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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

130 anos da Proclamação da República brasileira

''O que diabos estamos comemorando hoje?'', questiona ministro da Educação

Abraham Weintraub elogia Monarquia e provoca feministas em aniversário da República



"Weintraub também provocou o movimento feminista, convidando-o a uma reflexão: "O Império teve seus dois principais atos assinados por mulheres educadas, inteligentes e honestas! Elas nos governaram bem antes de Dilma (Rousseff)", escreveu, em referência a Imperatriz Maria Leopoldina e a Princesa Isabel."


"Em um terceiro post, Abraham Weintraub divulgou foto na qual aparece em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. "Qual a melhor forma de 'comemorar' o primeiro golpe de estado no Brasil? TRABALHANDO!", afirmou."




https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/11/15/interna_politica,806679/o-que-diabos-estamos-comemorando-hoje-questiona-ministro-da-educ.shtml

Proclamação da República (1889 - Brasil)


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Não há melhorias em oportunidades para negros no Brasil, diz Fábio Esteves

Entrevistado do programa CB.Poder desta quarta-feira (13/11), o presidente da Amagis, Fábio Esteves discutiu políticas sociais e de inclusão da comunidade negra no país



Em entrevista concedida ao programa CB. Poder, parceria do Correio com a TV Brasília, na tarde desta quarta-feira (13/11), o presidente da Associação de Magistrados do Distrito Federal (Amagis), Fábio Esteves disse que ainda não há o que comemorar em relação a melhorias nas oportunidades para pessoas negras no Brasil.

“Nos últimos 15 anos tínhamos aumentado o acesso dos negros ao ensino superior, mas a questão da empregabilidade e do acesso aos serviços públicos ainda continua em uma situação bastante preocupante para nós.” O juiz destacou que a cada R$ 1000 que um homem branco ganha, um negro ganha R$ 560 e uma mulher negra ganha R$ 440. Segundo ele, esses números são alarmantes e fazem o mês da consciência negra ser um momento de discutir democracia, igualdade e raça, além de celebração da cultura e memória. 

Fábio disse que falta punição e que as instituições de justiça têm um papel muito importante para cobrir nesse sentido. ”As pessoas dizem que falta educação, porém, evidentemente, muitas pessoas que são muito bem instruídas também acabam tendo atitudes racistas.” O presidente da Amagis citou casos de racismo que ganharam grande repercussão recentemente, um deles foi o caso que ocorreu com os jogadores brasileiros de futebol, na Ucrânia. 

“No sistema de justiça temos vários aspectos para discutir sobre isso. A compreensão desses crimes fica comprometida se nós não tivermos, no âmbito do judiciário, pessoas que representem essa população negra”, afirmou o juiz. Fábio foi alfabetizado em uma escola rural., venceu a pobreza e formou-se em direito. Ele, então, tornou-se juiz com uma forte atuação no debate sobre a representatividade da população negra dentro do poder judiciário. 

Em relação às ações afirmativas no âmbito da educação, como cotas em universidade por exemplo, Esteves afirmou que elas foram fundamentais e que as cotas são um processo temporário. “Nos Estados Unidos, a suprema corte já restringiu o programa de ação afirmativa. Lá ele já tem 50 anos e alcançou parte do objetivo proposto.” De acordo com ele, essas ações foram importantes para o pensamento sobre a inserção da população negra no mercado de trabalho. “No concurso da magistratura, mesmo com cotas, temos dificuldades para que um sujeito negro ingresse. Até porque o modelo de seleção ainda envolve o processo que analisa cor e classe social”, contou. 

“A magistratura tinha, em 2015, 1,4% de juízes pretos, esse número avançou para 1,6 este ano. Então, essa mudança é muito lenta. Esse programa ainda vai surtir efeito e penso que nos próximos 30 anos ainda teremos que trabalhar o programa de ação de afirmativa.” Segundo ele, 76% do público encarcerado é de homens negros, essa situação se repete no caso do público carcerário feminino. Na visão de Fábio, a  atuação policial e judicial é "racializada", ou seja, a cor teria um papel importante nas ações dessas instituições. 

