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domingo, 9 de junho de 2024

ETE- Gimnasio Pernambucano/Cabugá: Otro sueño hecho realidad.

 

Equipo de maestros do GP e envitados  para realización del Clase Solidario ETE- Ginásio Pernambucano / Cabugá - 2024. (Archivo: professor Cícero Souza)

Sucedió de nuevo, ¡fue brillante!

       Este viernes (7), la coordinación y el equipo de docentes de la Escola Técnica Ginásio Pernambuco - Cabugá (ETE/GP), junto con docentes invitados, realizaron un gran "Clase Solidario" destinado a recaudar recursos para asistencia en costos, con el objetivo de ayudar con la realización de cirugías oculares para dos de nuestros estudiantes terciarios (Harrison Diego e Ygor Sampaio).

                         

Gestión y parte del grupo de maestros da ETE-Ginásio Pernambuco con los estudiantes  Harrison e Ygor (terceranistas 2024).

Recordando la clase realizada en 2022.

    El 16/09/2022, la coordinación y el equipo de docentes de la Escola Técnica Ginásio Pernambuco - Cabugá (ETE/GP), junto con docentes externos invitados, realizaron una "Clase Solidaria" destinada a recaudar recursos para ayudar en la adquisición de una prótesis. (extremidad arriba a la derecha) del estudiante Ewerson Pedro (Peu).

    Ewerson Pedro es un joven que estudia en ETE/GP - Cabugá y fue víctima de un trágico accidente el año pasado y terminó perdiendo un brazo. Después de varias cirugías y mucha fuerza de voluntad, "Peu" (como lo llaman cariñosamente sus compañeros) vuelve a estudiar en ETE/GP y lucha por conseguir recursos y apoyo para adquirir una prótesis (miembro superior derecho).

 
Fonte: Ewerson Pedro e amigos de turma. Intagram do professor Walter Pessoa. - Aulão 2022 (Arquivo Instagram - Professor Walter Pessoal).

¿Cómo fue el taller solidario ETE/GP - Cabugá 2024 de este año?

Gerente Daniel Oliveira en la inauguración de la "Clase Solidaria 2024 - ETE / Ginásio Pernambucano - Cabugá realizada en el Clube Internacional do Recife. (Archivo: profesor Cícero Souza)

Más de 400 estudiantes llenaron el auditorio del Clube Internacional para presenciar la "Clase Solidario 2024 - ETE / Ginásio Pernambucano - Cabugá 2024. (Archivo: profesor Cícero Souza)

    Esta fue otra “Clase Solidaria” realizada por el equipo de ETE-GP. Por su parte, el evento de este año se realizó en el auditorio del Club Internacional de Recife, en el barrio de Madalena, en colaboración con la Oficina de Estudios y English Now.

Parceria ETE-Ginásio Pernambucano y el Curso Preparatório Oficina de Estudo. Contribuición del docente Flávio Ferreira. (Archivo: professor Cícero Souza)

    Al evento asistieron estudiantes de enseñaza media de GP, otros estudiantes de la red pública y de carreras privadas a quienes se les brindaron consejos para la resolución de las pruebas ENEM y SSA/2024 que se deberán realizar en este segundo semestre. Durante todo el evento, que duró 5 horas, se realizaron sorteos de diversos premios como libros físicos y digitales e incluso premios en efectivo!!!

Es importante resaltar que toda la estructura creada también incluyó alianzas que ETE-Ginásio Pernambuco buscó entre empresas (Mix Mateus / Santo Amaro y Recibom) que brindaran apoyo con merienda y agua a todos los participantes.
        La clase fue presentada por la profesora Mônica Lins (Biología) y el profesor Rafael Cardoso (Inglés) (ETE/GP), quienes crearon el evento. Fue conexión total por parte de alumnos y profesores. Se agradece a los profesores invitados (Profesor y Psicólogo João Montarroyos; Flávio Ferreira (Química); Luiz Fernando (Literatura/Escritura), Wagner Rocha (Geografía). La participación de los profesores de ETE-GP/Cabugá que trabajaron para lograr el todo el evento y el equipo de estudiantes protagonistas que brindaron logística y recepción a todo el público asistente.
    Felicitaciones especialmente a los docentes de GP/Cabugá que brindaron resolución a las preguntas de feras 2024. Walter Pessoa (Matemáticas); Cláudia Vasconcelos (español/portugués) y todo el equipo que estuvo bajo la dirección del profesor Daniel Oliveira. Hiciste realidad el sueño de dos jóvenes que todavía tienen un brillante futuro por la delante.

