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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

DOPS: Quando precisar encontrá um apoio.


           Realmente, nem pretendia postar algum comentário mais específico até o momento, primeiro pelo fato que nem ao menos em 2012 havia publicado algo específico, como também pelo fato que a minha posição (Chefe) era muito mais "simbólica" e nominada pelos meus colegas e pequisadores que compareciam ao Setor do acervo DOPS/APEJE na rua Imperial. No entanto, foram tantos os e-mails (com perguntas e palavras de carinho) que me sinto na obrigação de apresentar um breve comentário.
          Todos nós sabemos a atual conjuntura política que vivemos, como também é sabido por todos que uma empresa precisa "oxigenar-se" para continuar a produzir resultados de qualidade; assim, não é diferente na esfera pública. No último dia 21/01/2014 recebi a comunicação por parte do coordenador do APEJE que não ficaria mais com a responsabilidade de "responder" pelo ACERVO DOPS, decisão que infelizmente acabou sem o meu conhecimento chegando as redes sociais; digo infelizmente, pelo fato que ainda não havia construído o caminho para responder as palavras de carinho e dúvidas que surgiriam, mas, divulgada a notícia (quase ao mesmo tempo que conversava com o coordenador) recebia ligações querendo saber o que houve.
        Vamos  por parte. Primeiro, as mudanças são necessárias em qualquer momento da vida e o fato de você ser deslocado de seu papel não desqualifica seu trabalho, afinal, não é a própria pessoa que defini a importância do seu trabalho, podemos dizer que são os números (visão mais exata) ou mesmo o sorriso, abraços e carinho permanente. Minha saída da atuação no acervo DOPS/APEJE é a prova que um "modelo de trabalho foi implantado", deu certo e precisamos que novas ideias surjam  por aquele (a) que venha ocupar o espaço.
         Em números, o que posso dizer é que no período que atuei "gestando" o Setor DOPS seguintes dados comparativos:


 ·    Durante os anos: (2007) – 82; (2008) 97; (2009) – 46; (2010)- 45; (2011) –  90 atendimentos (contando com a média de 4 pessoas atuando no apoio).

Minha chegada ao setor: (2012) – 174 atendimentos; (2013) – 430 atendimentos.

·        Comparando 2011 com o período de 2012 tivemos um aumento de 93% no fluxo de atendimento. Já de 2012 para 2013 tivemos um aumento de 148% no atendimento ao pesquisador.
              Nos dois anos no setor, verifiquei conteúdo de 3.809 prontuários (só citando os funcionais), o que corresponde a um total de 95.225 documentos analisados (e dezenas inseridos no sistema para o pesquisador).




          Por outros meios, acredito que pelos abraços recebidos durante a chegada dos pesquisadores ao setor (Brasil e do exterior), sorrisos, elogios, a organização, higiene e presteza no atendimento oferecido diariamente.
        Sem dúvida muito foi feito e não foi mérito exclusivamente meu, quero aqui ressaltar os verdadeiros autores que fizeram o serviço no setor chegar onde chegou e atender a demanda.                       Vários bolsistas e estagiários tive o prazer de compartilhar o exaustivo trabalho no dia-dia, seja carregando caixas, limpando, lendo documentos e indexando corretamente. Assim que cheguei ao setor encontrei a presteza (apesar da pouca credibilidade que tinham ainda sobre minha capacidade profissional) da Elisângela, Marcela e dos também competentes Hélder e Lindembergue; como disse até para eles mesmos, cada um com suas características próprias mas essenciais e meus primeiros "professores" para que entendesse na prática o que era aquele acervo DOPS (principalmente para sociedade). Realmente, aprendi muito com eles e não tenho como deixar de agradecer.
           Uma outra pessoa que chegou (passando) e hoje posso considerar um "embaixador" do acervo junto a sociedade é o jornalista Tércio Amaral, não apenas por aproximar a sociedade ao Arquivo Estadual através das suas matérias no Diario de Pernambuco, mas porque, ele consegue ter a sensibilidade necessária ao buscar a informação junto ao acervo e passa para sua matéria algo mais que uma simples informação. Não que os demais jornalistas que comparecem ao setor não mereçam (eles teem o meu carinho) mas o Tércio tem algo que "mágico" ao explora cada documento naquele setor.
       Aos vários componentes da Comissão Estadual Memória de Verdade Dom Helder Câmara  tenho que tecer um breve comentário. Ao Rafael Leite, Jaqueline Araújo, Vera Acioli, Valéria Santos, Manoel Morais, Zélia e ao Emanuel agradeço pela paciência e respostas rápidas quando solicitadas. Aos doutores Fernando Coelho e Henrique Mariano pela humildade em partilhar o sucesso dos trabalhos da Comissão ao Setor DOPS (posição várias vezes levada a público durante audiências ou entrevistas).
     Voltando ao APEJE, claro que inúmeros colegas contribuíram, no entanto, a então Chefe do Permanente Sandra Verissimo devo creditar o que é hoje o espaço de trabalho e pesquisa. Primeiro por acreditar que eu seria capaz  (com os bolsistas ) de organizar um setor que merecia atenção urgente, segundo, por até mesmo nos momentos em que divergíamos ela sabia ter a paciência e mostrar que liderar uma equipe é necessário saber ouvir. Aprendi com ela um pouco mais; crescemos aos respeitarmos e não permitirmos que a relação de amizade construída interferisse na relação profissional. Hoje posso dizer que encontrei mais uma pessoa que posso tirar lições e aplicar na minha vida profissional (competência quando pensa e divide ideias ou mesma ouve o que outro tem a dizer).
        Por fim (para não ficar cansativa a nossa conversa), agradeci e agradeço ao Coordenador do APEJE pela também confiança ao permitir que pudéssemos aplicar ideias e oferecer um melhor serviço a sociedade.
      Pois bem, o que fica é que nunca fui "Chefe do DOPS" (foram vocês que criaram a ideia), o que fui e continuarei no setor sendo é uma pessoa disposta a trabalhar sério e abraçar carinhosamente cada pesquisador que chega a procura seja de uma simples informação ou mesmo daquele acervo que resultará na publicação de mais um magnifico livro. A partir dos e-mails recebidos apenas tive a comprovação do respeito que tenho de cada um, um carinho recíproco e certo de que continuará sendo correspondido sempre que nos encontrarmos seja durante suas visitas ao setor (estarei esperando para aquele abraço fraterno) ou mesmo nos demais eventos que surgirão.
      Meu muito obrigado e espero ter respondido ao que tanto insistiam!

Cícero Souza .
         






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