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sábado, 27 de setembro de 2025

Etc... etc... e tal... Reticências...

        Adoro reticências... 

      Esses três pontinhos intermitentes que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que algo está sempre por vir, que certas coisas ficam omissas e, por isso, ficam pendentes, ficam a dever, ficam a complementar e assim ficam a concluir. 

    A vida se faz assim! 

    Nada pronto, nada definido. Tudo sempre em construção. Tudo ainda por se dizer... nascendo... brotando... sublimando... Vivo mesmo assim... numa eterna reticência...         Para que colocar ponto final? O que seria de nós sem a expectativa de continuação?

    O infinito não nos pertence...

"O retrato da minha vida é amar em segredo. O teu beijo em meu destino era tudo que eu queria..."
Retrato da vida (Djavan)

"O passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança."
Poemas (Ney Matogrosso)

Alberto Leal

Escritor

Professor - Língua inglesa

Pós-graduado Psicopedagogia

Professor Rede Estadual de Ensino de Pernambuco

 Ex. coordenador Biblioteca Escolar.

sábado, 20 de setembro de 2025

Desigualdade na intimidade: menos da metade das mulheres atinge orgasmo durante o sexo

 

"No entanto, muitos ainda enfrentam dificuldades para se expressar: 24% das mulheres e 11% dos homens admitem ter dificuldade de falar sobre sexo, enquanto entre os homens, 33% preferem se calar por medo de julgamento."

    Um dado central é claro: menos da metade das mulheres relatam atingir o orgasmo de forma consistente durante o sexo, enquanto mais de 70% dos homens afirmam o mesmo.* A diferença se acentua quando analisamos experiências solo: mais de 80% das mulheres dizem sempre alcançar o clímax na masturbação, mas apenas 35% relatam isso com um parceiro. Além disso, em média, 7% das mulheres nunca tiveram um orgasmo. Apesar disso, os números têm mostrado melhora: o Censo do Sexo, pesquisa da Pantynova realizada em 2022, indicava que apenas 19% das mulheres sempre atingiam o orgasmo durante o sexo.
    A geração também influencia a experiência sexual. Para as mulheres, a satisfação tende a aumentar com a idade. Já a Geração Z apresenta desafios específicos: desejam ter mais sexo, mas lidam com instabilidade tanto no prazer quanto na comunicação. 

    Entre os jovens dessa geração, 67% relatam transar menos do que gostariam, e apenas 36% das mulheres e 51% dos homens afirmam atingir o orgasmo de forma consistente com um parceiro. Mesmo na masturbação, considerada um caminho de autoconhecimento, os índices são menores: 56% dos jovens chegam ao clímax sozinhos, contra mais de 75% nas gerações anteriores.
   Esses dados evidenciam a importância de uma comunicação aberta sobre sexualidade em uma cultura que ainda a trata como tabu. Uma pesquisa do happn realizada no ano passado mostrou que 85% dos solteiros acreditam que conversar sobre sexualidade é essencial para melhorar a intimidade, a satisfação sexual e buscar ajuda profissional. No entanto, muitos ainda enfrentam dificuldades para se expressar: 24% das mulheres e 11% dos homens admitem ter dificuldade de falar sobre sexo, enquanto entre os homens, 33% preferem se calar por medo de julgamento.


Para ler:

Desigualdade na intimidade: menos da metade das mulheres atinge orgasmo durante o sexo - 06/09/2025



Para assistir:

Fonte: Fact about The furry fandoom infographic

 Fonte: Ai amor (Reginaldo Rossi)



Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR)

sábado, 13 de setembro de 2025

A vida

     "A preocupação é uma conversa que você tem consigo mesma sobre coisas que você tenta e não consegue mudar, mas, onde está sua Fé?"

