a sociedade  não teve e não terá explicações, afinal, quase todos os alunos receberam tablets, material, merenda e até estão sendo enviados para fazerem intercâmbio. Por outra, nossos gestores se manterão em pleno silêncio, uma vez que, não conseguem explicar os altos índices de analfabetos funcionais, o processo de maquiagem que alguns estabelecimentos de ensino recebem enquanto outros nem água dispõem. Na verdade, hoje o governo do estado mostrou-se presente sim, nos principais jornais locais foram impressos dois cadernos prestando conta (campanha mesmo) o quanto Pernambuco avançou.
               Encontrar uma justificativa aceitável para paralisação que tem início esta semana não parece difícil, principalmente se buscarmos estudos acadêmicos, livros publicados e congressos veremos que, desde início do século XIX a nossa imprensa registra mobilizações dos professores por melhorias que ainda hoje e não foram devidamente atendidas por aqueles que deveriam gestar nosso Sistema educacional.
                     Inicialmente, selecionei o artigo publicado na Revista da faculdade de Letras / Portugal, estudo onde as autoras conseguem ainda em 2005 apresentar o nível de visibilidade que o professor estaria enfrentando não só naquele ano como nos dias atuais.  Em seguida resgatei para estudo trechos da dissertação do Daniel Cavalcanti (UFMG - 2011) e aproveitei apenas para destacar alguns trechos bastantes atuais e que respondem de forma mais clara o descaso com o ensino brasileiro que ocorria ainda no período Imperial e não solucionada nos dias atuais.
            Por fim caros colegas e também professores, tomei a liberdade de colocar apenas como provocação um carta publicada ainda este mês no jornal Diário de Pernambuco e que, guardando a devida dimensão sintetiza o elo histórico que marca o descaso ao ensino público brasileiro. Portanto, antes de ficar irritado por não ter onde deixar seu filho, por não ter para onde ir no dia de hoje, por acreditar que os nosso governantes já fizeram demais, pare e veja o que realmente falta e desde de quando a sociedade clama por uma POLÍTICA EDUCACIONAL  séria e efetiva.  A atual paralisação nacional não é um dia para ficarmos desmobilizados. Hoje é o dia em que Sociedade Civil e todos que zelam por uma educação séria e de qualidade exija com mais força do nosso governador, da presidenta que façam valer direitos e destinação dos recursos (que por sinal só faz crescer) de uma forma planejada e não visando apenas projetos eleitoreiros.


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"Em seu primeiro relatório, o inspetor da instrução Eusébio de Queiroz afirmou ser fora de dúvida que o aperfeiçoamento da instrução pública dependia em grande parte da “inspeção intelligente, regular e activa dos seus diversos estabelecimentos”.  Eusébio alegava que os professores poderiam “deixar-se dominar pelo espírito de rotina e pela indolência” quando estivessem longe da “ação da autoridade superior”. Diante de tais observações, Eusébio defende a presença de autoridades que, ao exercerem “uma inspecção immediata sobre o ensino, animem o professor na árdua tarefa a que se dedicou, o aconselhem, o guiem, e o advirtão para que se não desviem do caminho que lhes dicta o dever” (p.3). Em relatório posterior, relativo ao ano de 1857, ao reivindicar o auxílio dos párocos na inspeção das escolas, o inspetor reitera a necessidade do professor sentir-se sob vigilância".                                                                     P.49.

O ministro segue em seu relatório ressaltando a importância do ensino obrigatório, alertando que ele só será realidade quando for possível enviar os filhos às escolas: “quando existão effectivamente em lugares, onde possão commodamente ser freqüentadas” (ibidem). O relatório trazia, assim, junto com a falta de escolas, um outro problema: a falta de prédios apropriados para receber essas escolas.         P.63


Muitas vezes os professores submetidos a espaços inapropriados pediam a transferência do local da escola, utilizando argumentos higiênicos, como no caso do professor da 2a cadeira da Freguesia da Lagoa, que solicitava a mudança da escola, pois, segundo o
professor, a casa que a escola ocupava era úmida e tinha sido prejudicial à sua saúde e à de sua família; isso, inclusive, o impediu de dar aulas, pois, devido às condições insalubres da escola, o professor fora acometido por febres que o levaram à cama.

