06 de março não é apenas uma data que marca um feriado e descanso. A "data Magna de Pernambuco de 1817" tem como marco a eclosão de um importante movimento de resistência e ruptura vivenciado ao longo de toda nossa história. Por aqui tivemos 75 dias de tomada do poder político lusitano por parte da elite e burguesia local que trazia desejos de "liberdade" fossem civis ou econômicas.
Compreender o movimento de "força única" ocorrida ainda no século XIX é reconhecer bastante o país que vivemos, a política local e as próprias condições de vida hoje de milhares de pernambucanos enquanto distribuição de renda. Conhecer a nossa História é refletir sobre o Estado que desejamos para os nossos filhos.
Importante também destacar que encontra-se no hall Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) para visitação um fragmento do painel "Revoluções" de autoria do artista plástico Corbiniano Lins. Como também além de um painel ilustrativo da história da revolução você também encontrará uma literatura reservada esperando sua consulta.
Fragmento do painel de Corbiniano Lins localizada na Praça Gal. Abreu e Lima, na Avenida Cruz Cabugá.
Professor ETE - Ginásio Pernambucano (Governo do Estado de Pernambuco - SEE) Mestre Ciências da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal) Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai)
Eu estava fraca demais até para respirar”, conta. “Fui até a minha coordenadora, expliquei a situação, e disse que não estava em condições para dar aula. Ela me respondeu com um comentário irônico, perguntando se estava grávida. Eu me senti desrespeitada e não pude sair da escola”, relembra."
(Jornal Correio Braziliense - 27/08/2023)
Bom dia!
iniciamos o dia de hoje trazendo uma reflexão para questão que atinge milhares de pessoas (no campo de trabalho, na escola ou mesmo em casa) e de alguma forma milhares de famílias. Que tal ler está matéria, compartilhar e também evitar "ser testemunha, vítima ou cúmplice" desse mal?
"A Síndrome de Burnout foi incorporada à lista das doenças ocupacionais reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde, e é caracterizada pelo esgotamento por excesso de trabalho. Levantamento internacional mostra que ela afeta cerca de 64,3 milhões de brasileiros. Especialistas explicam os direitos dos profissionais e como se proteger do desgaste que pode levar a quadros de ansiedade e de depressão." (crédito: Maurenilson Freire - Jornal Correio Braziliense)
Em um tempo marcado pelo ritmo frenético, conectividade constante e pressões crescentes, o esgotamento profissional, também chamado de “burnout”, tem se tornado uma epidemia silenciosa. Exaustão extrema, estresse, esgotamento físico, despersonalização, gastrite e enxaqueca são apenas alguns dos muitos sintomas da Síndrome de Burnout
“O empregador pode ser responsabilizado por danos morais e materiais se for comprovado que sua negligência contribuiu para o burnout do empregado"
Também conhecida por Síndrome do Esgotamento Profissional, foi incorporada à lista das doenças ocupacionais reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em janeiro de 2022 e, em maio de 2023, um levantamento realizado pela International Stress Management Association (Isma) revelou que a doença afeta cerca de 64,3 milhões de brasileiros, elevando o Brasil ao 2º lugar em número de casos diagnosticados.
Causada justamente pelo excesso de trabalho, a Síndrome de Burnout não é simplesmente cansaço após um longo dia ou semana, é um fenômeno complexo e profundo que atinge profissionais de todas as idades, setores e níveis hierárquicos. Juliana Gebrim, psicóloga e neuropsicóloga, destaca que o burnout exige abordagem mais abrangente, pois envolve uma perda de conexão com o trabalho. “O burnout vai além da fadiga comum. Ele causa uma sensação de desesperança geral, que afeta motivação, engajamento e satisfação no trabalho”, explica.
“Senti meu olho arder, fui dormir e, no outro dia, notei a paralisia do lado esquerdo”, diz. Depois de procurar atendimento médico, recebeu atestado de 10 dias, e relata ter se deparado com um ambiente de trabalho ainda mais hostil ao voltar."