    Segundo o grande mestre e escritor Luiz Fernando Veríssimo (1936/2025) que partiu dessa vida domingo (31/08), já dizia assim: "sei que falam que tenho ironias delicadas, mas, pensem comigo: a vida nos ensina a rir de nós mesmos, a chorar de nós mesmos, a sofrer por nós mesmos, e por que não enxerguemos a vida com mais leveza, vê a beleza em nós mesmos, mostrar que o amor do outro e o nosso amor por ele não tem explicação, tudo isso não parece tão simples?" Ah!! mas, eu só vivo preocupada com tudo e com todos, é mesmo?

    A preocupação é uma conversa que você tem consigo mesma sobre coisas que você tenta e não consegue mudar, mas, onde está sua Fé? você sabia que a oração é a conversa que você tem com Deus sobre todas essas preocupações e que ele pode mudar sim.

    Desta forma, quando a gente acha que já tem todas as respostas pra vida, vem a vida e muda todas as perguntas pra esta mesma vida. Você consegue entender isto? 

   É isto que a vida é. Um momento,  cada momento, um encontro,  um passo a passo, se você entende isto, não há tempo pra uma luta interior, não há tempo pra discussão, não há tempo pra se ferir e nem ferir o outro. Você pode pensar na família, na comunidade, na sociedade, nos indivíduos, no mundo, mas, não há tempo pra nada menos do que verdadeiramente apreciar, amar a relação, a interação que você tem um com o outro, em especial com aquele ou aquela que dá ou procura dar sentido à sua vida.

"...você sabia que a oração é a conversa que você tem com Deus sobre todas essas preocupações e que ele pode mudar sim."

    Repito: Quando a gente acha que já tem todas as respostas pra vida, vem a vida e muda todas as perguntas pra esta mesma vida.              Você consegue entender isto? 

Para assistir:

Fonte: Morre, Luiz Fernando Verrissimo, um dos maiores escritores do Brasil. (CNN Brasil)

"A vida é dor e sofrimento. Se você preferir". Afinal de contas eu não lembro de ter sofrido antes de nascer. E tenho a nítida impressão que não sofrerei depois de morrer."
Fonte: O que é a vida (Clóvis Barros Filho?


O tempo (Mário Quintana)

Para ouvir:

"Porque o tal ser humano, já nasce sabendo do fim. E, a morte transforma em engano as flores do seu jardim?"
Fonte: A lógica da Criação  (Oswaldo Montenegro)

Fonte: Karaokê -É preciso saber viver (Titãs)

Alberto Leal

Escritor

Professor - Língua inglesa

Pós-graduado Psicopedagogia

Professor Rede Estadual de Ensino de Pernambuco

 Ex. coordenador Biblioteca Escolar.


domingo, 7 de setembro de 2025

"Dr. Chico na Cozinha" - Um projeto inovador .

    

Fonte: Logo do Projeto "Dr. Chico na Cozinha" - da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Crédito: Evelyn Santos.

"Então, dia 08/09/2025 começará a 1ª fase do "Dr. Chico na Cozinha" e você terá oportunidade de fazer uma avaliação diferente, montar sua nota final e seguir seus projetos."

"Afinal, quem perde realmente quando você faz um matrícula na EJA e não frequenta às aulas? Todos sabemos a resposta!"

Fonte: Logo da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz


    A Educação não é o único caminho mas, inegável, é um importante percurso para transformar a nossa própria história.
    Quantas pessoas ao seu redor você identificou "de sucesso" e que não tenha sido a partir dos estudos? É com esse pensamento que toda equipe da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz trabalha diariamente e, principalmente, ao ofertar vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) com foco no Ensino Médio. Porém, Também nos preocupa o baixo empenho de alguns estudantes ou mesmo evasão. Afinal, quem perde realmente quando você faz um matrícula numa turma da EJA e não frequenta às aulas? Todos sabemos a resposta!

"O projeto é um forma de unir os conteúdos vivenciados na sala de aula e as habilidades dos nossos estudantes no campo da Gastronomia. Em grupo (ou individualmente) nossos alunos estarão "transformando a cozinha da escola numa sala de aula" e, ao final da disputa teremos um (a) campeão e um (a) ganhador (a) de uma premiação especial."

