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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Presidente da Fundação Palmares nega racismo, e pede fim do movimento negro



Presidente da Fundação Palmares nega racismo, e pede fim do movimento negro

Indicação de novo presidente gerou polêmica




"A Secretaria de Cultura do Governo Federal nomeou nesta quarta-feira (27) Sérgio Nascimento Camargo para chefiar a Fundação Palmares. Ele substitui Vanderlei Lourenço na presidência. A escolha do nome, no entanto, gerou polêmica uma vez que o mesmo costuma utilizar as redes sociais para desferir comentários racistas. Ele chefiará a pasta criada para defender e fomentar a cultura e manifestações afro-brasileiras.

"O perfil @scamarsn foi desativado após a repercussão. No perfil, Sérgio Camargo se descrevia como "negro de direita, contrário ao vitimismo, aos direitos dos manos e ao politicamente correto."


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/11/27/interna_politica,809699/presidente-da-fundacao-palmares-nega-racismo-e-pede-fim-do-movimento.shtml

domingo, 24 de novembro de 2019

Negritude valorizada de berço



Negritude valorizada de berço

O combate ao racismo deve vir desde a infância e passa pelo reconhecimento da contribuição negra na história brasileira e pelo fortalecimento da autoestima das crianças negras


"A ancestralidade africana pode aparecer em diversos tons e traços, e só quem é negro sabe o quanto o processo de reconhecimento pode não ser tão simples. Crianças, muitas vezes, crescem sem se enxergar assim. A maioria vive na posição de pardas, de morenas, e com a autoestima baseada no padrão de beleza europeu — que pode até ser exaltado pelas famílias —, por conta da falta de representações negras desde a infância.


Para a psicóloga Jeane Tavares, a descoberta de ser negro é mais do que a constatação do óbvio. “Saber-se negro é viver e reconhecer a experiência de ter sido massacrado em sua identidade, confundido em suas perspectivas, submetido a exigências, compelido a expectativas alienadas. Mas, sobretudo, é a experiência de comprometer-se a resgatar sua história e recriar-se em suas potencialidades”, afirma. Com isso, ela quer dizer que a negligência ao tema “racismo” e à história da diáspora africana também contribui para o não reconhecimento."


"Segundo a pedagoga Liana Barcelos Porto, há profissionais que trabalham para que a lei não vire letra morta, no entanto, não é a regra. “Com 16 anos depois dessa lei, temos a sensação de que vamos começar do zero a cada manhã, a cada conselho de classe, a cada jornada pedagógica, a cada aula”, conta. Uma das maiores críticas é a referência aos africanos que foram escravizados no Brasil como “escravos” e não como “pessoas escravizadas”. O primeiro termo naturalizaria a condição e a consideraria algo inerente àqueles seres humanos."


"A Revista do Correio fez uma seleção de livros infantis interessantes para todas as crianças e com protagonistas negros.


Princesas Negras, de Edeliuza Penha de Souza.Da Editora Malê, especializada em literatura afrobrasileira com o objetivo de colaborar com a ampliação da diversidade do mercado editorial brasileiro
Minha mãe é negra sim!, de Patrícia Maria de Souza Santana.Uma indicação de Bernardo Clavelin
O que há de África em nós, de Wlamyra Albuquerque e Walter Fraga.Os personagens cruzam o Oceano Atlântico para contar sobre a história da presença africana no Brasil. São reveladas as relações entre o Brasil e as nações da África e as criações culturais de africanos e seus descendentes aqui."

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2019/11/24/interna_revista_correio,808157/negritude-valorizada-de-berco.shtml

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Escritoras negras falam sobre raça, gênero e direitos civis.

Referências na literatura, elas falam sobre raça, gênero e direitos civis


Toni Morrison, Maya Angelou, Maryse Condé, Djaimilia Pereira de Almeida e Angela Davis refletem sobre gênero, raça, identidade, colonialismo e literatura


"Maya Angelou ensina os significados de casa, filantropia, verdade e violência a partir de sua perspectiva. Angela Davis fala sobre prisões, tortura e democracia em uma série de entrevistas enquanto Toni Morrison reflete sobre como uma pessoa se torna racista. Cotada para o Nobel, a francesa Maryse Condé conta a história de Tituba, uma das primeiras mulheres julgadas por bruxaria em Salém e essa história de dominação colonial é a mesma que serve de fundo a Djaimilia Pereira de Almeida em Luanda, Lisboa, Paraíso. Cinco autoras negras cujos nomes figuram na lista do que melhor se tem produzido em termos de ficção contemporânea e ensaios quando o tema é colonialismo, discriminação, direitos civis e democracia chegam às livrarias com lançamentos que não podem faltar em uma biblioteca."



https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/11/12/interna_diversao_arte,805652/referencias-na-literatura-elas-falam-sobre-raca-genero-e-direitos-ci.shtml