Juliana alerta para a responsabilidade da empresa em minimizar o risco e os efeitos do burnout. “A empresa deve criar um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar dos funcionários e avaliar regularmente a carga de trabalho deles, garantindo que esteja equilibrada e realista, e fornecer suporte adicional quando necessário”, explica.
Essa não foi a realidade do diretor audiovisual e produtor de vídeo Kalleu Chaves. Aos 33 anos, ele teve metade do rosto paralisado devido ao estresse do trabalho na área de marketing de uma empresa. “Eu fazia o trabalho de umas 10 pessoas e não tinha direito nem a vale-alimentação”, relembra o profissional. “Eu trabalhava há poucos meses na empresa e estava absurdamente sobrecarregado”, conta. Em uma determinada noite, ao fazer em casa as demandas do trabalho, o corpo de Kalleu entrou em colapso. “Senti meu olho arder, fui dormir e, no outro dia, notei a paralisia do lado esquerdo”, diz. Depois de procurar atendimento médico, recebeu atestado de 10 dias, e relata ter se deparado com um ambiente de trabalho ainda mais hostil ao voltar. “Meu colega não aguentou e pediu para sair. Então, tive de fazer a parte dele. Voltei com o rosto paralisado e assim fiquei por 3 meses. Foi humilhante”, afirma. “Eu tinha que segurar minha boca para beber água e comer e, nesse meio tempo, foi como se nada tivesse acontecido para a empresa.”
O advogado Fernando Paiva, especialista em direito do trabalho, aponta que é direito do trabalhador ter acesso a um ambiente corporativo seguro. “Os empregadores têm o dever legal de fornecer um ambiente de trabalho seguro e saudável. Aos empregadores que não cumprirem com suas obrigações legais em fornecer ambiente e condições saudáveis de trabalho aos seus empregados, Fernando explica as consequências legais: “O empregador pode ser responsabilizado por danos morais e materiais se for comprovado que sua negligência contribuiu para o burnout do empregado. Isso pode resultar em indenizações; e os órgãos de fiscalização do trabalho podem impor multas ao empregador por não cumprir as regulamentações de saúde e segurança no trabalho”.
Fontes:
Síndrome de Burnout: saiba como identificar sintomas e buscar ajuda
Professor ETE - Ginásio Pernambucano (Governo do Estado de Pernambuco - SEE) Mestre Ciência da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal) Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)
Doutor Ciência da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai)
iniciamos o dia de hoje trazendo uma reflexão para questão que atinge milhares de crianças brasileiras e de alguma forma milhares de famílias, principalmente, aqueles que ocupam as periferias e carecem bastante das medidas de políticas sociais aplicadas pelos gestores públicos.
Durante a campanha para disputa do governo do Estado de Pernambuco a base do discurso da então candidata Raquel Lyra (atual ocupante do Palácio Campos das Princesas) foi exatamente apoio voltado a ampliar o número de creches visando atender anseios de milhares de famílias. Deixando o "partidarismo de laldo" a pauta é sim necessária ser levantada mas, acompanhando esse ponto requer que sejam vistos outros pontos.
Precisamos antes mesmo de atingirmos a "quantidade" termos dos gestores públicos a resposta para os seguintes pontos: Como anda formação dos cuidadores que trabalham nas milhares de creches (salário, treinamento, condições de trabalho)? As atuais creches (principalmente localizadas em áreas mais de periferia) contam com uma boa estrutura física para manter funcionamento? E a parte lúdica, estes equipamentos contam com brinquedos e material didático voltado atender as crianças e seu desenvolvimento cognitivo? Mas, um ponto importante não pode faltar ser questionado é quanto presença de Psicólogo e nutricionistas voltada atenção as crianças e seus familiares.
Portanto pensarmos políticas públicas voltadas as camadas mais carentes da sociedade é muito mais do que inaugurar novas creches. Gestores públicos precisam paralelo oferecer um serviço que dignifique as famílias e crianças assistidas enquanto cidadãs. Formar uma sociedade mais justa parte de pequenos passos porém, agir com responsabilidade aos recursos públicos e a pessoa.