    Assim, para valorizar os estudantes que estão diariamente conosco em sala e também, é verdade, atrair aqueles que estão sem frequentar nossas aulas a coordenação e equipe de professores construíram o projeto "Dr. Chico na Cozinha". Você conhece como vai funcionar?
    O projeto é um forma de unir os conteúdos vivenciados na sala de aula e as habilidades dos nossos estudantes no campo da Gastronomia. Em grupo (ou individualmente) nossos alunos estarão "transformando a cozinha da escola numa sala de aula" e ao final da disputa teremos um (a) campeão e ganhador (a) de uma premiação especial.
  Assim, você estudante da EJA precisa entender a importância de frequentar para ter um melhor desempenho e principalmente aprovação em cada módulo. O mercado de trabalho está exigindo cada vez mais conhecimento daqueles que se colocam como candidatos mas, também criatividade. 
    Quando a nossa equipe de professores propõe um projeto como o "Dr. Chico na Cozinha" é também por mostrar sensibilidade à realidade dos nossos estudantes e desejar tê-los crescendo de verdade. Então, dia 08/09/2025 começará a 1ª fase do "Dr. Chico na Cozinha" e você terá oportunidade de ser avaliado diferente, montar sua nota final (sem aquela prova escrita) e seguir seus projetos pessoais.
    Aproveite, leia a matéria abaixo publicada no Jornal Correio Braziliense e veja que a Educação ainda é a principal porta de entrada para grandes conquistas que desejamos.

"Assim, você estudante da EJA precisa entender a importância de frequentar para ter um melhor desempenho e principalmente aprovação em cada módulo."

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Ensino de jovens e adultos aumenta a renda mensal, mostra levantamento

    A análise Educação de jovens e adultos: acesso, conclusão e impactos sobre empregabilidade e renda indica que a conclusão do EJA gera impactos positivos na vida profissional dos brasileiros. Segundo dados, entre pessoas de 19 a 24 anos, a renda mensal do trabalho aumenta, em média, 7,5%. Em comparação, no meio de jovens de 19 a 29 anos, o crescimento é de 4,5%.  

    Para os pesquisadores, a mudança positiva observada pelo período de um ano reforça o impacto imediato do diploma no ensino médio obtido pelo EJA. Segundo Diogo Jamra, gerente de Monitoramento, Avaliação, Articulação e Advocacy do Itaú Educação e Trabalho, a EJA auxilia aqueles que foram negligenciados e não conseguiram concluir os estudos. “Essas pessoas são o resultado de um longo processo de exclusão, é necessário olhar para essa população e buscar uma forma de fazer com que a EJA tenha significado”, afirmou. Entretanto, a pesquisa exibe que o acesso e a permanência nos estudos podem ser comprometidos por barreiras de idade, trabalho e residência. Apontado pelo Censo Demográfico de 2022, o Brasil possui 66,6 milhões de pessoas com 15 anos ou mais fora da escola ou sem concluir a educação básica, dado que corresponde a 32,8% da população brasileira. Entre o resultado, 11,4 milhões são analfabetos.   

Declínio de inscritos 

    Na pesquisa, é observado que o interesse pela EJA diminui de forma gradual desde 2007. Em 2024, apenas 2,4 milhões de matrículas foram realizadas, sendo que em mais de mil municípios não houve oferta de turmas.  Em contrapartida, no ano de 2008, 4,9 milhões de inscrições foram realizadas.  Uma das estratégias para virar o quadro é integrar a EJA à  Educação Profissional e Tecnológica (EJA - EPT), prevista na Meta 10 do Plano Nacional de Educação, que estipula que 25% dos registros sejam nessa modalidade. Porém, no último ano, o índice alcançou apenas 5,9%.  
    As mulheres representam a maioria dos candidatos (56%), somando 504 mil inscritas. Entre o valor, 383.040 mil (76%) são mães. Pessoas negras representam 64% dos inscritos, representando 576.000 matrículas, e quase metade declarou não possuir ou viver com renda familiar de até um salário mínimo. Apesar disso, 585.000 (65%) dos candidatos exercem algum tipo de atividade. 