“Às vezes, um sujeito, por se encontrar em uma determinada região tida como perigosa, por estar trajando determinada tipo de roupa e é flagrado ali com uma porção X de maconha. Pode ter ali uma prisão preventiva enquanto que, em outras regiões no Distrito Federal, outro sujeito pode não ser preso e portar 800 comprimidos de drogas sintéticas para distribuir numa festa.” Esteves explicou que foram feitas pesquisas sobre a aplicação da lei de drogas e que foi constatado que existem 5100 sentenças em que um homem negro foi condenado com uma quantidade de droga inferior àquela que levou um homem branco a ser absolvido.

Sobre políticas públicas em relação aos direitos da população negra, o juiz ressaltou que o governo adotou uma postura que dificultou a discussão dessas questões. “O primeiro discurso foi que as minorias deveriam se curvar às maiorias. Diminuiu um pouco o direcionamento de algumas políticas públicas nesse sentido”, relembra. No Distrito Federal, Esteves afirmou que acompanha o trabalho da Subsecretaria de Política de Direitos Humanos e de Igualdade Racial e teceu elogios ao secretário do setor. “Temos aqui no DF várias políticas de empregabilidade como as feiras de formação e aprendizado. Essas são medidas que considero muito positivas e na direção da necessidade que a gente tem hoje.”

Segundo Fábio Esteves, a sociedade brasileira sempre foi muito racista, e diz que isso se deve ao fato da vontade de se manter um status e um privilégio da branquitude. “A diferença é que hoje nós temos uma consciência maior disso. Os negros adolescentes estão reconhecendo a sua negritude e levando isso para as suas escolas”, finaliza o juiz.

O convidado do CB Poder também se manifestou sobre a prisão em segunda instância. “Eu não vejo de forma alguma o Supremo Tribunal Federal bloqueando o combate à corrupção no país. O que o STF fez foi promover uma interpretação da constituição no sentido de que, trânsito em julgado, de fato deve correr depois do esgotamento das instâncias. Ao mesmo tempo eu fico muito preocupado com a nossa constituição. Às vezes a gente quer resolver os problemas fazendo vista grossa com aquilo que está lá. Mas aí é abrir janelas para poder mexer com outros direitos” frisou.

Sobre uma nova constituinte, o presidente da Associação de Magistrados do Distrito Federal disse que a proposta de uma assembleia nacional constituinte é completamente descabida. “A gente precisa de uma constituinte em momentos de crises e momentos em que a gente tem a necessidade do rompimento com a estrutura anterior. Esse não é o caso, a nossa justiça está funcionando, não há motivo e não há de se pensar em constituinte nesse momento em que estamos vivendo hoje”, declarou o representante da Amagis.

*Estagiário sob a supervisão de Vinicius Nader


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/11/13/interna-brasil,806169/nao-ha-melhorias-em-oportunidades-para-negros-no-brasil-diz-fabio-est.shtml







terça-feira, 12 de novembro de 2019

Escritoras negras falam sobre raça, gênero e direitos civis.

Referências na literatura, elas falam sobre raça, gênero e direitos civis


Toni Morrison, Maya Angelou, Maryse Condé, Djaimilia Pereira de Almeida e Angela Davis refletem sobre gênero, raça, identidade, colonialismo e literatura


"Maya Angelou ensina os significados de casa, filantropia, verdade e violência a partir de sua perspectiva. Angela Davis fala sobre prisões, tortura e democracia em uma série de entrevistas enquanto Toni Morrison reflete sobre como uma pessoa se torna racista. Cotada para o Nobel, a francesa Maryse Condé conta a história de Tituba, uma das primeiras mulheres julgadas por bruxaria em Salém e essa história de dominação colonial é a mesma que serve de fundo a Djaimilia Pereira de Almeida em Luanda, Lisboa, Paraíso. Cinco autoras negras cujos nomes figuram na lista do que melhor se tem produzido em termos de ficção contemporânea e ensaios quando o tema é colonialismo, discriminação, direitos civis e democracia chegam às livrarias com lançamentos que não podem faltar em uma biblioteca."