    A su vez, además de participar de la clase y aprovechar propinas, los estudiantes contribuyeron mucho para ayudar en la "campaña organizada por ETE/GP y familiares de los estudiantes Harrison Diego e Ygor Sampaio buscando alcanzar el monto para la realización de cirugías". 

Estudiantes Harrison Diego e Ygaro Sampaio  agradeciendo o proyeto realizado pela ETE - Ginásio Pernambucano/Cabugá e o apoyo de todos os colegas estudiantes de la instituciones y de las parcerias de empresas que apoyaram para realização de lascirurgias. (Archivo: professor Cícero Souza)

Auditório do Clube Internacional lotado para acompañar resoluciones de cuestiones SSA/UPE e ENEM. (Archivo: professor Cícero Souza)

Cicero Souza
Profesor ETE - Gimnasio Pernambucano/Cabugá
(Gobierno del Estado de Pernambuco)
Maestría en Ciencias de la Educación (Lisboa/Portugal)
Estudiante de Doctorado en Ciencias de la Educación (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)

Doctor en Ciencias de la Educación (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Asunción - Paraguay)

Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai)


sábado, 8 de junho de 2024

ETE- Ginásio Pernambucano/Cabugá: Mais um sonho realizado.

Equipe de professores do GP e convidados  para realização do Aulão Solidário ETE- Ginásio Pernambucano / Cabugá - 2024. (Arquivo: professor Cícero Souza)

Aconteceu  de novo, foi brilhante!

       Nessa sexta (7), a coordenação e equipe de professores da Escola Técnica Ginásio Pernambuco - Cabugá (ETE/GP), junto com professores convidados, realizaram um grande "Aulão solidário" voltado a arrecadar recursos para auxílio de custos, visando ajudar na realização de cirurgias  oculares de dois de nossos alunos terceranistas (Harrison Diego e Ygor Sampaio)

Gestão e parte dos grupo de professores da ETE-Ginásio Pernambuco com os estudantes Harrison e Ygor (terceranistas 2024).

Relembrando o aulão realizado em 2022:

    No dia 16/09/2022 a coordenação e equipe de professores da Escola Técnica Ginásio Pernambuco - Cabugá (ETE/GP), junto com professores externos convidados, realizaram um "Aulão solidário" voltado a arrecadar recursos para ajudar na aquisição de prótese (membro superior direito) para o aluno Ewerson Pedro (Peu).

    Ewerson Pedro é um jovem, estuda no ETE/GP - Cabugá e foi vitimado de um trágico acidente no ano passado e acabou por perder um braço. Depois de várias cirurgias e muita força de vontade o "Peu" (como é carinhosamente chamado pelos colegas) está de volta aos estudos na ETE/GP e lutando para conseguir recursos e apoio para aquisição de uma prótese (membro superior direito). 

 
Fonte: Ewerson Pedro e amigos de turma. Intagram do professor Walter Pessoa. - Aulão 2022 (Arquivo Instagram - Professor Walter Pessoal).

Como foi este ano o aulão solidário ETE/GP - Cabugá 2024?

Gestor Daniel Oliveira em abertura do "Aulão solidário 2024  - ETE / Ginásio Pernambucano - Cabugá  realizado no Clube Internacional do Recife. (Arquivo: professor Cícero Souza)


Mais de 400 estudantes lotaram o auditório do Clube Internacional para acompanhar o"Aulão solidário 2024  - ETE / Ginásio Pernambucano - Cabugá  2024. (Arquivo: professor Cícero Souza)

    Este foi mais um "Aulão solidário" realizado pela equipe ETE-GP. Por sua vez, o evento deste ano foi realizado no auditório do Clube Internacional do Recife, no bairro da Madalena, em parceria com o Oficina de  Estudos e English Now.