Impacto 

    A pesquisa revela que os efeitos positivos na vida de jovens e adultos é instantâneo. Para Alexandre da Silva, que conseguiu se formar após ter participado da EJA “ Estudar no programa me incentivou a buscar uma faculdade”, afirmou. Ao concluir os estudos, Silva se graduou no curso de sistema de informação e, atualmente, é engenheiro de software e cursa uma segunda graduação, de gastronomia. 
Para ler:
Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR)

"Independência ou morte!"

       

                                                      Revista Nossa História. nº11, setembro/2004

"203 anos de independência é o momento certo para repensarmos os "Brasis" que recebemos e principalmente o país que desejamos deixar como heranças para nossos filhos e netos."

        Hoje é feriado nacional afinal, vivenciamos agora 203 anos de um momento histórico que "foi contado" mas,  bem verdade ainda pouco recontado. Para nós pernambucanos, pensarmos festejos da Independência do Brasil é lembrarmos que tudo começou aqui ainda  durante a Revolução Pernambucana 1817, movimento por sinal, amargamente sufocado pela Corte Joanina que reinava na capital instalada no Rio de Janeiro desde 1808.

"afinal, vivenciamos os 203 anos de um momento histórico que foi contado mas ainda pouco revisitado."

   Mas, vamos focar visando refletir o momento em que comemoramos 203 anos do grito lançado por D. Pedro I (em 1822) as margens do Riacho do Rio Ipiranga? Se a nossa independência ainda precisa ser recontada (refletida) a figura principal que marca todo episódio é demais remexida por interpretações aqui no Brasil e em terras lusitanas. 

    Ao pensar "seus patrícios" presentes na nossa historiografia o pesquisador português Pedro de Almeida Vieira (Assim se pariu o Brasil, 2015) destaca que - "Pode-se arriscar dizer que o Brasil dificilmente seria hoje uma  nação unificada  federativa se não fosse dois homens do século XIX: o rei português D. João VI e os seu primeiro imperador, D. Pedro I." (p.305). Mas, quando se trata de abordar o processo de independência brasileira na ótica de Portugal não evita afirmar que "Um português meter-se com a história do Brasil colonial, ainda que vá que não vá - ou até tudo bem; agora na História do Brasil independente, já seria meter o bedelho onde não se foi chamado" (p.322).

                                               

                               Assim se pariu o Brasil. Ed. Saída de Emergência, Lisboa - 2015.

"A transformação do Sete de Setembro em data nacional só aconteceu a partir de 1870 reflexo da consolidação do Estado nacional.."

       Pois bem, estudiosos na Europa percebem a delicadeza do tema  e se "reservam" tomar qualquer posição cabendo a cada um de nós brasileiros pesquisarmos, fazermos leituras e apresentarmos um melhor entendimento de momento tão crucial para entendermos o que somos e porque somos exatamente o Brasil atual.

        Historicamente, a partir de estudos dos mais variados campos de pesquisa já é compreendido que - "A transformação do Sete de Setembro em data nacional só aconteceu a partir de 1870 reflexo da consolidação do Estado nacional e o crescimento da importância política e econômica de São Paulo." (Nossa História, set/2004, p.17) e o uso que se tenta fazer atualmente reflete mais uma leitura pautada no mero simbólico" para fins "partidários e negacionista" do que possibilitar um melhor entendimento ao que ainda precisamos quanto fatores e consequências do ato de D. Pedro I e da elite brasileira que administravam politicamente o Brasil. .

      Quais questões atualmente vivenciamos e lutamos tantos por uma superação? Educação, distribuição de renda, patrimonialismo da máquina pública, altos impostos, machismo, racismo, violência de gênero, problema habitacional, subemprego e trabalho análogo a escravidão são alguns pontos que lutamos a muito mais de 200 anos e que foram pontos alguns desses  ideário iluminista propagados pelas revoluções liberais europeias do século XVIII (especialmente, a Revolução Francesa de 1789) e bateram forte aqui em Pernambuco.