https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/11/12/interna_diversao_arte,805652/referencias-na-literatura-elas-falam-sobre-raca-genero-e-direitos-ci.shtml

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Biblioteca Pública do Estado divulga - Projeto "Encontro das Nações"





A Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco está na 23° edição da Feira Japonesa do Recife.


No dia 30/11 o professor, autor e curador do projeto "Encontro das Nações" , Antônio Moura estará ministrando uma palestra sobre história da arte japonesa. O evento começa as 15h30 , com entrada gratuita , no Museu do Cais do Sertão, bairro do Recife.

 O Encontro das Nações traz a BPE todos os anos ações culturais com diversos consulados como da França e Alemanha.



https://www.facebook.com/pg/biblioteca.pe/posts/

Como funciona na sua escola pública?

Educação: Possibilidade de escolhas e expectativas sobre o futuro

Ao se falar sobre preparação e formação dos jovens, o Colégio Marista João Paulo II acredita que é importante olhar a partir do projeto de vida do Estudante



"A chegada do fim do ano letivo para os estudantes do ensino médio acaba trazendo certa ansiedade com relação ao futuro. A preparação para a formatura, a entrega dos resultados finais, as inscrições em vestibulares acabam ganhando uma dimensão maior e junto vem a conclusão de que uma nova fase está a caminho. É a hora de responder aquela velha e boa pergunta: o que eu vou ser quando crescer? São tantas dúvidas que surgem na cabeça dos jovens no final do ensino médio."

"Segundo levantamento realizado pelo Portal Educacional, cerca de 52% dos estudantes do terceiro ano de escolas particulares não decidiram ainda qual profissão seguir. É onde a escola tem um papel fundamental: cabe a ela oportunizar espaços e metodologia própria para o processo de construção das escolhas, em que o jovem possa conhecer suas expectativas em relação ao futuro e ter apoio  para encontrar opções que mais se encaixem e proporcionem diferentes experiências de vida."

"...no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, é visto como agente de sua aprendizagem, construtor e protagonista do seu saber, pesquisador, criativo, autônomo e empreendedor, capaz de identificar e solucionar problemas e de trabalhar em equipe."


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/parceiros/marista-joao-paulo-ii/2019/11/04/noticia-publicidade-marista-joao-paulo-ii,803593/educacao-possibilidade-de-escolhas-e-expectativas-sobre-o-futuro.shtml










"A História não se repete"

      

Ainda é muito cedo para avaliar o que acontecerá na política brasileira até as próximas eleições presidenciais; no máximo, é pensarmos no pleito Municipal de 2020.  Por outro lado, a polarização é uma realidade e inevitável diante personagens como Bolsonaro (PSL) e Lula (PT) e o que deve ser evitado para o momento é o radicalismo (ainda não presente). Mas, não há como esperar um "Mandela" brasileiro que fique aguardando 2022 chegar ou pensar que a extrema-direita brasileira "entregará o poder" tranquilamente. "O jogo que vivenciamos" até o momento é mais complexo do que imaginamos e os agentes dos três Poderes quando atingidos já estão em movimento para sanar um "golpe maior". 

    Para tentar entender um pouquinho (futurologia) é só relembrar o cenário pós-morte de Kennedy (22 de novembro de 1963, Parkland Memorial Hospital, Dallas, Texas, EUA). A História não se repete, mas, apresenta fortes nuances que só pode ser lida quando prestamos atenção e fazemos as conexões exigidas.

          Isso é que dá ler tantos livros e jornais durante as madrugadas!!