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sábado, 28 de fevereiro de 2026

EUA x Irã: O dia em que o futebol combateu a guerra entregando flores

"Será que o clima respeitoso de 1998 e de 2022 se repetirá nos gramados norte-americanos na Copa de 2026 ou a geopolítica?"

      Um dos três países sede da Copa do Mundo de 2026 ataca um dos 48 classificados para o torneio desde a manhã deste sábado. Não era assim em 21 de junho de 1998. Naquele dia, o planeta testemunhou uma das maiores demonstrações de afeto, respeito e tolerância em um jogo de futebol: EUA x Irã.

    Estádio Gerland, Lyon. Irã e Estados Unidos se enfrentavam pela segunda rodada do Grupo F da Copa do Mundo da França. Um dos dias mais aguardados do evento desde o sorteio realizado em dezembro de 1997. Foram seis meses de tensão até a entrada das duas seleções no gramado. Culpa do campo de batalha que se tornou a relação diplomática entre as duas nações ao longo dos anos 1970 e 1980. Em 1979, a embaixada dos Estados Unidos em Teerã foi invadida com o apoio do governo iraniano. Na sequência, houve a guerra Irã-Iraque. A Casa Branca escolheu ficar ao lado dos iraquianos. A queda de braço só terminou em 1988. A Fifa aproveitou os 10 anos do fim da guerra para promover o fair play justamente no duelo entre Irã e Estados Unidos na Copa. 

"Há possibilidade de EUA e Irã duelarem na Copa se ambos ficarem em segundo lugar nos respectivos grupos."

Enquanto o governo do Irã tratava a partida como mais uma guerra, os jogadores escolheram a contramão. Em 1984, o regime imposto no país matou o então capitão da seleção iraniana, Habib Khabiri. Ele era acusado de ter ligações com os Estados Unidos.

     O Irã deu de ombros para o governo e entrou em campo para jogar futebol. Venceu a partida por 2 x 1, gols de Estili e Mahdavikia. McBride descontou para os Estados Unidos. O duelo mediado pelo suíço Urs Meier ficou em segundo plano. A entrada das duas seleções no gramado do Estádio Gerland foi histórica.

"Culpa do campo de batalha que se tornou a relação diplomática entre as duas nações ao longo dos anos 1970 e 1980. Em 1979, a embaixada dos Estados Unidos em Teerã foi invadida com o apoio do governo iraniano."

    Depois daquele histórico 21 de junho de 1998, Irã e Estados Unidos se enfrentaram duas vezes. A primeira em um amistoso em solo norte-americano com empate por 1 x 1. A última na Copa de 2022. Os EUA venceram por 1 x 0. O craque Christian Pulicic fez o gol da vitória no Al Thumana Stadium, em Doha, diante 42.127 torcedores. A maioria iranianos. O país é um dos grandes aliados do Catar, fica próximo e tem uma imensa colônia no país. Será que o clima respeitoso de 1998 e de 2022 se repetirá nos gramados norte-americanos na Copa de 2026 ou a geopolítica? O Irã está no Grupo G na primeira fase. Enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles; e o Egito em Seattle. Há possibilidade de EUA e Irã duelarem na Copa se ambos ficarem em segundo lugar nos respectivos grupos.

                                                                                     Autor: Marcos Paulo Lima


Para assistir:

(EUA x Irã - Copa do Mundo 1998)

Para ouvir:
Paz pela paz (Nando Cordel)

Para ler:




Cícero Souza

Pesquisador 
Professor
Gestor Escolar (Governo do Estado de Pernambuco - SEE)
Mestre Ciências da Educação (Lisboa/PT)
Doutor Ciências da Educação (Universidad Desarrollo Sustentable - UDS / Assunção - PAR).
Universidad Nacional de Rosario - UNR/ AR)

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Fevereiro e o "quase".

 "Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.  Assim, não deixe que a saudade sufoque; que a rotina te acomode; que o medo impeça de tentar."

        Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda; que me entristece; o quase que me mata. Trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.  Quem quase ganhou ainda joga... Quem quase passou ainda estuda... Quem quase morreu ainda está bem vivo... Quem quase amou não amou mesmo. 

    Então reflitamos: basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos. Basta pensar nas ideias que nunca saíram do papel por essa maldita mania de viver no outono, primavera...

"A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos pra decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são."

    Às vezes me pergunto: "o que nos leva a escolher uma vida morna ou morgada..."? Às vezes nem me pergunto, contesto veementemente. As respostas eu sei de cor... ela está estampada na distância das presenças. Ela está visível na frieza dos sorrisos. Ela está frustrante na frouxidão dos abraços. Ela está sem alma na indiferença dos "bom dia! boa tarde! Oi! como vai!".

    Quase tudo isso sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos pra decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude tivesse no meio termo o mar não teria ondas; Os dias seriam nublados; O arco-íris seria em tons de cinza. O nada não ilumina. O nada não inspira, não aflige e não acalma. O NADA apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

    Não é que a fé move montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance. Na verdade, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência,  porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

"O passado é uma roupa que não me serve mais."

(Velha roupa colorida - Belchior)

    Pros erros há o perdão; Pros fracassos, há a chance; Pros amores impossíveis há o tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar a alma. 

    Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.  Assim, não deixe que a saudade sufoque; que a rotina te acomode; que o medo impeça de tentar.

"Faz parte da vida arriscar-se por um sonho.... Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!

(Carlos Drummond de Andrade)

    Desconfie do destino e acredite em você; gaste mais horas realizando do que sonhando; gaste mais horas fazendo do que planejando; gaste mais horas vivendo do que esperando... faça as mudanças necessárias.

Porque quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Para refletir:

Esperança (Mario Quintana)

Para viver um grande amor (Carlos Drummond de Andrade)


Para ouvir:


Maria, Maria (Elis Regina)

Paciência (Lenine)

Sem medo (Oswaldo Montenegro)

Velha roupa colorida (Belchior)


Alberto Leal

Escritor

Professor - Língua inglesa

Pós-graduado Psicopedagogia

Professor Rede Estadual de Ensino

Ex-coordenador Biblioteca Escolar.