"A independência de 1822 rompeu a concentração agrária que portugueses e principalmente brasileiros ainda concentravam?"

        A independência de 1822 rompeu a concentração agrária que as elites portuguesa e principalmente brasileira ainda concentravam? O "mito" D. Pedro I precisa mesmo ser preservado exatamente como alguns desejam ou deve sim ser "revirado"? Afinal, ao trazer o coração do Príncipe tentam consolidar uma história que não existiu em "terras brasilis."

                                              

                                                            Revista de História, nº 62, nov. 2010

   203 anos de independência é o momento certo para repensarmos os "Brasis" que recebemos e principalmente o país que desejamos deixar como heranças para nossos filhos e netos. Outros duzentos anos virão, mas, será valioso que em nossas casas, trabalho, nas ruas e principalmente nas bancas escolares possamos iniciar estudo dos 2003, 2004, 2005 anos  ou mais de independência que desejamos realizar.

     Assim, a proposta de hoje é que valorizemos sim momento tão importante mas, acima de tudo que possamos ler um pouco mais, refletir e compreender como todo processo foi construído. 

     Cabe aos historiadores e demais especialistas trazer ao nosso conhecimento, principalmente os personagens "invisíveis", que em muitos casos foram "usados" e depois descartados. Como também, entendermos os motivos da tamanha desigualdade  ainda hoje e uso da máquina pública em benefício de algumas famílias enquanto milhares de brasileiros não fazem nem ao menos uma única e digna refeição.

Revista Nossa História. nº11, setembro/2004.

Para ouvir:

"Nas favelas, no Senado sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição mas todos acreditam no futuro da Nação. Que país é esse?

Fonte:  Que país e esse? Legião Urbana.

 Fonte: Hino da independência do Brasil.

Fonte: D. Pedro I - O imperador divido.

Fontes consultadas/indicadas:

Carvalho, José Murilo. Formação das almas. Cia. das Letras, 2004.

Faoro, Raimundo. Os donos do poder - Formação do patronato político brasileiro. Ed. Globo, 2004.

Russo, Renato. Que país é esse? - Legião Urbana, 1987.

Vieira, Pedro de Almeida. Assim se pariu o Brasil. Ed. Saída de Emergência, Lisboa - 2015.

Wehling, Arno. Formação do Brasil colonial. Ed. Nova Fronteira,  1994.

Revista Nossa História. nº11, setembro/2004, p.11 a 37.

Revista de História, nº 62, nov. 2010.


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR)

sábado, 30 de agosto de 2025

Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz no combate a violência de gênero.

Fonte:  Agosto Lilás e o combate da violência contra as mulheres: Palestra da equipe da Patrulha Escolar / PMPE voltada aos estudantes do Ensino Médio da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz. (atividade  pela plenejada pela profª Luciana Calsavara)

"A legislação completa 19 anos este mês e representa um avanço jurídico significativo na proteção das mulheres no Brasil. No entanto, o fim da violência de gênero ainda é uma realidade distante."

    O mês de Agosto chegou ao fim mas, tem como marca a Lei Maria da Penha que completa 19 anos de sua vigência.  A lei foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, legislação que conta com 46 artigos distribuídos em sete títulos e estabelece mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, em conformidade com a Constituição Federal (art. 226, § 8°). A Lei leva o nome da farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil após sobreviver a duas tentativas de feminicídio cometidas pelo próprio marido, em 1983. 

Fonte:  Protagonismo Positivo: Peça teatral "VOZES CALADAS NÃO MUDAM O MUNDO" - apresentada por estudantes do Ensino Fundamental II e Monitores do Ensino Médio para os estudantes da EJA, turno da noite.da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz (atividade organizada pela Psicóloga Janiele Ferreira)

"A educação ainda é machista, e a mulher que denuncia a violência continua sendo revitimizada em diferentes espaços: dentro da família, no trabalho, nas instituições", explica."

