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domingo, 29 de outubro de 2023

Nomofobia: uso exagerado das redes sociais pode gerar quadro de vício

Qual foi o primeiro celular do mundo?

Google imagem

 "Eu vou trocar meu celular num Nokia tijolão, que só manda mensagem e faz ligação. Essa internet virou arma na sua mão."

(Jorge & Mateus - Tijolão)

    A bastante tempo o cotidiano escolar vem sendo afetado em decorrência do conflito existente entre uso de aparelhos celulares. Nesta questão especialistas (no campo da Pedagogia) destacam a incapacidade da escola de não integrar a ferramenta que esta nas mãos dos jovens ao conteúdo e didática do professor. Por outro lado, docentes apontam a dificuldade de "prender" ou mesmo "desviar" atenção do aluno para o pedagógico e a interação social no ambiente quando aos jovens o mundo dos jogos e plataformas digitais são mais chamativas. Ainda nesse caminho, pais muitas das vezes comparecem a escola buscando tentar entender o baixo rendimento do seu filho ou mesmo que queixar-se da quase completa incapacidade de ter "controle" sobre o comportamento agressivo dos filhos, apatia e uso demasiado de aparelhos celulares.

    Mas, o que está ocorrendo? Celular faz mal? Mas, como trabalhar junto aos nossos filhos para questão tão importante?

    Na verdade, pais e filhos praticamente não conversam mais, ou melhor, "conversam via aplicativos até mesmo quando estão dentro de casa.  Muitas vezes a "parceria" e o diálogo durante o almoço tem o celular como principal  intermediário.

    Jovens vão a shows e passam mais tempo registrando gravação do evento do que aproveitando o momento.  Já nos encontros registram mais respostas monosilábicas, pouca argumentação e  limitados olhares. 

    E na escola? O recreio já não é mais tão interativo. Também, durante resolução de exames fica visível a limitação vocabulário  quando  assim perdem questões relativamente básicas por não ter um repertório mais ampliado a partir de mais leituras e, em alguns casos, aceleraram resolução de exames visando logo ter acesso ao aparelho celular temporariamente recolhido.

    O que está ocorrendo com nossos jovens e também adultos?

    Será difícil imaginar o que deverão enfrentar no curso de sua vida acadêmica e profissional? O social desses "quase adultos" já está bem visível: ausência de foco; resistência a críticas; agressividade e falta de maturidade. 

    Afinal, nossos jovens estão chegando a situação em decorrência apenas de suas decisões ou temos contribuição enquanto pais negligentes ao não termos controle da situação? Estudos já ocorrem e  comprovam diariamente os impactos quanto ao uso exagerado do celular (principalmente atingindo crianças entre 2 a 10 anos).

"Porém, o uso exagerado, principalmente das redes sociais, pode gerar um quadro de vício, que se caracteriza pela angústia e pelo desconforto gerados pela falta de acesso à comunicação via internet." 

"Pode atrapalhar o desempenho social, educacional, profissional, convívio com família e amigos, além de interferir cognitivamente." 

"A ansiedade e a agonia provocadas por estar separado de dispositivos com acesso a redes sociais, ou apenas de imaginar esse cenário, são os principais indicativos da nomofobia."

( Fragmento da matéria do Jornal Correio Braziliense)


"A dependência do celular vai alterar o nosso comportamento e vai alterar a forma como nosso cérebro funciona, muito parecido com os outros vícios."

(Cláudia Feitosa Santana - Doutora Neurociência / USP)

"O medo de ficar sem o celular leva a um outro comportamento que se chama HIKIKOMORI (afastamento social severo)"

(Cláudia Feitosa Santana - Doutora Neurociência / USP)

        Os trechos acima apresentam as problemáticas quanto ao uso exagerado de aparelhos celulares nos mais diversos ambientes ( em casa, na escola, no trabalho ou mesmo nas atividades recreativas) e cabe tomarmos a melhor decisão.         Pare e avalie qual a sua situação. Pare e converse com seu filho (a) e pergunte para ela (e) como trabalhar essa situação. 

    Se você acha "bonitinho" uma criança de dois anos passar horas "distraída" e quietinha você está negligenciando  para um mal que breve afetará o futuro psicológico das (os) pequenos (as)!

"A tentativa de criar relacionamentos, sem ser no digital, e investir nos ciclos sociais, em que o indivíduo se sinta bem e seguro, é importante no processo de melhora."

( Fragmento da matéria do Jornal Correio Braziliense)

Para ler:

1- Nomofobia: uso exagerado das redes sociais pode gerar quadro de vício

https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/10/5133256-nomofobia-uso-exagerado-das-redes-sociais-pode-gerar-quadro-de-vicio.html - acesso: 22/10/2023

2- ALEPE aprova projeto que proíbe uso de celulares nas escolas de Pernambuco

http://sinpropernambuco.org/alepe-aprova-projeto-que-proibe-o-uso-de-celulares-nas-escolas-de-pernambuco/#:~:text=A%20Assembleia%20Legislativa%20de%20Pernambuco,particulares%20no%20Estado%20de%20Pernambuco. - acesso: 28/10/2023

3 - Lei 15.507 - de 21 de Maio 2015

http://legis.alepe.pe.gov.br/texto.aspx?id=4207 - 28/10/2023.

Para assistir:

Dependência virtual

Não deixe o celular escravizar as crianças

Celular faz mal? O que a Neurociência diz?


Excesso de tecnologia traz graves problemas à saúde da criança

Vício do telefone - Curta metragem de Chengli Chie / Prêmio.

Os Jetsons - 12 previsões que são realidade hoje

Para ouvir:
Não desliga o telefone (Banda Djavu)


O telefone chora (Márcio José)

O telefone tocou novamente (Jorge Ben Jor)

Tijolão (Jorge & Mateus)


Cícero Souza

Pesquisador 
Professor  ETE - Ginásio Pernambucano
(Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciência da Educação (Universidade Lusófona Humanidades Tecnologia -ULHT- Lisboa/Portugal)

Doutorando Ciência da Educação (Universidade Nacional de Rosario - UNR/ Argentina).