Parceria ETE-Ginásio Pernambucano e o Curso Preparatório Oficina de Estudo. Contribuição do professor Flávio Ferreira. (Arquivo: professor Cícero Souza)

    O evento contou com a presença de estudantes do Ensino Médio do GP, demais estudantes da rede pública e de cursinhos privados que foram contemplados com dicas para resolução das provas do ENEM e SSA/2024 que  deverão ocorrer neste segundo semestre. Ainda durante todo evento que contou com 5 horas de duração, aconteceram sorteios de diversos prêmios como livros físicos e digitais e até mesmo premiação em dinheiro "vivinho"!!! 
Importante destacarmos que toda estrutura montada ainda contou com parcerias que a ETE- Ginásio Pernambuco buscou junto a empresas  (Mix Mateus / Santo Amaro e Recibom) que deram suporte de lanche e água para todos os participantes. 
        O aulão foi apresentado pela professora Mônica Lins (Biologia)  e o professor Rafael Cardoso (Inglês) (ETE/GP) que idealizaram o evento. Foi total conexão da parte dos alunos e professores. Ficam agradecimentos aos professores  convidados (Professor e Psicólogo João Montarroyos; Flávio Ferreira (Química); Luiz Fernando (Literatura/Redação), Wagner Rocha (Geografia). Muito valiosa a participação dos professores da ETE-GP/Cabugá que atuaram para realização de todo evento e a equipe de estudantes protagonistas que fizeram logística e recepção de todo público. 
    Parabéns principalmente aos professores do GP/Cabugá que ministraram resoluções de questões ao feras 2024. Walter Pessoa (Matemática); Cláudia (Espanhol/Português) e toda equipe que esteve sob a gestão do professor Daniel Oliveira. Vocês possibilitaram a realização de um sonho a dois jovens que terão ainda um futuro brilhante pela frente.

    Por sua vez, além de participar do aulão e aproveitar dicas, os estudantes  muito contribuíram para ajudar na  "campanha organizada pela ETE/GP e familiares dos estudantes Harrison Diego e Ygor Sampaio buscando atingir o valor para realização de cirurgias. 

Estudantes Harrison Diego e Ygaro Sampaio  agradecendo o projeto realizado pela ETE - Ginásio Pernambucano/Cabugá e o apoio de todos os colegas estudantes da instituições e das parcerias de empresas que apoiaram arrecadação para realização das cirurgias. (Arquivo: professor Cícero Souza)

Auditório do Clube Internacional lotado para acompanhar resolução de questões SSA/UPE e ENEM. (Arquivo: professor Cícero Souza)

Cícero Souza
Professor  ETE - Ginásio Pernambucano/Cabugá
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)

Mestre Ciências da Educação (Lisboa/Portugal)
Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)

Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai)


sábado, 1 de junho de 2024

200 anos da ETE- Ginásio Pernambucano - Olimpíada Nacional de História 2024.

 

Estudantes da ETE/GP - Cabugá  participantes das edições de 2023 e 2024 
(Júlia Isabelle, Carla Fonseca e Jamylli Silva )

 "A Universidade  Estadual de Campinas (Unicamp) realiza a 16ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), projeto voltado para estudantes de escolas públicas e particulares de todo país."

(Site ONHB)

                                                  Equipe "Bruxas do Tempo" - ETE/GP - Cabugá 
                        (Nycolle Samara, Raissa Bispo  e Ana Júlia - Participantes da edição 2023)


Bom dia leitores! 

    Amanhã (Segunda-feira - 03/06) terá início uma nova fase da competição nacional (ONHB) que busca valorizar o estudo da História do Brasil, como também, tem objetivo de estimular mais jovens à leitura e ao gosto pelo saber científico e pesquisa. E a ETE- Ginásio Pernambuco, no ano de abertura das comemorações do seu bicentenário, está integrada e estimulando  seus estudantes numa competição nacional.

    Assim, já iniciou 2024 com a participação na 16ª Olimpíada Nacional em História e, é importante saber que Pernambuco está muito bem representado por vinte e sete (27) estudantes que estão focados, já avançaram três etapas e aguardam divulgação dos resultados para participação na 4ª fase.

    A Escola Técnica (ETE / Cabugá) apresentou nove (09) equipes compostas por alunos dos 1º e 2º anos do Ensino Médio (Desenvolvimentos de Sistemas e Multimídias)  e que estão sendo acompanhados pelo professor-orientador Dr. Cícero Souza (História) que está monitorando as equipes durante  todas as atividades estabelecidas pela banca da competição sob coordenação da Universidade de Campinas/SP.  Importante ainda destacar que a ETE- Ginásio Pernambucano/Cabugá participou em 2023 da competição (15ª edição) e suas equipes inscritas alcançaram expressivos resultados.