    Dentro desse universo de mudanças na legislação  temos avanço importante a partir da criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que possuem competência híbrida, ou seja, podem julgar tanto questões cíveis quanto criminais. Isso permite uma atuação mais integrada e decisões mais rápidas. Outro aspecto importante a observarmos são as medidas protetivas de urgência como: afastamento do agressor, proibição de contato, decretação de divórcio, concessão de guarda unilateral dos filhos e a suspensão do porte de armas, quando for o caso. E, por fim, a incorporação de políticas públicas de prevenção, assistência e educação, que são fundamentais para o enfrentamento da violência de gênero".

"A educação ainda é machista, e a mulher que denuncia a violência continua sendo revitimizada em diferentes espaços: dentro da família, no trabalho, nas instituições."

    No entanto, apesar do pioneirismo e de todos os mecanismos criados para impedir a violência contra a mulher, o Brasil segue sendo o 5º país que mais registra assassinatos de mulheres no mundo, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O país só está atrás de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número absoluto de assassinatos de mulheres motivados por questões de gênero. A Lei Maria da Penha passou a ser um divisor de águas ao ampliar o conceito de violência, criar mecanismos de proteção e estabelecer o dever do Estado em intervir. 

    Porém, para alguns especialistas, o maior obstáculo, sem dúvida, é social, com uma alta subnotificação, especialmente nos casos de violência psicológica e digital, que estão em crescimento. "Os estereótipos continuam sendo reproduzidos, mesmo em 2025. A educação ainda é machista, e a mulher que denuncia a violência continua sendo revitimizada em diferentes espaços: dentro da família, no trabalho, nas instituições".

    Parabéns a toda equipe de professores e Coordenação Pedagógica da Escola Dr. Francisco de Queiroz pela construção de um trabalho transdisciplinar (Ensino Regular, EJA e AEE) buscando a construção de uma sociedade mais justa.


Para leitura:

*Revista Nossa História. Os grandes crimes que abalaram o Brasil. Ano II, nº 35,  pg. 14 a 23. Setembro de 2006

*19 anos da Lei Maria da Penha: o fim da violência de gênero está próximo?

https://www.correiobraziliense.com.br/direito-e-justica/2025/08/7219760-19-anos-de-lei-maria-da-penha-o-fim-da-violencia-de-genero-esta-proximo.html - acesso: 07/08/2025.

*Caso de professora esfaqueada em Goiás provoca debate sobre segurança nas escolas.

https://www.diariodepernambuco.com.br/brasil/2025/08/11694556-caso-de-professora-esfaqueada-em-goias-provoca-debate-sobre-seguranca-nas-escolas.html - acesso: 30/08/2025.

Para assistir:

Para quem eu vou contar? Um retrato da violência doméstica no Brasil

Violência contra a mulher e relacionamento abusivo: causas, tipos e como acabar

Agosto Lilás: mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher.


Para ouvir:

Mulheres não tem que chorar (Ivete Sangalo & Emicida)

Quando um homem ama uma mulher (Michel Bolton)

"Me perdoa pelas vezes que eu fiz você chorar. Toda noite em minha cama não consigo te esquecer e, se vou dormir eu sonho com você!"
Sede de te amar (Bruceloses)


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR)

domingo, 24 de agosto de 2025

Como pode uma pessoa viver sem ler?

    "Lembre-se: Você é o melhor exemplo e estímulo para que a leitura esteja em seu ambiente de trabalho, nas ruas ou mesmo em casa!".

    Inegável que a leitura é essencial para existência  do ser humano, entendimento também de Telles, Tenório (s/data) ao afirmar que: "O conhecimento é mais do que uma necessidade ditada pelas demandas profissionais e sociais,  é uma condição para existência. Uma pessoa que não lê não estuda". Importante destacar que a leitura é o caminho de libertar cada indivíduo das "armadilhas que a vida apresenta. Ou seja, o indivíduo desenvolve  aptidões  e habilidades que o diferencia dos demais do seu meio e relações. 

    Partindo desta perspectiva,  o que motiva as elites (ou grupos letrados privilegiados) pesarem como nos afastar desse valioso hábito? Assim, como a leitura, a escrita é outra importante ferramenta. Mas, o que pode ser mais prazeroso do que uma feliz leitura? 

