(Google imagem - Sexo no Egito antigo)
Muitos dizem que o "o mundo é cheio de tabus" ao que, quando olhamos com cuidado parece bem verdade. O tema de hoje cabe ser levantado mas não desejo exatamente a sua opinião, afinal, para muitos (as) é "constrangedor" falar. Porém, para outros (as) serve perfeitamente como um belo xingamento em momentos de ira. Não importa e sejamos discretos. Desejo que apenas leia e compartilhe com alguém que confia. Assim, hoje compartilho uma bela matéria publicada no Jornal Correio Braziliense (autoria do Arthur Monteiro - Blog Daquilo) em que levanta uma importante questão quanto a prática de sexo anal e o prazer individual vivenciado entre quatro paredes.
Portanto, você precisa ler os fragmentos da matéria abaixo, acesse ("Sexo anal: saiba os mitos e verdades sobre a prática"), publicada no portal do Jornal Correio Braziliense. Veja e compartilhe também as indicações de vídeos abaixo para ampliar conhecimentos.
Boa leitura!
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Sexo anal: saiba mitos e verdades sobre a prática.
"Para quem está começando a explorar o sexo anal, a sexóloga indica posições que permitem maior controle do ritmo e profundidade da penetração, como deitados de lado ou por cima."
Tabu em muitas relações, o sexo anal pode ser tão prazeroso quanto outras práticas sexuais, mas envolve cuidados específicos. É o que explica a sexóloga Alessandra Araújo, que destaca que a região anal possui muitas terminações nervosas que podem proporcionar prazer intenso quando estimuladas de forma adequada. Para pessoas com próstata, a estimulação anal pode gerar um prazer profundo, glândula que a especialista pontua ser muito sensível e capaz de provocar orgasmos intensos. Já para pessoas sem próstata, o prazer anal pode ser resultado da ativação de terminações nervosas e da conexão psicológica com a experiência. Mas há fatores que valem para ambos. “O relaxamento da musculatura, o uso de lubrificação e uma abordagem gradual são fundamentais para tornar a prática prazerosa”, explica a sexóloga.
Apesar das possibilidades de prazer, o sexo anal muitas vezes é acompanhado de preconceitos. A associação da prática com a comunidade LGBTQIA+ vem de construções culturais e sociais, mas esteve presente em diversas culturas e entre casais de todas as orientações sexuais, segundo Alessandra. “Para desmistificar essa visão, é importante abordar o sexo anal de forma natural como uma prática humana, independente da orientação sexual, e mostrar que o prazer anal não define a identidade de alguém”, disserta. U*, mulher bissexual de 20 anos, introduziu o sexo anal com o parceiro há algum tempo. Confortável com a dinâmica sexual que já tinham antes, U* decidiu explorar novas partes do corpo quando estão entre quatro paredes. Apegada às regras de respeito e compreensão do parceiro, ela ressalta: “Saber que ele não vai menosprezar meu desconforto foi essencial. A primeira vez só precisei de um momento de coragem, sempre tive curiosidade”.
A sexóloga ressalta que o orgasmo anal existe — e não pode te machucar: “Algumas pessoas conseguem atingi-lo apenas com a estimulação anal, especialmente aquelas com próstata. Para outras, o prazer anal é intensificado quando combinado com estímulos em outras zonas erógenas, como o pênis, o clitóris, os mamilos ou até a estimulação psicológica associada à prática.”
Cuidados e mitos
Vale lembrar que o ânus não é naturalmente lubrificado e pode ser sensível ao desconforto. “Antes de qualquer tentativa, o casal deve conversar abertamente sobre desejos, expectativas e limites. A comunicação deve continuar durante o ato, com sinais verbais ou não verbais para ajustar a intensidade e o ritmo”, expõe Alessandra. A premissa de que o sexo anal sempre dói é um mito, fala que a sexóloga desmente: “Com preparo, lubrificação e paciência, a experiência pode ser prazerosa e sem desconforto.” Outra visão comum é de que quem pratica o sexo anal perde o controle do esfíncter – Alessandra argumenta que o ânus é um músculo, e, como qualquer outro, pode ser treinado e fortalecido. Mas o uso de anestésicos é contraindicado.
Para os iniciantes
Para quem está começando a explorar o sexo anal, a sexóloga indica posições que permitem maior controle do ritmo e profundidade da penetração, como deitados de lado ou por cima. “Independentemente da posição, é fundamental o uso de lubrificação e o início com movimentos lentos e suaves”, relembra.
Os brinquedos sexuais também podem ser ótimos aliados na adaptação da musculatura anal e na exploração do prazer. Para iniciantes, os mais indicados são: plugs anais pequenos e com base larga, que ajudam a acostumar o corpo à sensação de penetração; dilatadores anais, que podem ser usados progressivamente para treinar a musculatura; e vibradores de próstata, para quem deseja estimular essa região de forma mais intensa. “É essencial escolher materiais seguros, como silicone médico, e sempre higienizar os brinquedos antes e depois do uso”, Alessandra acrescenta.
Leitura de apoio:
1- Funari, Pedro Paulo. Grécia e Roma : vida pública e vida privada - cultura, pensamento e mitologia. Amor e sexualidade. São Paulo: Contexto, 2006.
2- Flores, Moacyr (org.). Mundo Greco-romano: o sagrado e o profano. Porto Alegre: Edipuc, 2006
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Para assistir:
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