    Agora, nesta disputa de  2024 as (os) atletas novatos (1º anos) contam também com as dicas das "olímpicas"(atualmente alunas dos 2º anos)  com a experiência adquirida na edição passada que transmitem aos mais novos todo conhecimento vivenciado numa disputa de nível nacional. .

    Portanto, para a 16ª edição da ONHB o ETE-GP/Cabugá está representado pelas seguintes equipes e estudantes:


Alguns dos estudantes ETE/Ginásio Pernambucanos - Cabugá que estão participando da edição 2024 da ONHB.

1- Aurora Pernambucana (Dhaffny Soares, Kaio Felipe e Arthur Duque).

2- Cidade Maurícia (Márcia Beatriz, Kllyne Santos e  Álvaro Silva).

3 - Damas Pernambuquinas (Carla Fonseca, Jamily Silva e Gabriela Inácio).

4- Josué de Castro (Calebe Lima, Malu Melo e Sofia Laís).

5 - Nativismo pernambucano (Matheus  Augusto, Maria Lívia e Júlia Araújo).

6- Nika pernambucana ( Júlia Isabelle, Kaylane Flôr e Danilo Henrique).

7 - Revolucionários de 1817 (Maria Larissa, Flávio Gabriel e João Vitor).

8 - Pernambucanidade (Geovanna Moura, João Miguel e Pedro Henrique).

9 - Vitória pernambucana (Heloísa Fernanda,  Brennda Maria e Alan Diego).

    Mas, é importante destacarmos também o entusiasmo e a iniciativa de participação de estudantes do 1º ano do Ensino Médio e que recém-ingressos na escola já buscam canais para participação e fazer-se protagonista também numa competição de porte nacional. Desta forma os estudantes  fizeram contato e ofereceram seus nomes para esta importante competição de História do Brasil. Assim, temos 9 equipes animadas e avançando cada etapa na 16ª Olimpíada Nacional de História do Brasil.

    Bem, agora é ampliar a torcida para que avancem mais uma fase e acreditarmos  que dias melhores virão com essa nova geração de estudantes. Parabéns as (aos) competidoras (es) pela formação de equipes já vencedoras!

        Veja abaixo informações gerais da competição destacadas pela coordenação da competição Olimpíada Nacional em História do Brasil /ONHB.

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1 - Para participar, os interessados devem formar equipes com um professor de História e três alunos do Ensino Fundamental (8º e 9º anos) e/ou Médio. Na última edição, em 2022, participaram da ONHB mais de 52.200 equipes inscritas.

2-  A 16ª edição terá início no dia 13 de maio e segue até 22 de junho. Ao todo, serão realizadas seis fases online com questões de múltipla escolha e realização de tarefas, além de final presencial que ocorrerá nos dias 24 de agosto, na Unicamp, em Campinas (SP). 

Sobre as fases da Olimpíada de História

3- As seis fases online têm duração de uma semana cada e preveem questões de múltipla escolha e realização de tarefas. O conteúdo apresentado nas questões permeiam, além da História do Brasil, assuntos interdisciplinares, como geografia, literatura, arqueologia, patrimônio cultural, urbanismo, atualidades etc. O formato oferece aos estudantes e professores a oportunidade de discutir temas que nem sempre são abordados em sala de aula ou estão presentes nos livros didáticos.

4- A Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) é um projeto que iniciou no ano de 2009, no âmbito do Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que prossegue sendo elaborado por docentes e pós-graduandos do Departamento de História da mesma universidade. Ao longo desses quase 12 anos, a ONHB já teve cerca de 450 mil participantes, orientados pelos professores de história de suas escolas, públicas ou privadas.

Para ler:

Regulamento da 16ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (2024) - acesso: 10/03/2023.


Para assistir:

Acesso: 30/05/2024.

 Como funciona a Olimpíada Nacional em História - OHB?

acesso: 20/04/2023



Como funciona a Olimpíada Nacional em História? - Com a Dra. Alessandra Pedro.

 acesso: 20/04/2023


5 Dicas de ouro para sua equipe ter um excelente desempenho na ONHB

 - acesso: 20/04/2023

 História do Ginásio Pernambucano - acesso: 20/04/2023

Cícero Souza
Professor  ETE - Ginásio Pernambucano/Cabugá
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)

Mestre Ciências da Educação (Lisboa/Portugal)
Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)

Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai)


sábado, 25 de maio de 2024

O bullying e a intolerância não nascem na escola

    "Agarrar-se à  educação como se fosse a tábua de salvação para os problemas nacionais representaria uma posição ingênua, destituída de criticidade."
(Saviani, Demerval. 2000, p.2)

    O bullying  parece ser um termo que já incorporamos ao nosso vocabulário diário que até mesmo na escola ao trazermos como temática pedagógica configura-se "puro tédio" ou mesmo "desinteresse" por parte de pais e alunos. Numa definição conceitual mais precisa temos - "Bullying, também chamado de intimidação sistemática, é todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas com objetivo de intimidá-la ou agredi-la causando dor e angústia à vítima..." Porém, é aqui importante retomarmos reflexão para algo além do conceitual.

"...é possível perceber que a prática de  bullying está além das fronteiras das salas de aulas e de alguma forma penetra no campo de aprendizagem muitas vezes de uma  forma "naturalizada"

    Exatos vinte anos atrás levar o tema para o planejamento escolar e discussões em seminários, Feiras de Conhecimentos ou mesmo palestras consistiam ações desafiadoras principalmente por não haver material de apoio pedagógico e os casos (quando ocorriam) ficavam limitados a notícias breves e manchetes dos principais jornais. Era sim desafiador e se fazia possível levar esta reflexão além do ambiente de ensino. Por sua vez, naquela época e ainda atualmente é possível perceber que a prática de  bullying está além das fronteiras das salas de aulas e de alguma forma penetra no campo de aprendizagem muitas vezes de uma  forma "naturalizada"
    Costumo muito ouvir (de adultos) posições de que a "escola de antigamente era melhor, era respeitadora" e por sua vez, quando havia alguma prática semelhante "os jovens suportavam". Mas, a questão hoje é mesmo "suportar ou não" ao sofrer o bullying? Me preocupa muito esta maneira de simplificarmos atitudes e de não provocarmos maior reflexão mesmo naquilo ao que acreditamos ser "normal".
    Souza (2016), no seu estudo - "Retrato de professores: o associativismo docente em Pernambuco (1979-1982) - durante entrevistas realizadas junto a ex. estudantes identifica práticas de violência ocorridas dentro do ambiente escolar (realizadas estudantes e até mesmo professores) que marcaram aqueles jovens e que ainda se reflete nos dias atuais. Segundo as falas dos entrevistados temos:

"Nesse referido ano [1981], sofri o que hoje chamam de Bullying, pois humilhada pela professora de matemática, quando a mesma me chamou para ir ao quadro e responder uma operação de divisão por dois números. Não sabia como responder, pensei que ela fosse me ensinar como fazer. Ao invés disso, ela mandou que eu fosse me sentar, e me chamou de “burra” na frente de todos.." 

(Depoimento ex. estudante de uma unidade escolar da região do interior do Estado/ década de 1981)

"Lembrei agora do alto grau de preconceito. Na segunda escola tinha um menino afeminado e ele foi altamente humilhado. Achava aquilo um absurdo, mas calava pra não ser excluído do grupo... que loucura isso!" 
(Depoimento ex. estudante de uma unidade escolar da região do interior do Estado/ década de 1982).

    Onde nasce exatamente a postura e atitudes violentas postas diariamente por nossos jovens que estão dentro dos espaços escolares? A postura de um estudante que demonstra desinteresse ao ambiente escolar é mesmo reflexo apenas da "escola não  ser um ambiente divertido"? Afinal, qual o papel da escola e dos profissionais que ali estão?

"O isolamento é a característica comum mais importante dos professores seriamente afetados pelo desajustamento provocado pela mudança social.

(Nóvoa, António. 1999, p.119)

    Atualmente, temos uma variedade de materiais didáticos postos no mercado, na internet e bibliotecas voltados para trabalharmos a temática bullying. Também, é importante destacarmos que significativa parte das unidades escolares funcionam em horário integral, desenvolvem palestras com especialistas mas diariamente temos notícias da reprodução de violência (também ciberbullying) por jovens que observam  tudo de uma maneira  naturalizada ao que impacta também no próprio trabalho pedagógico do professor. Esta percepção é apresentada por Nóvoa (1999, p.119) ao afirmar analisar os impactos das mudanças sociais no desenvolvimento do trabalho docente, ao que segundo o teórico: "O isolamento é a característica comum mais importante dos professores seriamente afetados pelo desajustamento provocado pela mudança social." E assim destaca como  caminho: "A Formação permanente deve construir-se a parte de uma rede de comunicação, que não se deve reduzir ao âmbito dos conteúdos acadêmicos, incluindo também problemas metodológicos, pessoais e sociais que, continuamente, se entrelaçam com as situações de ensino."
    Mas, paralelo ao papel desenvolvido no ambiente escolar já paramos para perceber o quanto no cotidiano social dos jovens é "atrativo"? E com isso temos situações de  estudantes  utilizando o  Tik Tok, postagens no Instagram, Trends e assim replicando situações a partir de vídeos que oferecem as "pegadinhas" (muitas dessas violentas, desrespeitosas a dignidade) como mera diversão.  Temos desta forma e muitas vezes dentro do ambiente escolar uma postura por parte de muitos adolescentes próximas como agem no seu convívio familiar ou mesmo de amizades extraclasse. 
    O que a escola poderá fazer?

"Se ao contrário de preencher excessivos relatórios e produzir  apenas dados estatísticos esse profissional venha utilizar o tempo pedagógico para planejar e executar atividades realmente eficazes questões como a que levantamos  aqui seriam melhor combatidas."

    Outro aspecto que atualmente nos chama atenção é também a postura "omissa ou permissiva" de muitos pais que não acompanham o desenvolvimento integral de seus filhos. Cada vez mais o estudante está "jogado na escola" e poucos pais conseguem ou buscam responder questões levantadas pela escola durante reuniões ou "chamadas". Por qual motivo seu filho só chega atrasado? Como explicar o fato do estudante não realizar atividades e dormir durante quase todas as aulas? Por qual motivo o estudante apresenta estar diariamente doente? Muitos dos responsáveis quando comparecem limitam-se no máximo a perguntar pela nota e se o percentual de faltas afetará o recebimento de benefícios. 
O que a escola pode fazer?
    Pois bem, a questão bullying e de intolerância parece passar distante destas questões mais na verdade estão literalmente atreladas. 

"A carga horária imposta ao professor é desumana e não possibilita que o mesmo se qualifique e planeje ações pontuais para combater a prática de bullying até mesmo no espaço escolar."

    Os professores buscam a todo momento desenvolver práticas que buscam conscientizar jovens e comunidade escolar de um tema muito importante mas esbarra em alguns pontos como o próprio "tecnicismo" de gestões educacionais que exigem que temáticas  sejam abordadas muito mais priorizando "evidências" nas redes sociais, "preencher planilhas ou mesmo cobrir datas festivas"; ou seja: o próprio sistema educacional muitas vezes inviabiliza o trabalho que professores poderiam desenvolver. Se ao contrário de preencher excessivos relatórios e produzir  apenas dados estatísticos esse profissional venha utilizar o tempo pedagógico para planejar e executar atividades realmente eficazes questões como a que levantamos  aqui seriam melhor combatidas. A carga horária imposta ao professor é desumana e não possibilita que o mesmo se qualifique e planeje ações pontuais para combater a prática de bullying até mesmo no espaço escolar. Segundo Saviani (2000, p.2) "Agarrar-se à  educação como se fosse a tábua de salvação para os problemas nacionais representaria uma posição ingênua, destituída de criticidade."
    Assim, a partir do percurso realizado podemos compreender que realmente, o bullying e a intolerância não nasce na escola. O que temos é uma construção que na maioria das vezes vem do próprio espaço familiar (negligenciado), atrelados ao poder público que muitas vezes impões a cultura escolar sobre a cultura da escola e por fim "joga" a responsabilidade diretamente ao docente que em algumas situações não apresentam condições formativas, estruturais ou mesmo emocionais para reverter uma problemática que precisa ser tocada não pontual ou "festivamente" mas sim, de forma persistente e gradativa em cada sala de aula ou mesmo espaço escolar e gradativamente incorporado ao ambiente familiar do estudante. 

Para ouvir:
Sutilmente (Skank)

Aquarela (Toquinho

Tempos perdidos (Legião Urbana)



Para assistir:

Bullying: machucar o outro não é brincadeira (Documentário TV Vale)

Qual o papel da escola no combate ao bullying (Mario Sérgio Cortella & Pedro Cortella)

Bullying: características, consequências e tipos

Bullying e Ciberbullying - Nova lei pune com mais rigor práticas como essas na escola. É crime!



Para ler:



3- SAVIANI, Demerval. Educação Brasileira: Estrutura e sistema. 2000. Ed. Autores Associados.

4- NÓVOA, António. Profissão professor.  1999. Porto Editora.



Cícero Souza
Professor  ETE - Ginásio Pernambucano/Cabugá

(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/Portugal)
Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)

Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai).

sábado, 18 de maio de 2024

Lucas Souza afirma ter escondido bissexualidade por conta de traumas

“Que falta de respeito ela cometeu? Ela faz o que ela quer! O que eu devo à minha mãe é respeito. Ela também deve respeitar a mim. E onde que isso é derespeito comigo? Minha mãe sabe o que ela faz e o que ela gosta. Eu vou apoiar de qualquer forma. Não tenho nada contra nada. Vão viver a vida de vocês!”, falou o filho de Simioni.

 (Correio Braziliense - Em off - 17/10/2023)

    Em tempos em que a intolerância se faz presente nas redes sociais (ciberbullying), ruas ao que por diversas situações temos registros de casos de violência (física ou mesmo verbal) trazer o tema sexualidade também é importante para que possamos conhecer melhor o cenário social que vivemos como também desenvolvermos uma postura de empatia. Assim, nosso tema de hoje traz um pouco mais de "reflexão" para que possamos dialogar com nossos filhos, sobrinhos e principalmente no corpo social e de trabalho. Mas, principalmente desenvolvermos gradativamente um maior compreensão  quanto quem somos e o que (ou quem) desejamos.

         Desta forma, buscando ampliar nosso entendimento compartilho com você fragmentos  da matéria publicada num dos principais jornais do país e servirá como ponto de partida. Clique aqui  (Lucas Souza afirma ter escondido bissexualidade por conta de traumas),  depois escute as músicas indicadas, leia as outras matérias e assista aos vídeos publicados

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Lucas Souza afirma ter escondido bissexualidade por conta de traumas

Após ter exposto a bissexualidade, Lucas Souza afirma já saber desde criança mas que sempre guardou por medo.


"Desde pequeno, Lucas sabia que era bissexual. Ele usou o termo para facilitar a compreensão das pessoas e até mencionou o pansexualismo, que envolve atração por pessoas independentemente do gênero."
 (Correio Braziliense - Em off - 18/05/2024)


    "O ex-participante de “A Fazenda”, Lucas Souza voltou a abordar sua sexualidade. Ele revelou que é bissexual e sempre soube disso, mas não estava pronto para falar abertamente sobre o assunto. A questão veio à tona após o término de seu relacionamento com Jacqueline Grohalski, ao qual afirmou que também já sabia de sua inclinação. É um processo e, quando você fala sobre bissexualidade dentro da instituição, isso te prejudica no sentido de ter um cargo de importância, não ser promovido. Vira chacota”.


Para ler:





Para assistir:



Chico Total (Haroldo hétero e Telma)

    Quadro do programa Chico Show (Haroldo hétero)

Viva o Gordo (1982) - Capitão Gay

 Sou bissexual e estou em conflito - Pergunte ao Psicólgo

Psicóloga responde: O que é Bissexualidade?

Bissexual depois dos 30: Como foi o meu processo?

Telma eu não sou gay (a verdadeira história)

Para ouvir:

Ney Matogrosso (Homem com H)

Mamomas assassinas (Robocop gay)

João Penca e seus miquinhos amestrados (Telma eu não sou gay)

Tell me once again (1973)



Professor  ETE - Ginásio Pernambucano

(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal)
Doutorando Ciência da Educação (Universidad Nacional de Rosario - UNR/ Argentina)

Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - Paraguai)