    Portanto,  estimular seu cérebro para o hábito de leituras que desperte  nosso reflexões, percepções e mudanças internas é bastante importante. São inúmeras pesquisas e especialistas que  fundamentam a importância do hábito da leitura que, por mais que não reconheçamos, começa também em casa. 

    Afinal, quantos de vocês conhecem a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco e exploraram todo valioso acervo lá presente? E, no caso, das Bibliotecas Municipais (Casa Amarela e Afogados - as mais antigas da região) e, porque não dizer: Quantos conhecem realmente o que existe de literatura na Biblioteca Escolar (do seu filho (a) ou sua mesmo)?

    Quais leituras você já fez em 2025? Quais gêneros? E por fim: Qual docente que marcou a sua vida ao conseguir transmitir para você a importância da leitura? Bem sabemos que diariamente estamos lendo (nas redes sociais, no trânsito, nos mais variados ambiente) mas, o quanto todas estas leituras são "impactantes" ou mesmo "transformadora" em nossas vidas.

    Lembre-se: Você é o melhor exemplo e estímulo para que a leitura esteja em seu ambiente de trabalho, nas ruas ou mesmo em casa! Distribua melhor seu tempo, escolha uma obra ou abra um livro digital e comece a fazer uma leituras diárias. Poste, comente, faça seu rascunho; seja um (a) leitor (a) mais intensa!

    Você enquanto profissional, desenvolva projetos que despertem no outro a "curiosidade"; seja um propagador de um hábito que precisa ser levado mais a sério. 

    Voltando a ponto central da questão: Como pode uma pessoa viver sem ler? Costumamos escutar de algumas pessoas as seguintes frases:

"Não tenho paciência para ler "uma página"; 

"Estou velha demais para aprender"; 

"Não tenho tempo mais para isso"; 

"Estou muito cansada para pegar um livro e ler"; 

"Amanhã eu posso até pensar em ler alguma coisa; 

"Eu já leio demais da internet".

    Para todas ideias acima só a leitura mostrará o quanto estão equivocadas ou precipitadas! Como lemos acima, ler é uma construção diária e de provocação (a você e ao outro (a)). Agora, que bom que você leu o nosso Blog até aqui espero que ao encerrar você corra e pegue um livro de sua preferência e ao final da leitura poste aqui que concluiu. Afinal, continuo a questionar: 

Como pode uma pessoa viver sem ler?

                                                

                                             

Fonte: Projeto Oficina de Humanas desenvolvido pelos professores da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Recife/PE (Arte: Professora Luciana Calsavara).


Fonte: Projeto Oficina de Humanas desenvolvido pelos professores da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Estudantes apresentando trabalhos de leituras sobre a cultura pernambucana.


Fonte: Projeto Oficina de Humanas desenvolvido pelos professores da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Estudantes  Educação Especial (AEE) realizando leitura e montando seu painel de trabalho sob coordenação professora Ana Honório.

Fonte: Estudante Evelyn Vitória da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Certificada "Senadora do Futuro" pelo Senado Federal. Vencedora prêmio de redação/2024.


Fonte: Estudante Maria Beatriz da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - Contemplada  para intercâmbio ao Canadá via Programa Ganhe o Mundo /2024.


Fonte: Parte da equipe de professores da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz durante construção de projetos voltados ao estímulo a leitura.

Fonte: Estudante do Ensino Médio da Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz - 3ª lugar -Torneio "Valor da leitura" /2025 - Coordenação do professor Danillo (Educação Física).



Para ler:

CLEAR, James. Hábitos atômicos. Editora Alta Life, 2019.
DUHIGG, Charles. O poder do hábito. Editora Objetiva, 2012.


Para assistir:

Fonte: Bonequita apresenta a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco - 2019 ( Professor Cícero Souza destaca acervo do Setor Circulante).

A importância do ato de ler (Paulo Freire)

Ler é um ato de poder (Alberto Manguel)


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR)