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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Guedes admite freio em reformas ..




Guedes admite freio em reformas ante temor de contágio de protestos na América Latina

Ministro enviou superpacote de "choque liberal" no Estado no começo do mês, mas agora diz ponderar reação da oposição. Governo enfrenta falta de base sólida no Congresso às vésperas de ano eleitoral


São Paulo / Brasilia - 26 NOV 2019 - 20:48 BRT




"A onda de descontentamento e protestos de ruas que varre a América do Sul não chegou ao Brasil, mas o temor e o nervosismo diante de um possível contágio são evidentes. O ministro da Economia, o ultraliberal Paulo Guedes, admitiu na noite de segunda-feira nos EUA que o medo de um incêndio nas ruas é o motivo pelo qual o Governo freou seu ambicioso programa de reformas para abrir a economia e encolher o Estado. Guedes chegou a evocar o AI-5, o decreto da ditadura que deu início aos anos de chumbo e fechou o Congresso, porque “é irresponsável chamar alguém à rua agora pra dizer que tem que tomar o poder”, disse ele, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E advertiu: “Não se assustem se alguém pedir o AI-5”. A indignação foi imediata.
Guedes explicou com franqueza a situação em uma longa entrevista coletiva em Washington, depois de se reunir com membros da Administração Donald Trump. Admitiu que a inédita onda latino-americana de protestos é o motivo pelo qual o Governo do presidente Jair Bolsonaro estacionou a reforma tributária e a administrativa, que iria apresentar ao Congresso neste mês. “É verdade que se desacelerou. Quando começa todo mundo a ir pra rua sem motivo aparente, você fala: ‘Não, pare tudo para gente não dar nenhum pretexto. Vamos ver o que está acontecendo primeiro. Vamos entender o que está acontecendo”, disse, segundo o Estado de São Paulo."
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/26/internacional/1574782195_573495.html

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

"A História não se repete"

      

Ainda é muito cedo para avaliar o que acontecerá na política brasileira até as próximas eleições presidenciais; no máximo, é pensarmos no pleito Municipal de 2020.  Por outro lado, a polarização é uma realidade e inevitável diante personagens como Bolsonaro (PSL) e Lula (PT) e o que deve ser evitado para o momento é o radicalismo (ainda não presente). Mas, não há como esperar um "Mandela" brasileiro que fique aguardando 2022 chegar ou pensar que a extrema-direita brasileira "entregará o poder" tranquilamente. "O jogo que vivenciamos" até o momento é mais complexo do que imaginamos e os agentes dos três Poderes quando atingidos já estão em movimento para sanar um "golpe maior". 

    Para tentar entender um pouquinho (futurologia) é só relembrar o cenário pós-morte de Kennedy (22 de novembro de 1963, Parkland Memorial Hospital, Dallas, Texas, EUA). A História não se repete, mas, apresenta fortes nuances que só pode ser lida quando prestamos atenção e fazemos as conexões exigidas.

          Isso é que dá ler tantos livros e jornais durante as madrugadas!!