Nesse caso, o ministro se refere à escola construída na Freguesia da Glória. Contudo, essa iniciativa não é unanimidade entre os professores, que sempre pediram a construção de espaços apropriados, mas que viam, nessas construções da década de 1870, a construção de verdadeiros Palácios, enquanto o professor era deixado na miséria.


Estas eram duas questões que estiveram nos debates do início da década de 1870, a questão salarial e a crítica à construção dos modernos edifícios escolares, os “palácios”, como foram conhecidos na época que tiveram suas construções financiadas com fundos do Governo Imperial, da Câmara Municipal e de Associações Promotoras do Ensino e de Beneficência.                    P.75


O ataque aos professores e à sua capacidade era usado para mascarar toda uma série de falhas estruturais na educação e no funcionamento do Estado. Respondendo a esses ataques do Ministro dos Negócios do Império, alguns professores primários reuniram-se na Corte e redigiram um Manifesto ao Imperador e ao Ministro João Alfredo. O relator desse manifesto era ninguém menos que o professor Frazão. Nesse manifesto, os professores reclamavam da situação de penúria a que estavam submetidos, comparando seu estado com o dos escravos, e levando à dedução de que o governo seria o “grande feitor”.

P.111


LEMOS, Daniel Cavalcanti. Professores em movimento: A Emergência do associativismo docente na Corte Imperial Tese doutorado UFMG – 2011.


Os professores formam um cluster profissional que deixou de usufruir de uma reputação social elevada (ainda que se reconheça, globalmente a importância da missão que desempenha)  pelo que, como a imagem social interfere na escolha da profissão, se assiste nesse momento a um processo de inferiorização do professorado". 
                                                                          
                                                                                        Rosa Bizarro e Fátima Braga. Revista da Faculdade de Letras, Porto. 2005












































DP -06/03/2014 - B4




sábado, 15 de março de 2014

Só dá Pura Paixão!

           Muitas vezes passamos meses esperando que aquele grupo (até  desconhecido das massas) que apareceu um único momento naquele programa dominical apresentem sua agenda de shows em nossa cidade; como também em alguns momentos acabamos por sermos destratados pelo "idolo" e acabamos por ouvir letras que nada dizem. Pois bem, com o Pura Paixão é totalmente diferente!
         Confesso que o meu carinho pelo grupo Pura Paixão é antiga, ainda em 1997 via surgir um grupo que tinha como proposta fazer música de qualidade e não ficar presa ao pagamento de "Jabá" para ganhar seu próprio mercado, confesso, no início até duvidei que um grupo de pagode local pudesse manter-se num mercado tão acirrado; Agora é realidade.
        Parabenizo o grupo Pura Paixão e deixo aqui um registro da qualidade musical e profissional do verdadeiro exemplo de pagode e samba pernambuco; melhor dizendo a boa música da terra.

Cícero Souza - Pesquisador.


sexta-feira, 14 de março de 2014

4º e 5º dia do Congresso Internacional 50 anos do Golpe - UNICAP/ Recife - 2014


             O Congresso Internacional realizado na UNICAP contou com debates importantíssimos para a proposta do evento. No 3º dia tivemos abertura dos trabalhos com a palavra do Presidente da Comissão Estadual da Verdade Dom Hélder Câmara, onde procurou apresentar o seu olhar sobre o período que transcorreu a Ditadura e os atual trabalho da Comissão. Quanto a composição da Mesa e os palestrantes é importantes destacarmos: Painel 4 -Anistia, impunidade e crimes contra a humanidade. - Baltazar Garzón (Juiz, Espanha); Pablo Parenti (Procurador Federal, Argentina); Jo-Marie Burt (Cientista Política, Universidade de George Mason e Wola / EUA); Roberto Caldas (Juíz da Corte Interamericana de Direitos Humanos).