A matéria logo a seguida nos leva a perceber que a questão quanto novos equipamentos (creches) voltada à população exige também combater uma desigualdade que persiste e nos recusamos dialogar.
Que tal ler está matéria, compartilhar e também avaliar o seu papel?
Bem, hoje buscamos a matéria publicada no NEXOS Políticas públicas e assim desejamos provocar você para refletir na sua realidade e até mesmo discutir no trabalho, em casa ou aqui mesmo.
A desigualdade racial no acesso a creches no Brasil
O PNE (Plano Nacional de Educação) estabelece metas e diretrizes para a educação brasileira durante um período de tempo.
A meta 1 do plano atual é a matrícula de 50% das crianças de 0 a 3 anos em creches, até 2024. A meta está longe de ser alcançada. Há uma dificuldade, em especial, de acesso das crianças negras (pretas e pardas) às creches.
As crianças de famílias mais pobres são as que têm as menores taxas de acesso às creches. Entre famílias com renda per capita acima de 3 salários mínimos, o acesso é maior porque elas podem recorrer a rede privada. Na rede privada de creches, também há um número maior de crianças brancas, 62%, comparado com 46% na rede pública*.
O acesso às creches beneficia o desenvolvimento da criança e permite o acesso ao mercado de trabalho para as mães, que geralmente são as cuidadoras. Por isso, a redução das desigualdades raciais e regionais é importante.
Fontes:
1- Pnad Contínua, 2019, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Acesse o link para ver todos os. "Os dados do gráfico foram sistematizados e fornecidos pelo pesquisador Leonardo Silveira do Núcleo Afro do Cebrap, a partir do relatório da pesquisa Desigualdades Raciais e Primeira Infância , realizado pelo Núcleo. As tabelas disponíveis para consulta." .
Pesquisador Professor ETE - Ginásio Pernambucano (Governo do Estado de Pernambuco - SEE) Mestre Ciência da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal) Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)
Doutor Ciência da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS/Asunción - Paraguay)
"Em se tratando dos estudantes mais pobres, 13,9% atingiu esse nível. Entre a parcela mais rica, foram mais da metade (54,9%)."
Professor Cícero Souza com estudantes (Júlia, Carla e Jamily) do GP-Cabugá que participaram da 15ª Olimpíada Nacional de História do Brasil / Unicamp - SP 2023. Arquivo pessoal.
Bom dia!
Amanhã inicia efetivamente o ano escolar para molhões de jovens e famílias brasileira. Que tal ler está matéria, compartilhar com os seus filhos (as) e também avaliar o seu papel no processo educacional? Assim, trazemos hoje para você o tema que sempre mexerá com cada um de nós.
Bem, hoje vamos buscamos hoje a matéria publicada no jornal Diario do Nordeste /CE e assim desejamos provocar você para refletir na sua realidade e até mesmo discutir no trabalho, em casa ou aqui mesmo a sua posição.
Mas, dessa vez desejo que você também indique músicas, de leituras e vídeos relacionados ao tema para compartilharmos aqui durante a semana. Que tal?
Então, uma boa leitura.
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No Brasil, apenas 3% dos estudantes mais pobres têm conhecimentos adequados de matemática
Escrito por Redação , Foto:Ground Picture / Shutterstock
"Os dados são de uma análise dos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022 feita pelo instituto de pesquisas Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) e obtida pelo g1. O levantamento também mostra a desigualdade em relação às habilidades em leitura e ciências.
Considerando todos os estudantes brasileiros, 24,3% deles atingiu o desempenho adequado em leitura. Isso é, aproximadamente 1 em cada 4 alunos consegue identificar a ideia principal de um texto, localizar informações que não estejam em destaque e fazer comparações, por exemplo. Em se tratando dos estudantes mais pobres, 13,9% atingiu esse nível. Entre a parcela mais rica, foram mais da metade (54,9%).
Em ciências, 19,2% de todos os alunos do País atingiu o nível considerado adequado, em que conseguem distinguir o que é científico e o que não é e explicar fenômenos familiares. Analisando apenas o desempenho dos mais ricos, quase metade deles (49,6%) atingiu esse desempenho, enquanto entre os estudantes mais pobres menos o percentual ficou em 9%.O g1 destaca, porém, que essas desigualdades entre estudantes de classes sociais diferentes não é algo exclusivo do Brasil. A análise mostra que esse abismo é ainda maior nos Estados Unidos. Mas, na realidade brasileira, as médias atingidas são insatisfatórias inclusive entre as classes mais altas.
O QUE É O PISA?
O Pisa — sigla para Programme for International Student Assessment —, é um estudo realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele oferece informações sobre o desempenho dos estudantes de 15 anos, faixa etária em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.
A pesquisa também avalia os chamados domínios "inovadores", como resolução de problemas, letramento financeiro e competência global. Os resultados permitem que cada país avalie os conhecimentos e as habilidades dos estudantes em comparação com os de outros países, aprenda com as políticas e práticas aplicadas em outros lugares e formule suas políticas e programas educacionais.
PROFICIÊNCIA EM MATEMÁTICA
Na publicação "Notas sobre o Brasil no Pisa 2022", publicada no ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta que 27% dos estudantes brasileiros atingiu pelo menos o nível 2 de proficiência em matemática, enquanto a média dos estudantes entre os países da OCDE é de 69%. Segundo o Instituto, no mínimo esses estudantes podem interpretar e reconhecer, sem instruções diretas, como uma situação simples pode ser representada matematicamente — como comparar a distância total de duas rotas alternativas ou converter preços em uma moeda diferente.
O alto desempenho em matemática — nível 5 ou 6 — foi atingido por apenas 1% dos estudantes do Brasil. A média dos países da OCDE é de 9%. "Nesses níveis, os estudantes podem simular situações complexas matematicamente e podem selecionar, comparar e avaliar estratégias adequadas de solução de problemas para lidar com elas. Somente em 16 dos 81 países e economias participantes do Pisa 2022 mais de 10% dos estudantes atingiram o Nível 5 ou 6 de proficiência", aponta o Inep.
Em relação aos estudantes que obtiveram o melhor desempenho em leitura, a proporção é semelhante entre meninos e meninas: 2%."
Cícero Souza Pesquisador Professor ETE - Ginásio Pernambucano (Governo do Estado de Pernambuco - SEE) Mestre Ciência da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal) Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)
Doutor Ciência da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS/Assunción - Paraguay)
"....os que percebem raios de luz na escuridão e não perdem o bom humor diante dos obstáculos.."
Felizes e bem-aventurados os que fecham o ano mantendo a paz, a serenidade, cantando salmos de gratidão; os que seguem em frente, à luz de uma estrela, sem perder jamais o chão da realidade, como os Reis Magos palmilhando as areias do deserto a caminho de Belém
Felizes e bem-aventurados os que sabem fazer silêncio em meio ao tumulto do cotidiano para escutar a voz de Deus. Ele fala quando a gente se cala e mantém o coração receptivo, filial.
Felizes e bem-aventurados os que encontram a sua alegria maior no gesto de servir, de acolher, os que percebem raios de luz na escuridão e não perdem o bom humor diante dos obstáculos, dos desafios e das preocupações do dia-dia.
"Felizes e bem-aventurados os que fecham o ano mantendo a paz, a serenidade, cantando salmos de gratidão."
Natal é festa de paz, de esperança, de reconciliação; é uma estrela luminosa da noite plantando a certeza de que Deus nos ama eternamente.
Obrigado, Senhor!
Fonte:
Revista Construir Notícias, nº55, Ano 10 - Novembro/Dezembro 2010, p.54.
Cícero Souza Pesquisador Professor ETE - Ginásio Pernambucano (Governo do Estado de Pernambuco - SEE) Mestre Ciência da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal) Doutorando Ciência da Educação (Universidade Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)