Fernando Coelho:

"No próprio parecer do Ernani Sátrio, a Lei de Anistia não cobria os crimes de tortura".
"Espero que o Supremo venha no futuro fazer a revisão da Lei de Anistia".


Fernando Coelho (CEMVDHC)


Roberto Caldas:

"Rever os espinhos do passado e apresentar uma agenda de Direitos Humanos"
"Temos uma Constituição se não ideal, mas com grandes avanços".
"Esta sendo reanalisada pelo STF a Lei de Anistia".
"Mesmo que não tivesse existido senadores biônicos; mesmo que as vítimas tivessem feito um acordo, juridicamente não seria válido. Seria nulo de pleno direito de acordo com a Corte Interamericana".
"Crimes contra a humanidade não atinge apenas a família e o universo de trabalho da vítima; atinge toda humanidade".
"Coisifica a pessoa humana, destrói a integridade e a consciência do indivíduo".
"Não pode haver auto-anistia que beneficie o agente do Estado (exemplo do Araguaia)".
"A democracia que estamos querendo e vivendo deve andar lado a lado com os Direitos Humanos".


Jo-Marie:


"Foram muito importantes atuações da sociedade, familiares e organizações dos Direitos Humanos em países como Argentina, Chile, Peru, Guatemala e Uruguai"
" No Uruguai tivemos 216 investigações; Peru tivemos 2880 denúncias; Na Guatemala o ex. Presidente foi condenado a 80 anos de prisão / 3.500 investigações / 14 sentenças e 31 condenados".
"A reação dos setores Pró-impunidade são muito fortes no Peru e na Guatemala".


              O 4º e último dia do evento foi apresentado o painel 5 - O protagonismo da Sociedade Civil na construção da Agenda da Justiça de Transição. Mesa composta por: Patrícia Valdez (Membro da  coalizão  de Sítios da Consciência/Argentina); Gaston Chillier (Diretor do CELS / Argentina); Jair Krischke (Militante, Porto Alegre / Brasil).


Patrícia Váldez:

"Garantir a não repetição do passado".
"A Sociedade Civil é uma grande provocadora em ampliar e atender ações das instituições".
"As mobilizações atuais não são tão dramáticas como as de épocas anteriores".


Gaston Chillier:

"Há um mito que o Brasil não se relacionava com outros países da América durante ditaduras".
"A Sociedade Civil e a Política não se confrontaram n passado por questão de poder".

Jair Krischke:

"Em um país que não há Justiça é muito perigoso ter razão".
"A Justiça de Transição prevê reforma no Aparelho do Estado que serviram a repressão".
"A Polícia (Aparelho) continua a mesma da época da Ditadura".
"Que Polícia nós queremos para nos dar segurança?".
"A Ditadura brasileira foi uma metáfora da cumplicidade entre países".
"Durante a OPERAÇÃO 30 horas - militares brasileiros planejavam ocupar o Uruguai se a Frente Ampla ganhasse a eleição"
"Temos uma dívida com o povo uruguaio e chileno".

             A palestra de encerramento foi realizada pelo ex. Ministro Paulo Vannuchi, atualmente representando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos / Brasil O último dia também contou com a presença de vários outros militantes e parlamentares do estado.E finalizando toda evento tivemos apresentações de grupos culturais do estado de Pernambuco.

Paulo Vannuchi:

"O torturador de hoje sabe que tortura é crime; mas sabe também que ninguém jamais foi punido. Assim, é necessário pensar um futuro diferente".
"Eu não sou chavista. Embora reconheça o governo Maduro".
"Nós venceremos uma ideia de um novo golpe através da mídia e não por tanques".


Paulo Vannuchi (Comissão Direitos Humanos).



Homenagem a nossa bela cidade.






Créditos: Cícero Souza

quarta-feira, 12 de março de 2014